CALIGRAFANDO
OLAVO BILAC
por Cássia Gonçalves
Olá, família!
Este material foi desenvolvido para ser um auxílio na prática da Memorização
e Caligrafia de nossas crianças. As poesias de Olavo Bilac cumprirão bem a
função de preencher a mente dos nossos filhos com o belo, o bom e o
verdadeiro. Além de trabalhar a composição literária, as rimas e um rico
vocabulário.
Para estimular o uso do dicionário, deixei ao final do arquivo um Glossário para
ser preenchido pela própria criança, onde deverá escrever a palavra
desconhecida e seu significado. Incentive-os nessa prática.
A cópia apresentará um nível gradual de dificuldade. Iniciando pela cópia de
versos, passando para a cópia de estrofes e encerando com a cópia de todo
Faça a leitura em voz alta o poema para a criança. ou peça-a que leia em voz
alta para você. Façam a leitura sempre que forem iniciar a cópia, isso ajudará
na memorização dos versos
.
Espero que seja útil no seu lar. Ficarei feliz em vê-los usando. Se postarem, me
marquem @vivendodescobertas. Deus os abençoe.
Cássia Gonçalves
Este arquivo foi pensado e confeccionado para distribuição gratuita.
A comercialização ou cópia do mesmo para venda, é proibida.
Vamos relembrar?
Para ler e Memorizar
Deus
Para experimentar Octávio, o mestre
Diz: “Já que tudo sabe, venha cá!
Diga em que ponto da extensão terrestre
Ou da extensão celeste Deus está!”
Por um momento apenas, fica mudo
Octávio, e logo esta resposta dá:
“Eu senhor mestre, lhe daria tudo,
Se me dissesse onde é que ele não está!”
Olavo Bilac
Cópia e Caligrafia
Deus
Para experimentar Octávio, o mestre
Diz: “Já que tudo sabe, venha cá!
Diga em que ponto da extensão terrestre
Ou da extensão celeste Deus está!”
Por um momento apenas, fica mudo
Octávio, e logo esta resposta dá:
“Eu, senhor mestre, lhe daria tudo,
Se me dissesse onde é que Ele não está!”
Olavo Bilac
Para ler e Memorizar
As velhas árvores
Olha estas velhas árvores, — mais belas,
Do que as árvores moças, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...
O homem, a fera e o inseto à sombra delas
Vivem livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E alegria das aves tagarelas...
Não choremos jamais a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,
Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!
Olavo Bilac
Cópia e Caligrifia
As velhas árvores
Olha estas velhas árvores, — mais belas,
Do que as árvores moças, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...
O homem, a fera e o inseto à sombra delas
Vivem livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E alegria das aves tagarelas...
Não choremos jamais a mocidade!
Não choremos jamais a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,
Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!
Olavo Bilac
Para ler e Memorizar
A Pátria
Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,
É um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera
Fecunda e luminosa, a eterna primavera!
Boa terra! jamais negou a quem trabalha
O pão que mata a fome, o teto que agasalha...
Quem com seu suor a fecunda e umedece,
Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!
Criança! não verás país nenhum como este:
Imita na grandeza a terra em que nasceste!
Olavo Bilac
Cópia e Caligrafia
A Pátria
Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! Não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,
É um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! vê que vida há
nos ninhos,
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera
Fecunda e luminosa, a eterna primavera!
Boa terra! Jamais negou a quem trabalha
O pão que mata a fome, o teto que agasalha...
Quem com seu suor a fecunda e umedece,
Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!
Criança! Não verás país nenhum como este:
Imita na grandeza a terra em que nasceste!
Olavo Bilac
Para ler e Memorizar
Modéstia
Se a todos os condiscípulos
Te julgas superior,
Esconde o mérito, e cala-te
Sem ostentar teu valor.
Valem mais que a inteligência,
A constância e a aplicação:
Sê modesto! estuda, aplica-te,
E foge da ostentação!
Mais vale o mérito próprio
Sentir, guardar e ocultar:
Porque o verdadeiro mérito
Não gosta de se mostrar.
Olavo Bilac
Cópia e Caligrafia
Modéstia
Se a todos os condiscípulos
Te julgas superior,
Esconde o mérito, e cala-te
Sem ostentar teu valor.
Valem mais que a inteligência,
A constância e a aplicação:
Sê modesto! Estuda, aplica-te,
E foge da ostentação!
Mais vale o mérito próprio
Sentir, guardar e ocultar:
Porque o verdadeiro mérito
Não gosta de se mostrar.
Olavo Bilac
Para ler e Memorizar
O Sol
Salve, sol glorioso! Ao teu clarão fecundo,
A natureza canta e se extasia o mundo.
Que tristeza, que dó, quando desapareces!
Vens, e a terra estragada e feia reverdeces;
Abres com o teu calor as sebes perfumadas;
Dás flores ao verdor das moitas orvalhadas;
Os ninhos aquecendo, as gargantas das aves
Dás gorjeios de amor, e harmonias suaves;
E, cintilando sobre os tufos de verdura,
Em cada ramo põe uma fruta madura.
A noite é como a morte; o dia é como a vida.
Ó Sol, quando te vais, a alma vaga perdida...
Os pensamentos mais são os filhos da treva:
Fogem, quando a brilhar, no horizonte se eleva
O Sol, pai do trabalho, o Sol, pai da alegria...
Salve, anúncio da Vida, e portador do Dia!
Olavo Bilac
Cópia e Caligrafia
O Sol
Salve, sol glorioso! Ao teu clarão fecundo,
A natureza canta e se extasia o mundo.
Que tristeza, que dó, quando desapareces!
Vens, e a terra estragada e feia reverdeces;
Abres com o teu calor as sebes perfumadas;
Dás flores ao verdor das moitas orvalhadas;
Os ninhos aquecendo, as gargantas das aves
Dás gorjeios de amor, e harmonias suaves;
E, cintilando sobre os tufos de verdura,
Em cada ramo põe uma fruta madura.
A noite é como a morte; o dia é como a vida.
Ó Sol, quando te vais, a alma vaga perdida...
Os pensamentos mais são os filhos da treva:
Fogem, quando a brilhar, no horizonte se eleva
O Sol, pai do trabalho, o Sol, pai da alegria...
Salve, anúncio da Vida, e portador do Dia!
Olavo Bilac
Para ler e Memorizar
O Tempo
Sou o Tempo que passa, que passa,
Sem princípio, sem fim, sem medida!
Vou levando a Ventura e a Desgraça,
Vou levando as vaidades da Vida!
A correr, de segundo em segundo,
Vou formando os minutos que correm...
Formo as horas que passam no mundo,
Formo os anos que nascem e morrem.
Ninguém pode evitar os meus danos...
Vou correndo sereno e constante:
Desse modo, de cem em cem anos,
Formo um século, e passo adiante.
Trabalhai, porque a vida é pequena,
E não há para o Tempo demoras!
Não gasteis os minutos sem pena!
Não façais pouco caso das horas!
Olavo Bilac
Cópia e Caligrafia
O Tempo
Sou o Tempo que passa, que passa,
Sem princípio, sem fim, sem medida!
Vou levando a Ventura e a Desgraça,
Vou levando as vaidades da Vida!
A correr, de segundo em segundo,
Vou formando os minutos que correm...
Formo as horas que passam no mundo,
Formo os anos que nascem e morrem.
Ninguém pode evitar os meus danos...
Vou correndo sereno e constante:
Desse modo, de cem em cem anos,
Formo um século, e passo adiante.
Trabalhai, porque a vida é pequena,
E não há para o Tempo demoras!
Não gasteis os minutos sem pena!
Não façais pouco caso das horas!
Olavo Bilac
Para ler e Memorizar
Domingo
Domingo... Os sinos repicam
Na igreja, constantemente,
E todas as ruas ficam
Alegres, cheias de gente.
Todo um dia de ventura...
Como o domingo seduz!
O homem, cansado, procura
Ter paz, ter ar, e ter luz.
Paradas e sem trabalho,
Dormem na roça as enxadas;
Dormem a bigorna e o malho
Nas oficinas fechadas.
Também, meninos cansados,
Os vossos livros deixai!
Deixai lições e ditados!
Dormi! Sorri! Cantai!
Fechem-se as aulas! e o bando
Ruidoso das criancinhas
Livre se espalhe, voando,
Como um bando de andorinhas!
Deus, quando o mundo fazia,
Sete dias trabalhou,
E ao fim do sétimo dia
Do trabalho descansou...
Olavo Bilac
Cópia e Caligrafia
Domingo
Domingo... Os sinos repicam
Na igreja, constantemente,
E todas as ruas ficam
Alegres, cheias de gente.
Todo um dia de ventura...
Como o domingo seduz!
O homem, cansado, procura
Ter paz, ter ar, e ter luz.
Paradas e sem trabalho,
Dormem na roça as enxadas;
Dormem a bigorna e o malho
Nas oficinas fechadas.
Também, meninos cansados,
Os vossos livros deixai!
Deixai lições e ditados!
Dormi! Sorri! Cantai!
Fechem-se as aulas! e o bando
Ruidoso das criancinhas
Livre se espalhe, voando,
Como um bando de andorinhas!
Deus, quando o mundo fazia,
Sete dias trabalhou,
E ao fim do sétimo dia
Do trabalho descansou...
Olavo Bilac
Para ler e Memorizar
A Infância
O berço em que, adormecido, Vai pouco a pouco sorrindo,
Repousa um recém-nascido, Dizendo: mamãe... papai...
Sob o cortinado e o véu, Vai crescendo. Forte e bela,
Parece que representa, Corre a casa, tagarela,
Para a mamãe que o acalenta, Tudo escuta, tudo vê...
Um pedacinho do céu. Fica esperta e inteligente...
Que júbilo, quando, um dia, E dão-lhe, então, de presente
A criança principia, Uma carta de A.B.C...
Aos tombos, a engatinhar... Olavo Bilac
Quando, agarrada às cadeiras,
Agita-se horas inteiras
Não sabendo caminhar!
Depois, a andar já começa,
E pelos móveis tropeça,
Quer correr, vacila, cai...
Depois, a boca entreabrindo,
Cópia e Caligrafia
Para ler e Memorizar
A madrugada
Os pássaros, que dormiam Os galos, batendo as asas,
Nas árvores orvalhadas, Madrugadores, já cantam;
Já a alvorada anunciam Já há barulho nas casas,
No silêncio das estradas. Já os homens se levantam,
As estrelas, apagando O lavrador pega a enxada,
A luz com que resplandecem, Mugem os bois à porfia;
Vão tímidas vacilando — É a hora da madrugada
Até que desaparecem. Saudai o nascer do dia!
Deste lado do horizonte, Olavo Bilac
Numa névoa luminosa,
O céu, por cima do monte,
Fica todo cor-de-rosa;
Daí a pouco, inflamado
Numa claridade intensa,
Se desdobra avermelhado,
Como uma fogueira imensa.
Cópia e Caligrafia
Glossário
Exemplo:
fecundo - que pode gerar, reproduzir-(se); produtivo, fértil.
Glossário
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