RITMO DE SEMPRE
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Gostava de acreditar que o amor era a base de todas as coisas e onde havia mal, havia
ausência de amor. Acreditava que o vazio que ele podia nos deixar, nos levaria ao
desespero de encontrar alguma coisa para preencher, e no caso de muitos, a coisa errada.
Mais uma segunda- feira com o mesmo ritmo de sempre, por mais tranquilo que fosse, ás
vezes era justamente esse o problema, até meu pai – um coroa de quarenta e três anos –
tinha uma vida mais agitada do que a minha, simplesmente inacreditável.
Chegando em casa, fiquei surpresa por ter o encontrado em casa naquele horário, sentando
no sofá tomando... café com gás?
- Ei! – exclamou assim que arranquei a caneca transparente das suas mãos.
- Refrigerante na dieta, pai? Essa é nova. –brinquei, colocando a mesma no balcão da
cozinha.
- Café! – corrigiu com um sorriso travesso no rosto.
- Com gás? – retruquei e o mesmo soltou uma risada. – Da próxima utiliza pelo menos uma
caneca de porcelana.
Joguei a mochila no outro da lado do sofá e me sentei ao lado dele logo após lhe dar um
beijo na bochecha.
- Como foi na escola hoje? – perguntou como todos os dias.
- Pra uma segunda feira, até que não foi ruim. – respondi e logo me lembrei que também
queria perguntar. – E no trabalho? Por quê está em casa tão cedo?
- Fui despachado por hoje. As coisas andam muito tranquilas ultimamente, nada de
sequestros, roubos não estão muito frequentes por aqui, nada de assassinatos, apenas as
investigações sobre os tráficos de drogas de Wilshire. Estamos procurando os envolvidos. –
ele fez uma pausa acompanhada de uma expressão arrependida, como se tivesse dito algo
que não devia. - Acho melhor você tomar seu banho.
- Eu posso ajudar. – disse mesmo já sabendo da resposta.
- Obrigada filha, mas não preciso da sua ajuda e muito menos posso te envolver no meu
trabalho, você sabe disso. – esclareceu gentilmente.
- É, eu sei. – soltei um suspiro frustrante e me levantei do sofá. – Acho que realmente
preciso de um banho. – ele assentiu e fez um gesto de "chispa daqui" com as mãos, não
contive a risada.
Meu pai dificilmente permitia que eu o ajudasse nos casos, as poucas vezes que isso
acontecia era quando eu interligava os pontos que faltava, mas na maioria das vezes, eu
investigava seus documentos sem ele saber.
- O que vamos jantar? – perguntei a ele assim que voltei para a sala de estar com roupas
mais confortáveis.
- Está com vontade de comer o que? – questionou de volta.
- Não sei, acho que... – meus pensamentos foram interrompidos quando um telefone
começou a tocar.
O dele.
Sua expressão ficou séria, eu não entendia o que estavam falando para ele ou quem estava
do outro lado da linha, mas supus ser do trabalho.
- Tudo bem, já estou a caminho. – disse antes de desligar e levantar do sofá no mesmo
instante.
- O que foi? – indaguei preocupada com tanta pressa de repente.
- Me ligaram da delegacia. Temos um desaparecimento.
- Aqui em Mid- Wilshire? – ele assentiu.
- Sim. – tirou algumas notas do bolso da jaqueta e me entregou. – Pra você pedir alguma
coisa.
- Mas pai, quem é o desaparecido ou desaparecida? Eu conheço? – saí o seguindo até a
porta de entrada, tentando acompanhar seus passos apressados.
- Rebekah, eu preciso ir agora! Deixe suas perguntas para depois, procure algo pra comer e
não saia de casa por hoje. – sem me permitir dizer alguma coisa ou fazer mais perguntas,
ele bate a porta e desaparece.
Sempre odiei essa confidencialidade, por mais que eu soubesse que era necessária.
Decidi pedir dois temakis para mim e um hambúrguer caprichado pra ele, sabia que ele iria
chegar cansado e a última coisa que passaria por sua cabeça seria seguir com aquela
dieta.
Em momentos como esse não era muito indicado pedir comida pra receber um entregador
desconhecido, mas eu não via outra opção, não tinha nada na geladeira ou nos armários.
Três horas se passaram e nenhum sinal dele, já eram onze da noite e eu precisava dormir,
mas precisava ainda mais ter a certeza de que ele estava aqui, jantando e descansando.
A TV já não estava mais me entretendo, unhas ruídas e pés inquietos eram meus sinais de
ansiedade, então, me endireitei na poltrona e decidi parar de bancar a filha paciente que eu
não era muito boa em ser.
Quarenta minutos depois ouvi o som da fechadura sendo destrancada e fui ligeiramente até
a porta de entrada.
- Finalmente! – exclamei com alívio, assim que ele passou pela porta.
- Às vezes penso que estou deixando uma garotinha de doze anos em casa. – falou
sarcástico enquanto tirava os sapatos.
- Se não fosse por trabalho, diria que parece um garoto de dezoito anos que não sabe a
hora de voltar pra casa. – retruquei com os braços cruzados.
- Ainda bem que não disse. – não consegui conter a risada.
Ele caminhou até a cozinha e abriu a embalagem de isopor onde estava o hambúrguer que
comprei.
-Por que tanta pressa? – perguntou antes de dar uma mordida grande o suficiente para
mostrar o quanto estava faminto.
- Eu não estava apressada. – menti para esconder a estranha sensação que estava
sentindo.
- Estava sim. - falou direto, dispensando qualquer enrolação. - Aconteceu alguma coisa? –
insistiu e suspirei enquanto pensava em uma descrição mais simples possível.
- Mal pressentimento, só isso.
- Mal pressentimento? Esqueceu que é filha do xerife daquele departamento? – pôs uma
mão sobre meu ombro. – Fica tranquila, nada vai acontecer comigo. – me deu um beijo na
cabeça antes de caminhar até a sala e sentar no sofá, onde passei metade daquela noite.
- Ah, quase esqueci de perguntar! O que aconteceu no trabalho? Quem desapareceu? –
mantive o costume de fazer mais de uma pergunta de uma vez.
- Emma Hills. Uma adolescente do...- interrompi sua frase.
- Primeiro ano do ensino médio... Dezesseis anos... – completei me recordando das poucas
vezes que a vi sentada no refeitório com outras meninas e o namorado.
- Era amiga dela? – perguntou em tom de interrogatório, sua atenção que antes estava na
TV, voltou- se para mim.
- Não, mas já a vi algumas vezes com outras meninas. A única coisa que sei é que ela tinha
um namorado no terceiro ano. – respondi.
- Qual o nome e turma? – indagou se levantando e preparando para fazer uma ligação.
- Matt Thompson, a turma eu não sei, mas conheço alguém que sabe. – foi a última
informação que consegui dar e ele logo foi para outro cômodo, sabia que ele queria
privacidade, então dei a ele. Poucos minutos depois ele estava de volta na sala.
- Obrigada, filha. Agora é melhor você ir dormir, já está tarde e você tem aula amanhã. Vai,
vai! – disse tentando me despachar, mas ainda com aquele ar divertido de sempre.
- Boa noite. – lhe dei um beijo na têmpora e subi para meu quarto.
Ouvi brevemente som de batidas na porta que aumentavam de acordo com o despertar de
minha consciência. Ao abrir os olhos vi meu pai com a cabeça para dentro do quarto.
-Hora de levantar! – franzi o cenho e esfreguei os olhos. – Incrível como você consegue
desregular sua rotina do sono em um final de semana.
- Diz o coroa que nem tem uma. – murmurei com a voz rouca de sono.
- Olha o respeito! – gritou distante, provavelmente já no corredor.
Me levantei da cama e fui para o banheiro fazer a mesma coisa de todos os dias e após
estar pronta para ir, desci para a cozinha, onde avistei meu pai tomando café –
aparentemente de verdade dessa vez – e lendo jornal.
- Já vai? – questionou quando me viu pegando a mochila.
- Sim. Tenho prova no primeiro horário e vou acabar me atrasando. – respondi enquanto
verificava se todos os materiais de hoje estavam dentro da bolsa.
- Vou com você hoje. Preciso fazer umas perguntas ao namorado da Emma. – disse e
assenti com a cabeça, me sentei e pus café em uma caneca também. – Sabe se ele
costuma faltar?
- Não. – respondi com a boca cheia. – Tenho coisas mais importantes para prestar atenção,
pai.
- Isso aí. – disse com orgulho.
- Você que fez essas panquecas? – estavam estranhamente deliciosas.
- Por quê? Qual o problema com minhas panquecas? – voltou os olhos para mim.
-Nenhum, mas acho que é esse o problema. – respondi com sarcasmo.
- Engraçadinha. – ele riu, depois jogou o jornal em um canto do balcão. – Vamos?
- Uhum! – assenti pegando minha mochila e o seguindo até a porta. – Espera aí, espera aí!
– voltei e peguei mais duas panquecas. – Vamos.
Chegando na escola meu pai foi para um rumo e eu para outro, me lamentando por não
poder segui- ló e descobrir o que Matt terá a dizer.
Entrando na sala agradeci aos céus pelo o professor ainda não ter aplicado as provas, não
me atrasei graças a não só o meu herói, como também o de LA inteira.
Vi meus amigos Alana e Steven fazendo gestos minimalistas e desesperados para me
sentar ao lado deles e assim eu fiz.
-Bom dia pra vocês também. – falei com ironia.
- Que bom dia que nada, temos prova Rebekah, com aquele monstro que alguns chamam
de professor. – Alana falou com agressiva, falhando miseravelmente em esconder seu
desespero.
- Deveriam ter estudado. – adicionei.
- Obrigada pelo consolo. – disse carregando grande porção de ironia.
- É tarde demais pra dar uma revisada? –Steven perguntou esperançoso, mas o olhar em
que nós duas lançamos a ele serviu como resposta.
- Bom crianças, sentem- se e guardem todos os materiais desnecessários. – o professor
avisou pegando a pilha de papeis pronto para distribuir.
Saiu andando entre cada fileira e entregando uma prova para cada aluno, mas assim que
chegou na mesa de Owen parou e encarou o livro de química em cima da mesma.
- Eu disse para guardar todos os materiais desnecessários, senhor Carter? – ergueu uma
sobrancelha e direcionou seu olhar para Owen.
- Um livro didático não pode ser necessário? – ele respondeu com atrevimento, eu diria.
- Guarde- o. – ordenou antes de prosseguir com a distribuição de provas. – Enfim, boa sorte
aos precisarem, mas espero de verdade que ninguém precise.
- Qual é, gente. Não foi tão difícil. – falei após tantas lamentações de Alana e Steven.
- "Não foi tão difícil"?! – Steven repetiu. – Tem certeza que fez a mesma prova que a gente?
– ironizou, porém bem indignado.
- Aí Steven, não exagera. Se tivesse estudado, não estaria se lamentando agora. – Alana
disse.
- Não estou me lamentando. – esclareceu e não consegui evitar soltar um risada nasal.
- Claro que não. – eu disse sarcástica e ele me encarou com os olhos semicerrados por uns
instantes. – Você não tinha um encontro com o time? – o lembrei, pois sabia que ele diria
algo ofensiva em poucos segundos.
- É verdade. – se recordou.
- Vai, depois nos falamos. – falou Alana, apressando- o.
Enfim, ele foi. Alana e eu continuamos comentando sobre algumas questões da prova,
logicamente estudamos antes, mas nem sempre Steven era esperto o suficiente para fazer
o lógico.
Quarenta e cinco minutos depois, estávamos nos encontrando novamente com ele no
refeitório.
- Souberam do desaparecimento da Emma? – perguntei, por mais que fosse bastante
recente, as fofocas eram rápidas por aqui.
- Os meninos estavam comentando. – Steven respondeu. – Alias, topei com seu pai quando
me encontrei com eles, até chegou a me perguntar se eu tinha visto o Matt hoje. –
acrescentou e eu franzi as sobrancelhas com estranheza.
- Ele faltou hoje? – perguntei instantaneamente.
- Aham. – respondeu enquanto dava uma mordida em um dos pedaços de bacon.
- Será que ele também tá desaparecido? – Alana finalmente perguntou.
- Não sei. – Steven deu de ombros enquanto olhava para o outro lado do refeitório. – Já
volto. – então foi em direção a mesa dos meninos do time de Lacrosse.
- Um desaparecimento já é bastante incomum ultimamente, agora dois... – murmurei
pensando se havia possibilidades de não ter sido um sequestro.
- Um casal como eles, desaparecerem juntos de repente, não me parece tão estranho
assim. – ela comentou, roubando minha atenção para si.
- É, pensando assim...
- Bom, de uma forma ou de outra, espero que eles estejam bem. – finalizou com um sorriso
singelo e concordei com ela mentalmente.
Alana estava certa, eles eram um casal de adolescentes e por mais que não fosse comum,
também não era tão estranho um casal jovem dar um sumiço para ficarem sozinhos, mas
ainda assim, era algo para a polícia ficar bastante atenta.
O sinal tocou espantando meus pensamentos com um susto, Alana aparentou perceber,
então fez uma pausa ao levantar.
- Rebekah, está tudo bem?
- Aham, estou bem, só me distrai um pouco. – balancei a cabeça positivamente e lhe
entreguei um sorriso amarelo.
As horas se passaram rapidamente naquela manhã e eu não teria nada para fazer a tarde,
nem mesmo Alana estaria livre, mas Steven...
- Oi? – Steven chama ao atender.
- Tem algo pra fazer essa tarde? – perguntei sem interesse em cumprimentos.
- Depende. – respondeu irônico e franzi as sobrancelhas.
- Do que?
- Do que vamos fazer. Preciso saber se vale a pena sair da minha casa.
- Fala como se recusar um convite pra qualquer coisa não fosse uma raridade pra você. –
retruquei com sarcasmo evidente e ele ficou em silêncio por poucos segundos.
- Estou indo. – dei um sorriso convencido.
Desliguei e joguei o teplefone no sofá, subi para tomar um banho antes de Steven chegar,
vesti um short legging e uma blusa de malha cinza. Voltei para o andar de baixo e fui para a
cozinha preparar um lanche, mas assim que abri a geladeira ouvi algumas batidas na porta.
- Entra. – falei assim que abri a mesma.
- E ai! – cumprimentou ao passar por mim.
- Eu estava indo preparar um lanche, vai querer? – perguntei voltando para a cozinha e ele
assentiu com a cabeça ao se sentar em uma banqueta.
- Só tem você em casa? – então fui eu quem assenti com a cabeça dessa vez. – Hm. –
franzi o cenho.
- Você está bem? – questionei mesmo estando de costas para ele.
- Estou. – respondeu descontraído e eu dei de ombros.
Preparei uns sanduíches e peguei duas latinhas de refrigerante na geladeira, antes de irmos
para sala.
- Trouxe videogame? – indaguei ao vê-lo segurando alguns.
- Sim. Escolhe aí. – o colocou sobre a mesa.
- Mal chegou já está querendo se frustrar. – balancei a cabeça o reprovando.
- O que? – indagou com uma sobrancelha erguida.
- Não vai me dizer que está na esperança de ganhar de mim. – disse o desafiando, sabia
como Steven era competitivo.
- COMO ASSIM? – gritou com pura indignação.
- EU AVISEI! – gritei de volta.
Após cinco rodadas de Frozan Horizon 5 com Steven exigindo revanches – e em uma
delas, eu também – e intensas, eu finalmente ganhei mais uma vez, dessa vez indisposta a
aceitar qualquer tipo de proposta para uma nova partida.
- Falta de aviso não foi, e de poeira também! – coloquei meu controle em cima da mesa e
me deitei no sofá.
Ele também pôs o controle sobre a mesa com uma força pouco moderada, depois se
reconforta no sofá novamente, aproveitei para deitar e apoiar meus pés por cima de suas
coxas.
- E como vai sua vida amorosa, Steven? Faz tempo que não falamos dela.
- Já faz um tempo que eu não fico com ninguém, ando muito focado no lacrosse e não
estou com tempo pra isso. - ele disse de uma maneira tão natural que quem não o conhece
acreditaria facilmente.
- "Um tempo", é? Quanto? - perguntei desconfiada, Steven era um dos caras mais
pegadores daquele colegial, trocava mais de garota do que de roupa, não existia essa de
"não ter tempo".
Ele suspirou e revirou os olhos aparentemente decidindo falar a verdade.
- Dois dias. - ele disse falsamente orgulhoso, balancei a cabeça negativamente e abri um
sorriso irônico.
- Um recorde, não é? - o mesmo assentiu com a cabeça.
- A culpa não é minha também. - ele falou de repente, soando como um pequeno
desabafo. - Vocês garotas são todas estranhas, emocionadas...
- Como é que é? - cruzei os braços questionado a mim mesma se ele tinha dito mesmo
isso.
- Isso mesmo! Adoram dar dor de cabeça. Sempre deixam evidente que estão interessadas
e isso perde totalmente a graça, mal sabem disfarçar! Além de quando conseguem ficar,
não conseguem simplesmente agir como se nada tivesse acontecido, ficam no pé. Estou
cansado.
- "Vocês"? No plural mesmo? - conferi de sobrancelha erguida.
- Quer dizer, as mulheres mais velhas sabem ser diferentes. - quase soltei uma risada ao
ver que ele estava realmente frustrado com aquilo.
- Certo. Eu acho que você está escolhendo mal suas garotas, Steven. - respondi irônica.
- Todas do colégio são assim. - disse firme e convicto, minha única reação foi apenas um
sorriso de canto, ele me conhecia, mas aparentemente não o suficiente.
Steven era meu amigo, um dos meus papéis era dizer quando ele estava enganado, mas
dessa vez eu poderia deixar mais divertido pra mim, fazendo ele mesmo se dar conta de
que estava errado.
- É mesmo? Sem excessão alguma? - retirei minhas pernas de cima das suas e me levantei
do sofá, fiquei de pé na sua frente aguardando a sua resposta, vi ele franzir a sobrancelhas
aparentemente tentando entender o que eu estava prestes a fazer.
- Sem excessão alguma. - concluiu, algo me dava a impressão de que ele me daria a
resposta certa, mas prefiriu errar, para descobrir o que eu estava disposta a fazer.
Apoiei meus joelhos no sofá ao lado de suas coxas e meus antebraços em seus ombros.
- Já ficou com todas as garotas da escola? - passei meus dedos entre seus cabelos
castanhos, lisos e macios.
- Ainda não. - pôs as mãos em meus quadris.
- Então, não pode falar sobre todas. Eu poderia dizer que todos os garotos estão
enganados ao achar que são espetaculares e desejados por todas assim como você, mas
eu não digo. - respondi tranquilamente enquanto ele ouve e sente minhas carícias, mas logo
sinto um olhar ofendido que se apaga em poucos segundos.
- Você não me deseja? - indagou com um sorriso convencido no rosto.
- Não. - respondi logo em seguida, dando de ombros e fingindo lamentação.
- Então, por quê está em cima de mim agora? - disse afiado e meus olhos que estavam
olhando para seus cabelos desceram para os seus olhos.
- Essa é a diferença entre mim e as outras, eu finjo bem. - toquei a ponta de seu nariz com
um dedo, logo em seguida me levantei de seu colo e fiquei de pé, sem dizer nada, apenas
me concentrei em amarrar o cabelo, mas senti Steven me encarar meio inexpressivo, no
entanto eu sabia que ele estava um tanto surpreso.
- Você vai ficar para o jantar? - caminhei até o balcão da cozinha para pegar uma maçã,
Steven a manteve em silêncio, pelo menos por alguns minutos.
- Não, não. Eu... - se levantou. - Eu já estou indo.
- Mas já? - franzi o cenho fingindo estranhar seu comportamento. - Por que não fica mais
um pouco? Estava pensando da gente jogar mais uma partidas. - apontei a maçã para a TV.
- Eu tenho umas coisas pra fazer, mas amanhã nos falamos. - colocou todas os jogos na
mochila que trouxe e se direcionou até mim para de despedir.
- Tudo bem, então. Até depois! - retribui o abraço e acompanhei o mesmo até a porta.
(...)
__________________________________
oii povinho 😘
eu sou a mychele e apresento a todos vocês o meu novo livro.
"..."
esse capítulo aqui foi básico, mostrando um tiquinho da rotina, mas o foco principal
no nosso desaparecimento, tá tudo tranquilo, mas já aviso logo para não se
acostumarem com isso.
no fundo, sei que cês gostam de uma bagunça, então aqui vcs terão de monte.
e a lacrada que a Rebekah deu no Steven? KAKAKAKAKAK
é amigo dela? sim! mas acontece 🤷🏻♀️
tem horas q a pessoa pede tbm
além dela ter fingido estar atraída, ela ainda por cima simplesmente agiu como se
nada tivesse acontecido
foda
enfim gente, saibam que eu comecei a escrever mais porque gosto, não quero agir
como se isso fosse uma obrigação minha.
e estou compartilhando por conta que gosto muito dessa comunidade, adoro ver as
pessoas reagindo a livros, principalmente quando sou eu quem escrevo
mas enfim, um beijão pra vcs krds e espero que gostem dos próximos capítulos.
💋😘