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PGR

NORMA REGULAMENTADORA N.º 01

PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE
RISCOS
(Redação dada pela Portaria SEPRT n.º 6.730, de 09/03/2020)

EMPRESA: M.P. S D A SILVA.


CNPJ: 05.250.779.0001/17

Fevereiro/2023
SUMÁRIO
ITEM DESCRIÇÃO
1 DADOS DA EMPRESA
1.1 DIMENSIONAMENTO DO SESMT
1.2 DIMENSIONAMENTO DA CIPA
2 EMPRESA RESPONSAVEL PELA ELABORAÇÃO DO PGR
2.1 RESPONSAVEIS PELA ELABORAÇÃO
3 INTRODUÇÃO
4 ETAPAS DA ESTRUTURA DO PGR
5 OBJETIVOS
5.1 OBJETIVO GERAL
5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
6 CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS OCUPACIONAIS
6.1 AGENTES FÍSICOS
6.2 AGENTES QUÍMICOS
6.3 AGENTES BIOLOGICOS
6.4 AGENTES ERGONOMICOS
6.5 ACIDENTES
6.6 DEFINIÇÕES
6.7 ANTECIPAÇÃO
6.8 RECONHECIMENTO
7 METODOLOGIA
CRITERIOS ADOTADOS PARA AVALIAÇÃO DOS RISCOS E TOMADA DE
8
DECISÃO
8.1 MEDIDAS DE CONTROLE
8.2 DIVULGAÇÃO DO PROGRAMA
8.3 DEFINIÇÃO DOS SETORES E DESCRIÇÃO DOS AMBIENTES
9 FLUXOGRAMA DO PROCESSO
10 INVENTÁRIO DE RISCOS
11 IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS E AVALIAÇÃO DE RISCOS
12 MATRIZ GUT
12.1 COMO MONTAR A MATRIZ GUT?
12.2 PLANO DE AÇÃO PARA SOLUCIONAR OU REDUZIR OS PROBLEMAS
12.3 PLANEJAMENTO
12.4 MEDIDAS DE ENGENHARIA
12.5 MEDIDAS ADMINISTRATIVAS
12.6 MEDIDAS INDIVIDUAIS
12.7 HIERARQUIA DE CONTROLE DE RISCOS
13 CRONOGRAMA PLANO DE AÇÕES
14 RESPONSABILIDADES
15 CRONOGRAMA DE TREINAMENTOS
1. DADOS DA EMPRESA

RAZÃO SOCIAL: M.P. S D A SILVA.


NOME FANTASIA:
Logradouro . ROD BA-526, S/N, LOJA 09A TERREO ANDAR 1 PRIMEIRO
Bairro SÃO CRISTOVÃO
ENDEREÇO
Cidade / Estado Salvador / Bahia
CEP 47.211-02
CNPJ 05.250.779.0001/17
CNAE Nº 56.11-2-04
Grau de Risco 02
Restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de
Ramo de Atividade:
alimentação e bebidas
Número Total de Trabalhadores 08
Nome: Márcia Carina Santos da Silva
Cargo: Proprietária
RESPONSÁVEL PELA EMPRESA
Telefone: (71)99966-2670
E-mail:
Nome: Aline
Cargo: Funcionária
RESPONSÁVEL PELAS
INFORMAÇÕES Telefone: (71)99966-2670
E-mail:

1.1 - DIMENSIONAMENTO DO SESMT

PROFISSIONAIS EXIGIDO (NR-4) EXISTENTE


Engº. de Segurança do Trabalho 00 00
Médico do Trabalho 00 00
Técnico em Segurança do Trabalho 00 00
Enfermeiro do Trabalho 00 00
Técnico em Enfermagem do Trabalho 00 00

OBS: Empresas desobrigadas de constituir o SESMT deverão ser atendidas por profissionais de
empresas específicas prestadoras deste serviço.

1.2 - DIMENSIONAMENTO DA CIPA

EMPREGADO EMPREGADOR
NÚMERO DE TRABALHADORES
Eleitos Indicados
EFETIVO 01 01
SUPLENTES 01 01
2. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA CONTRATADA

Empresa: QualyTrab Serviços de Medicina CNPJ: 48.486.199/0001-36


Ocupacional Ltda.
Nome Fantasia: QualyTrab Serviços de Medicina Ocupacional

Endereço: Bairro Cidade Estado


Rua Doutor José Peroba, Stiep Salvador Bahia
nº 297

Responsável pela Empresa: Fábio de Abranches Quintão Neto

Contatos: (71) 9 8180-2903 E-mail: [email protected]

2.1 – RESPONSAVEL PELA ELABORAÇÃO

O presente programa foi elaborado pelo profissional Mauricio Ricardo da Silva Costa
– Engenheiro de Segurança do Trabalho, com registro no Crea-Ba com o numero de
registro 64164.

________________________________________
Mauricio Ricardo da Silva Costa
Engenheiro de Segurança do Trabalho
Crea/Ba 64164
3. INTRODUÇÃO

O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) tem por finalidade atender as


determinações legais emanadas da Norma Regulamentadora de N° 01.

Na NR 01 o § 5.3.1.1 diz que o gerenciamento de riscos ocupacionais deve constituir


um Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR.

O § 5.7.1 diz que a documentação do PGR deve conter, no mínimo, os seguintes


documentos:

a) inventário de riscos; e

b) plano de ação.

O § 5.7.2 cita que os documentos integrantes do PGR devem ser elaborados sob a
responsabilidade da organização, respeitado o disposto nas demais Normas
Regulamentadoras, datados e assinados.

O § 5.3.1.1.1 diz que “A critério da organização, o PGR pode ser implementado por
unidade operacional, setor ou atividade”. Recordando que a documentação mínima do
PGR são os inventários de riscos e os planos de ação, a elaboração considerou a
atividade.

O conceito do que é “atividade” é desenvolvido a partir do que se refere ao Inventário


de Riscos Ocupacionais. Ali se cita que ele deve contemplar diversas informações
que iniciam pela (a) caracterização dos processos e ambientes de trabalho e (b)
caracterização das atividades. Assim, o ambiente de trabalho precisa ser qualificado e
na sequência há a caracterização das atividades. Ou seja: atividades realizadas nos
ambientes de trabalho.

Dessa forma, o PGR implementado por atividade pressupõe que o seja elaborado por
ambiente de trabalho. Dessa forma, na organização a documentação do PGR relativa
à Inventários de riscos se constituirá de tantos quantos forem os ambientes de
trabalho caracterizados.

Nesse PGR convivem o inventário e suas versões. Observe-se que o inventário de


riscos ocupacionais é mantido atualizado e por isso a existência de suas versões e o
histórico das atualizações deve ser mantido por um período mínimo de 20 (vinte)
anos.

Com a intenção de proporcionar maior segurança e conforto aos colaboradores da


empresa, será implantado o Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR. Espera-
se com este trabalho propiciar aos colaboradores da empresa um ambiente seguro e
produtivo, minimizando os riscos com acidentes e doenças do trabalho.

Este PGR é parte integrante de um conjunto mais amplo de iniciativas da empresa no


sentido de preservar a saúde e a integridade física dos seus colaboradores, devendo
estar articulado com o disposto nas demais Normas Regulamentadoras, em especial
com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO previsto na
NR-7.

O PGR é um programa instituído pela Portaria Nº 6.730, DE 9 DE MARÇO DE 2020,


da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SEPRT).

Com início da vigência: 03 de janeiro de 2022 – Portaria 8.873, de 23/07/2021.

4. ETAPAS DA ESTRUTURA DO PGR

Este Programa de Gerenciamento de Riscos estará composto das seguintes etapas:

Levantamento Preliminar de Perigos

O levantamento preliminar de perigos deve ser realizado: antes do início do


funcionamento do estabelecimento ou novas instalações;

b) para as atividades existentes; e

c) nas mudanças e introdução de novos processos ou atividades de trabalho.

Identificação de Perigos

a) descrição dos perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde;

b) identificação das fontes ou circunstâncias; e

c) indicação do grupo de trabalhadores sujeitos aos riscos.

Avaliação de Riscos Ocupacionais

Para cada risco deve ser indicado o nível de risco ocupacional, determinado pela
combinação da severidade das possíveis lesões ou agravos à saúde com a
probabilidade ou chance de sua ocorrência.

A gradação da probabilidade de ocorrência das lesões ou agravos à saúde deve levar


em conta:

a) os requisitos estabelecidos em Normas Regulamentadoras;

b) as medidas de prevenção implementadas;


c) as exigências da atividade de trabalho; e

d) a comparação do perfil de exposição ocupacional com valores de referência


estabelecidos na NR-09.

Controle dos Riscos

Medidas de Prevenção

A organização deve adotar medidas de prevenção para eliminar, reduzir ou controlar


os riscos sempre que:

a) exigências previstas em Normas Regulamentadoras e nos dispositivos legais


determinarem;

b) classificar os riscos ocupacionais;

c) houver evidências de associação, por meio do controle médico da saúde, entre as


lesões e os agravos à saúde dos trabalhadores com os riscos e as situações de
trabalhos identificados.

Quando comprovada pela organização a inviabilidade técnica da adoção de medidas


de proteção coletiva, ou quando estas não forem suficientes ou encontrarem-se em
fase de estudo, planejamento ou implantação ou, ainda, em caráter complementar ou
emergencial, deverá ser adotado outras medidas, obedecendo-se a seguinte
hierarquia:

a) medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho;

b) utilização de equipamento de proteção individual - EPI.

A implantação de medidas de prevenção deverá ser acompanhada de informação aos


trabalhadores quanto aos procedimentos a serem adotados e limitações das medidas
de prevenção.

Plano de Ação

A organização deve elaborar plano de ação, indicando as medidas de prevenção a


serem introduzidas, aprimoradas ou mantidas.

Para as medidas de prevenção deve ser definido cronograma, formas de


acompanhamento e aferição de resultados.
5. OBJETIVOS
Este programa visa informar a empresa e seus colaboradores sobre os riscos
ambientais, meios de prevenção, neutralização ou eliminação.

5.1 - OBJETIVO GERAL

Preservar a saúde e a integridade física dos trabalhadores, através da antecipação,


reconhecimento, avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos
ocupacionais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho.

5.2 - OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Controlar os riscos ocupacionais no local de trabalho com a adoção de medidas


de controle;
• Monitorar a exposição dos colaboradores aos riscos ambientais existentes no
local de trabalho;
• Fornecer informações sobre as condições seguras de trabalho aos trabalhadores
da empresa;
• Apresentar informações sobre a saúde, o bem-estar e a integridade física e
mental dos trabalhadores da empresa.

6. CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS OCUPACIONAIS

Para efeito deste PGR são considerados riscos ocupacionais, os agentes existentes
no meio ambiente de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou
intensidade, tempo e grau de exposição, são capazes de causar danos físicos e a
saúde do trabalhador e são classificados em cinco categorias:

• Agentes Físicos / Agentes Químicos / Agentes Biológicos / Ergonômicos /


De Acidentes.
6.1 - RISCOS FÍSICOS

São considerados agentes físicos capazes de provocar riscos à saúde:

• Ruído;
• Calor;
• Radiações Ionizantes;
• Radiações não ionizantes;
• Pressões Anormais;
• Vibrações de Corpo Inteiro
• Vibrações de Mãos e Braços
• Frio;
• Umidade.

6.2 - RISCOS QUÍMICOS

Os principais tipos de agentes químicos que atuam sobre o organismo humano,


causando problemas de saúde, são:

• Poeiras;
• Gases,
• Vapores;
• Neblinas
• Nevoas,
• Fumos.

6.3 - RISCOS BIOLÓGICOS

São considerados agentes biológicos:

• Vírus;
• Bactérias;
• Bacilos;
• Fungos (microrganismos causadores de infecções) e os parasitas.

6.4 - AGENTES ERGONÔMICOS

• Esforço Físico Intenso;


• Levantamento e Transporte Manual de Peso;
• Exigência de Postura Inadequada;
• Monotonia;
• Repetitividade;
• Controle Rígido de Produtividade;
• Imposição de Ritmos Excessivos.
6.5 - RISCOS MECÂNICOS OU RISCOS DE ACIDENTES

Estes riscos geralmente são provenientes de agentes mecânicos muito comuns e


presentes em praticamente todos os ambientes de trabalho. Podemos elencar uma
lista deles, como por exemplo:

• Risco de Queda com Diferença de Nível;


• Queda de Altura Acima de 2 metros;
• Explosão;
• Incêndio;
• Maquinários e Equipamentos sem a Proteção;
• Picadas de Animais Peçonhentos;
• Queda de Objetos;
• Arranjo Físico Inadequado;
• Iluminação Inadequada;
• Colisão / Tombamento;
• Ferramentas Inadequadas ou Defeituosas;
• Etc.

6.6 - DEFINIÇÕES

Dano – É a consequência de um perigo em termos de lesão, doença, ou uma


combinação desses.

Perigo – Fonte, situação ou ato com potencial para provocar danos humanos em
termos de lesão, ou uma combinação dessas.

Identificação de Perigos – Processo de reconhecimento que um perigo existe, e de


definição de suas características.

Risco – Combinação da probabilidade de ocorrência de um evento perigoso ou


exposição com a gravidade da lesão ou doença que pode ser causada pelo evento ou
exposição.

Avaliação de Riscos – Processo de avaliação de risco proveniente de perigo,


levando em consideração a adequação de qualquer controle existente, e decidindo se
o risco é ou não aceitável.

Estimativa de Risco – Processo para determinar a frequência ou a probabilidade e


as consequências de um perigo.
Nível de Ação – Corresponde a um valor a partir do qual devem ser iniciadas
medidas preventivas de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições à
agentes ambientais ultrapasse os limites de tolerância. Agentes Químicos + 50% do
LT (limite de tolerância), Ruído= dose 0,5.

Limite de Tolerância – LT – Concentração ou intensidade máxima ou mínima,


relacionada à natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará danos à
saúde do trabalho, durante sua vida laboral (item 15.1.5 da NR 15, Portaria 3214).

GRUPO HOMOGÊNEO DE EXPOSIÇÃO (GHE) - A “Caracterização Básica” é um


conceito presente nas Estratégias de Amostragem da AIHA, e representa um
processo inicial de conhecimentos, em Higiene Ocupacional, que vai permitir a
estruturação das amostragens para todos os trabalhadores da empresa.

Trata-se de conhecer as três vertentes da questão: os ambientes de trabalho, os


trabalhadores expostos e os riscos ambientais.

A partir desse estudo integrado, o profissional responsável pelos levantamentos será


capaz de definir os Grupos Homogêneos de Exposição – GHEs.

6.7 – ANTECIPAÇÃO

O responsável da empresa deverá assegurar que toda modificação e/ou novo projeto
a ser implantado seja avaliado preliminarmente com relação a identificação de perigos
e avaliação dos riscos potencialmente presentes.

6.8 – RECONHECIMENTO

Para elaboração do reconhecimento foi realizada a caracterização de todos os


trabalhadores: cargo, atividades que realizam setores onde estão lotados, data de
admissão no setor, regime de revezamento, com o objetivo de estudar como eles se
relacionam com os processos e com os agentes /perigos presentes nestes processos
e no ambiente.

Para cada setor da empresa então é feito um mapeamento dos processos e


atividades existentes com o objetivo de identificar os grupos de trabalhadores que
realizam atividades similares visando facilitar a identificação de perigos na empresa.
7. METODOLOGIA

O reconhecimento dos perigos foi feito com base em entrevistas com trabalhadores
(pelo menos um ocupante de cada função) e seus respectivos supervisores, gerentes
e ou coordenadores.

As avaliações qualitativas da exposição aos riscos ocupacionais foram feitas


tomando-se por base a análise simultânea e concorrente dos seguintes fatores a eles
relacionados:

- Efetiva exposição;
- Toxidade ou nível de agressividade;
- Suposta concentração ou intensidade;
- Suposta hipersensibilidade.

TÉCNICA UTILIZADA

Foi adotado o procedimento de técnica de avaliação Qualitativa e/ou Quantitativa, em


relação à exposição, sendo:

QUALITATIVA: Trata-se de uma avaliação ou inspeção visual sobre determinado


local de trabalho, observando às características específicas do ambiente laboral, os
presentes agentes ambientais, as atividades exercidas, funções existentes naquela
local e tempo de exposição dos trabalhadores.

QUANTITATIVA: Trata-se de uma avaliação sobre determinado local de trabalho,


utilizando-se de equipamentos específicos para medição e quantificação dos a
agentes ambientais presentes no ambiente de trabalho. Visando, o dimensionamento
das intensidades/concentrações dos riscos e estabelecimento de ações para de
controle dos riscos.

Avaliação dos Tipos de Exposição para avaliação da exposição dos agentes nocivos
(Habitual e Permanente, Habitual e Intermitente, Eventual e Intermitente), foi
considerado o tempo de exposição, frequência da atividade durante o ciclo de
trabalho, limites de tolerância e intensidade/ concentração quantitativa ou qualitativa.
Observada a Portaria nº 3.311 de 29 de novembro de 1989, ainda que revogada, por
não existir legislação com definições claras de tempos de exposição, bem como a
Jurisprudência de uniformização de interpretação de Lei Federal, referente ao
enquadramento por exposição a agentes nocivos conforme abaixo.
Habitual
É a exposição que ocorre com certa habitualidade durante os dias de trabalho, ou
seja, durante todos os dias da jornada normal de trabalho.

Intermitente
É a exposição experimentada pelo trabalhador de forma programada para certos
momentos inerentes à produção, repetidamente a certos intervalos.

Eventual
É a exposição experimentada pelo trabalhador de forma não programada, sem
mensuração de tempo, acontecimento fortuito, previsível ou não.

8. CRITÉRIOS ADOTADOS PARA AVALIAÇÃO DOS RISCOS E TOMADA DE DECISÃO

Após a avaliação de riscos ocupacionais relativos aos perigos identificados, para cada
risco foi indicado o nível de risco ocupacional, determinado pela combinação da
severidade das possíveis lesões ou agravos à saúde com a probabilidade ou chance
de sua ocorrência.
Como metodologia para estimar o nível de risco, adotou-se uma matriz semi
quantitativa do tipo 5 X 5, utilizada pela Controladoria Geral da União (Portaria Nº 910,
de 03.04.2018).

A Matriz de Riscos é uma ferramenta de gerenciamento de riscos que permite de


forma visual identificar quais são os riscos e quantificá-los para fins de avaliação.
Uma matriz de risco é a representação gráfica e matemática da combinação da
associação da consequência potencial (severidade) com a probabilidade de algo
acontecer.
A tabela abaixo mostra os graus de severidade, sua descrição e peso:

Severidade Descrição Peso

Muito Baixa Nenhuma lesão ou efeito à saúde. 1


Pode prejudicar a integridade física e/ou a saúde, provocando lesão que
Baixa implique em incapacidade temporária por prazo igual ou inferior a 15 2
(quinze) dias.
Pode prejudicar a integridade física e/ou a saúde, provocando lesão que
Média 5
implique em incapacidade temporária por prazo superior a 15 (quinze) dias.
Pode prejudicar a integridade física e/ou a saúde, provocando lesão ou
Alta 8
sequela permanente.
Muito Alta Pode levar a óbito imediato ou que venha a ocorrer posteriormente. 10
A tabela abaixo mostra os graus de probabilidade, sua descrição e peso:

Probabilidade Descrição Peso

Altamente Improvável. Em ocasiões excepcionais, o evento poderá


Muito Baixa 1
ocorrer, mas nada nas circunstâncias indica essa possibilidade.

Improvável. De forma inesperada ou casual, o evento poderá ocorrer,


Baixa 2
pois as circunstâncias pouco indicam essa possibilidade.

Possível. De alguma forma, o evento poderá ocorrer, pois as


Média 5
circunstâncias indicam moderadamente essa possibilidade.

Provável. De forma até esperada, o evento poderá ocorrer, pois as


Alta 8
circunstâncias indicam fortemente essa possibilidade.

Altamente Provável. De forma inequívoca, o evento ocorrerá, as


Muito Alta 10
circunstâncias indicam claramente essa possiblidade.

A gradação da severidade das lesões ou agravos à saúde considerou a magnitude


da consequência e o número de trabalhadores afetados.

A gradação da probabilidade de ocorrência das lesões ou agravos à saúde


considerou os requisitos estabelecidos em Normas Regulamentadoras, as medidas
de prevenção implementadas e a comparação do perfil de exposição ocupacional com
valores de referência estabelecidos na NR-09, quando cabível, no caso de
exposições a fatores de risco de avaliação quantitativa.

Tanto a severidade como a probabilidade tem como escalas:

Muito baixa (peso 1)


Baixa (peso 2)
Média (peso 5)
Alta (peso 8)
e muito alta (peso 10)
Probabilidade (Ocorrência do fator de risco)

MATRIZ DE RISCO

Muito Alta
(Altamente 10 20 50 80 100
Provável) RM RM RA RE RE
10
Alta 8 16 40 64 80
(Provável) RB RM RA RA RE
8
Média 5 10 25 40 50
(Possível) RB RM RM RA RA
5
Baixa 2 4 10 16 20
(Improvável) RD RB RM RM RM
2
Muito Baixa
(Altamente 1 2 5 8 10
Improvável) RD RD RB RB RM
1
Muito Baixa Baixa 2 Média 5 Alta 8 Muito Alta
1 10

Severidade (Consequências na saúde do trabalhador)

Legenda Desprezível Baixo Médio Alto Extremo

Faixa 1 a 2 4 a 8 10 a 25 40 a 64 80 a 100

Condição Aceitável Atenção Não Aceitável

Fonte: Metodologia de Gestão de Riscos da Controladoria Geral da União - Portaria Nº 910, de 03.04.2018.

A multiplicação entre os valores de severidade e probabilidade determina


gradações do nível de risco, define zonas de decisão para ações e os quantifica
como:

Desprezível: de 1 a 2 - Estes riscos são considerados aceitáveis. Não


necessárias ações adicionais, apenas garantir que o risco continue mantido sob
controle.

Baixo: de 4 a 8 - Não são necessárias medidas adicionais de controle, a não ser que
estas medidas adicionais possam ser implementadas à baixo custo (considerando tempo,
custos e esforços). Ações para reduzir estes riscos são consideradas de baixa
prioridade. No entanto, estes riscos devem ser monitorados para assegurar que
continuem sob controle.

Médio: de 10 a 25 - Devem ser consideradas medidas para reduzir o risco a


níveis baixos, quando possível, mas os custos destas ações devem ser levados
em conta. Monitoramentos devem ser feitos para garantir que as medidas de
controle continuem eficazes, especialmente nos casos em que os riscos estiverem
associados a altas severidades.
Alto: de 40 a 64 - Esforços expressivos e recursos consideráveis precisam ser
dispensados para reduzir o risco. Medidas para a redução do risco devem ser
implementadas urgentemente, seguindo um cronograma que pode exigir a
suspensão momentânea ou restringir as atividades; ou implementadas medidas
provisórias até que as ações de redução do risco sejam completadas. Qualquer
risco nesse nível deve ser comunicado imediatamente ao dirigente máximo da
unidade.

Extremo: de 80 a 100 - Estes riscos não são aceitáveis. Melhorias substanciais


nas medidas de controle são necessárias para garantir que o risco seja reduzido a
níveis de tolerância ou aceitáveis. As atividades dos trabalhadores devem ser
paralisadas até que as medidas para redução do risco sejam implementadas e o
nível de risco não seja mais considerado muito alto. Caso não seja possível
reduzir o risco, as atividades dos trabalhadores devem continuar suspensas.

8.1 - MEDIDAS DE CONTROLE

Deverão ser adotadas medidas de controle necessárias e suficientes para a


eliminação, a minimização ou controle dos riscos ambientais sempre que forem
verificadas uma ou mais das seguintes situações:

• Identificação, na fase de antecipação, de risco potencial à saúde;


• Constatação, na fase de reconhecimento, de risco evidente à saúde;
• Quando os resultados das avaliações quantitativas da exposição dos trabalhadores
excederem os valores dos limites de tolerância previstos na NR-15 ou, na ausência
destes, os valores de limites da exposição ocupacional adotados pela ACGIH;
• Quando, através do controle médico da saúde, ficar caracterizado o nexo causal
entre danos observados na saúde dos trabalhadores e a situação de trabalho a que
eles ficam expostos.
8.2 - DIVULGAÇÃO DO PROGRAMA

Os documentos e os procedimentos operacionais que integram o Programa de


Gerenciamento de Risco (PGR) estarão disponíveis aos empegados nas respectivas
áreas de atuação.

A atualização do PGR será realizada quando da ocorrência de alterações


significativas de ordem tecnológica, operacional, legal ou regulatória que provoquem a
necessidade de adequação dos documentos que o integram ou ainda quando for
recomendado na auditoria anual.
Cabe aos responsáveis pelas respectivas áreas procederem a divulgação das
atualizações dos documentos que integram o PGR, após as devidas aprovações,
respeitadas eventuais restrições para o manuseio e circulação quando se tratar de
documentos controlados.

8.3 - DEFINIÇÃO DOS SETORES, DESCRITIVO DO AMBIENTE.

Setor Descritivo do Ambiente


Produção

Paredes em alvenaria, forro em pvc, iluminação natural e artificial, ventilação natural e


artificial, piso revestido com cerâmica, altura aproximado do pé direito 3,80m, área total
aproximada 40m².

Cobertura em telhas de fibrocimento, forro em pvc, paredes azulejada, piso de cerâmica


Caixa

, iluminação natural e artificial, ventilação natural e artificial, pé direito altura aproximada


2,80 metros, área total aproximada 5m².
Balcão

Paredes em alvenaria, forro em pvc, iluminação natural e artificial, ventilação natural e artificial,
piso revestido com cerâmica, altura aproximado do pé direito 7,80m, área total aproximada
180m².
9. FLUXOGRAMA DO PROCESSO PRODUTIVO

Amateria prima
chega na padaria

O padeiro faz a
mistura do
material. .

A pois ficar
proto é
colocardo na
vitrine

Osclientes
escolhem e pedi
a atendente

A atendente
embala e
entrega aos
clientes.

O cliente vai até


o caixa e faz o
pagamento.
10. INVENTÁRIO DE RISCOS
11. IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS E AVALIAÇÃO DOS
RISCOS
Tabela de Identificação de Perigos
Fase
Setor: Produção Etapa do Processo: Linha de produção Grupo Homogêneo de Exposição: 01 ( ) Antecipação
(X) Reconhecimento
Cargo + Descrição das Atividades:
Auxiliar de produção: Preparam materiais para alimentação de linhas de produção; organizam a área deserviço; abastecem linhas de produção.
Padeiro: Dar tratamentos necessários à massa, fermentando-a, misturando e amassando seus ingredientes, empregando processo manual ou mecânico, a fim de prepará-la para
cozimento. Cilindrar, cortar e enrolar a massa, procedendo de acordo com a técnica requerida para dar-lhe a forma desejada.

Identificação de Perigos
EPI Medidas Existentes Perfil de Exposição
Possíveis Lesões e Padrões
Perigo Fonte Geradora Intensidade Técnica Tipo de
Agravos a Saúde Legais Nome CA Eficaz Administrativas e/ou Coletivas
Concentração Utilizada Exposição

(Ergonômico)
Habitual e
Postura em pé por Fluxo de trabalho Dor lombar NR-17 NA NA NA - NA Qualitativa
Intermitente
Longos Períodos

(Ergonômico) Dor lombar, problema


Saco de Farinha NA - - - - - NA Intermitente
Peso de coluna.
Desidratação e
insolação até NR – 15
(Físico) Habitual
Forno queimaduras, câncer de Anexo 03 Luca, óculos - S - IBUTE 27,0°C Quantitativa
Calor Intermitente
pele e problemas de LT 28,6°C
visão.
(Acidente)
Dor lombar, fratura e Habitual e
Queda da mesma Piso escorregadio. - Sapato - S - NA NA
torção. Intermitente
altura.
Perda de membros, Habitual e
(Acidente) Maquinas NA NA NA Na - NA NA
esmagamento. Intermitente
(Acidente) Queimaduras, lesões na Habitual e
Forno e fritadeira NA Luva - S - NA NA
Queimadura pele. Intermitente
(Acidente)
Quinas, estruturas, Habitual e
Batidas Contra Ferimentos diversos NA Bota - S - NA NA
materiais diversos. intermitente
(pés)

NA = Não Se Aplica / I = Inexistente / EPI = Equipamentos de Proteção Individual / S = Sim / N = Não / CA = Certificado de Aprovação / P = Probabilidade / G = Gravidade / H = Habitual / HI = Habitual e Intermitente / INT = Intermitente /
EV = Eventual / NRs = Normas Regulamentadoras / ppm = partes por milhão / mg = miligramas / LT = Limite de Tolerância / PAIR = Perda Auditiva Induzida por Ruído / DSS = Dialogo Semanal de Segurança / Lavg = Nível Médio
Avaliação dos Riscos Ocupacionais

Setor: Produção Etapa do Processo: Linha de produção GHE: 01

Nível de Risco
Riscos Fator de Risco Ação Recomendada
Probabilidade Severidade Resultado Classificação Condição

Ergonômico Fluxo de Trabalho 5 4 20 Médio Atenção Medidas para a redução dos


riscos devem ser implementadas
Ergonômico Peso 4 3 12 Médio Atenção (ver plano de ação).
Manter os controles existentes e
Físico Forno 5 4 20 Médio Atenção
monitorar
Piso molhado 4 2 8 Baixo Aceitável

Maquinas 5 4 20 Médio Atenção


Medidas para a redução dos
Acidente riscos devem ser implementadas
Fogão, forno e equipamentos. 5 4 20 Médio Atenção
(ver plano de ação).

Batidas Contra (pés) 2 2 4 Baixo Atenção

Legenda Desprezível Baixo Médio Alto Extremo


Faixa 1a2 4a8 10 a 25 40 a 64 80 a 100
Condição Aceitável Atenção Não Aceitável
Tabela de Identificação de Perigos
Fase
Setor: Balcão Etapa do Processo: Atendimento ao cliente. Grupo Homogêneo de Exposição: 02 ( ) Antecipação
(X) Reconhecimento
Cargo + Descrição das Atividades:
Atendente de Lanchonete: Atende o público servindo lanches (quentes ou frios), pratos rápidos, salgados, café e bebidas no balcão da Lanchonete.
Balconista/Garçonete: Atendente de buffet, Atendente de mesa, Auxiliar de maître, Garçom de bar, Garção, Passador de guarnição
Caixa: Caixa de lanchonetes e padaria.

Identificação de Perigos
EPI Medidas Existentes Perfil de Exposição
Possíveis Lesões e Padrões
Perigo Fonte Geradora Intensidade Técnica Tipo de
Agravos a Saúde Legais Nome CA Eficaz Administrativas e/ou Coletivas
Concentração Utilizada Exposição

(Ergonômico)
Dor lombar, dores Habitual e
Postura em pé por Fluxo de trabalho NA NA NA NA NA NA NA
nas pernas. Intermitente
longos períodos
(Acidente)
Quinas, estruturas, Calçado de Habitual e
Batidas Contra Ferimentos diversos NA S - Fornecimento de EPI NA Qualitativa
materiais diversos. Segurança Intermitente
(pés)

(Acidente)
Piso molhado Dor lombar, fratura. NA Bota S - Fornecimento de EPI NA NA Intermitente
Queda

NA = Não Se Aplica / I = Inexistente / EPI = Equipamentos de Proteção Individual / S = Sim / N = Não / CA = Certificado de Aprovação / P = Probabilidade / G = Gravidade / H = Habitual / HI = Habitual e Intermitente / INT = Intermitente /
EV = Eventual / NRs = Normas Regulamentadoras / ppm = partes por milhão / mg = miligramas / LT = Limite de Tolerância / PAIR = Perda Auditiva Induzida por Ruído / DSS = Dialogo Semanal de Segurança / Lavg = Nível Médio
Avaliação dos Riscos Ocupacionais

Setor: Balcão Etapa do Processo: Atendimento ao cliente. GHE: 02

Nível de Risco
Riscos Fator de Risco Ação Recomendada
Probabilidade Severidade Resultado Classificação Condição

Ergonômico Fluxo de trabalho 3 2 6 Baixo Aceitável Manter os controles existentes e


monitorar
Batidas Contra (pés) 2 2 4 Baixo Aceitável
Acidente Medidas para a redução dos
Piso molhado 4 2 8 Baixo Aceitável riscos devem ser implementadas
(ver plano de ação )

Legenda Desprezível Baixo Médio Alto Extremo


Faixa 1a2 4a8 10 a 25 40 a 64 80 a 100
Condição Aceitável Atenção Não Aceitável
Tabela de Identificação de Perigos
Fase
Setor: Produção Etapa do Processo: Linha de produção Grupo Homogêneo de Exposição: 03 ( ) Antecipação
(X) Reconhecimento
Cargo + Descrição das Atividades:
Confeiteito: Auxilia no preparo de massas para a produção de pães e sobremesas e na montagem de pratos. Auxilia na produção de bolos e doces e prepara decoração, recheios e
coberturas.

Identificação de Perigos
EPI Medidas Existentes Perfil de Exposição
Possíveis Lesões e Padrões
Perigo Fonte Geradora Intensidade Técnica Tipo de
Agravos a Saúde Legais Nome CA Eficaz Administrativas e/ou Coletivas
Concentração Utilizada Exposição

(Ergonômico)
Habitual e
Postura em pé por Fluxo de trabalho Dor lombar NR-17 NA NA NA - NA Qualitativa
Intermitente
Longos Períodos

(Ergonômico) Dor lombar, problema


Saco de Farinha NA - - - - - NA Intermitente
Peso de coluna.
Desidratação e
insolação até NR – 15
(Físico) Habitual
Forno queimaduras, câncer de Anexo 03 Luca, óculos - S - IBUTE 26,8°C Quantitativa
Calor Intermitente
pele e problemas de LT 28,6°C
visão.
(Acidente)
Dor lombar, fratura e Habitual e
Queda da mesma Piso escorregadio. - Sapato - S - NA NA
torção. Intermitente
altura.
Perda de membros, Habitual e
(Acidente) Maquinas NA NA NA Na - NA NA
esmagamento. Intermitente
(Acidente) Queimaduras, lesões na Habitual e
Forno e fritadeira NA Luva - S - NA NA
Queimadura pele. Intermitente
(Acidente)
Quinas, estruturas, Habitual e
Batidas Contra Ferimentos diversos NA Bota - S - NA NA
materiais diversos. intermitente
(pés)

NA = Não Se Aplica / I = Inexistente / EPI = Equipamentos de Proteção Individual / S = Sim / N = Não / CA = Certificado de Aprovação / P = Probabilidade / G = Gravidade / H = Habitual / HI = Habitual e Intermitente / INT = Intermitente /
EV = Eventual / NRs = Normas Regulamentadoras / ppm = partes por milhão / mg = miligramas / LT = Limite de Tolerância / PAIR = Perda Auditiva Induzida por Ruído / DSS = Dialogo Semanal de Segurança / Lavg = Nível Médio
Avaliação dos Riscos Ocupacionais

Setor: Produção Etapa do Processo: Linha de produção GHE: 01

Nível de Risco
Riscos Fator de Risco Ação Recomendada
Probabilidade Severidade Resultado Classificação Condição

Ergonômico Fluxo de Trabalho 5 4 20 Médio Atenção Medidas para a redução dos


riscos devem ser implementadas
Ergonômico Peso 4 3 12 Médio Atenção (ver plano de ação).
Manter os controles existentes e
Físico Forno 5 4 20 Médio Atenção
monitorar
Piso molhado 4 2 8 Baixo Aceitável

Maquinas 5 4 20 Médio Atenção


Medidas para a redução dos
Acidente riscos devem ser implementadas
Fogão, forno e equipamentos. 5 4 20 Médio Atenção
(ver plano de ação).

Batidas Contra (pés) 2 2 4 Baixo Atenção

Legenda Desprezível Baixo Médio Alto Extremo


Faixa 1a2 4a8 10 a 25 40 a 64 80 a 100
Condição Aceitável Atenção Não Aceitável
12. MATRIZ GUT

A matriz GUT é uma ferramenta que ajuda na priorização das resoluções de


problemas. Toda empresa tem diversas questões a serem resolvidas e, muitas vezes, é
difícil saber por qual delas começar.

Essa matriz serve para classificar cada problema, por meio de 3 critérios:
gravidade, urgência e tendência (probabilidade de piorar em um determinado prazo).

A partir da classificação, torna-se possível identificar qual assunto/ação merece ser


priorizado.

Então, entre os principais benefícios da matriz GUT, estão:

• Facilidade de utilização, sendo bastante intuitiva e podendo ser aplicada em


qualquer área da empresa;
• Apoio às tomadas de decisões estratégicas;
• Eliminação ou redução dos problemas mais graves da empresa.

A limitação da metodologia está no fato de que ela não foca como resolver o problema, e
sim a priorização (qual questão deve ser trabalhada).
Por isso, em muitos casos, esse método é utilizado em conjunto com outros, como
o Diagrama de Pareto, o Diagrama de Ishikawa e o Ciclo PDCA. Assim, torna-se ainda
mais completo e eficaz.

Como funcionam os 3 elementos da matriz GUT?

O segredo para compreender e utilizar a matriz GUT com eficiência está em conhecer
seus 3 critérios de classificação dos problemas. Vamos ver cada um deles logo abaixo.

Gravidade (G)
Representada pela letra “G”, a gravidade é o critério que avalia o impacto ou
intensidade que o problema pode gerar se não for solucionado. Os danos podem ser
avaliados tanto de forma quantitativa como qualitativa, dependendo do assunto e do
contexto.
Aqui, é preciso analisar todos os pontos que poderão ser afetados, como os
colaboradores, os resultados, os processos etc. Um problema pode ser considerado
extremamente grave quando corre o risco de levar a empresa à falência, por exemplo.
Outros efeitos graves podem incluir a perda de clientes importantes ou até mesmo um
acidente de trabalho grave ou óbito.
A pontuação da gravidade varia de 1 a 5, conforme a seguinte escala:
1. Sem gravidade;
2. Pouco grave;
3. Grave;
4. Muito grave;
5. Extremamente grave.

Urgência (U)

Simbolizada pela letra “U”, a urgência está relacionada ao tempo. Quanto mais rápida
determinada situação precisa ser resolvida, mais urgente ela é. Portanto, esse é um fator
que leva em conta o prazo e a “pressão” para solucionar um problema.
Problemas urgentes costumam ser aqueles que têm prazos definidos por lei, ou ainda os
que dependem do tempo de resposta para os clientes. Para fazer uma avaliação correta,
você pode perguntar: “isso pode esperar?”.

A pontuação da urgência varia de 1 a 5, sendo:


1. Pode esperar;
2. Pouco urgente;
3. Urgente, merece atenção no curto prazo;
4. Muito urgente;
5. Necessidade de ação imediata.

Tendência (T)
Representada pela letra “T”, a tendência diz respeito ao padrão de evolução da situação.
Em outras palavras, ela indica se o problema tende a piorar rapidamente ou se deve
permanecer estável caso não seja solucionado.

Diante disso, um assunto com alta pontuação de tendência é aquele que deve se tornar
maior de uma hora para outra. A pergunta que pode ser feita é: “se não resolvermos
isso hoje, esse problema vai piorar aos poucos ou rapidamente?”.

Você pode analisar problemas com base no desenvolvimento que eles terão na ausência
de uma ação efetiva para solucioná-los. Representa o potencial de crescimento do
problema a probabilidade de ele se tornar maior com o passar do tempo.

A pontuação da tendência também varia de 1 a 5. O critério é:

1. Não irá piorar;


2. Irá piorar a longo prazo;
3. Irá piorar a médio prazo;
4. Irá piorar a curto prazo;
5. Irá piorar rapidamente.
Matriz GUT

12.1 - COMO MONTAR A MATRIZ GUT?

O uso é bastante simples e intuitivo. Basta pontuar os problemas existentes e depois


multiplicar as pontuações para obter um ranking.
Exemplo:

Liste seus problemas

Por exemplo:
• orçamento anual para compra de EPIs não aprovado;
• falta procedimento para atividade em altura;
• falta de sistema de linha de vida para o processo de carregamento.

Atribua pontuações para os problemas nas 3 variáveis (Gravidade, Urgência e


Tendência)

Como são 3 variáveis, é preciso pontuar cada problema para cada critério. Um exemplo
seria:

• orçamento anual para compra de EPIs não aprovado: Gravidade 5, Urgência 3,


Tendência 3;

• falta procedimento para atividade em altura: Gravidade 4, Urgência 3, Tendência 4;

• falta de sistema de linha de vida para o processo de carregamento: Gravidade 5,


Urgência 5, Tendência 3.

Multiplique as 3 notas para obter o ranking dos seus principais problemas

Para saber qual dos problemas listados exige prioridade, basta multiplicar os resultados
das variáveis “G”, “T” e “U”.
• orçamento anual para compra de EPIs não aprovado (5 x 3 x 3 = 45);
• falta procedimento para atividade em altura (4 x 3 x 4 = 48);
• falta de sistema de linha de vida para o processo de carregamento (5 x 5 x 3 = 75).

No exemplo acima, a falta de sistema de linha de vida deve ser solucionado


primeiro, seguido pela falta de procedimento.

12.2 - PLANO DE AÇÃO PARA SOLUCIONAR OU REDUZIR OS PROBLEMAS

Depois de priorizar os problemas, é hora de elaborar o plano de ação para solucioná-los.


Para isso, é importante definir quem serão os responsáveis por coordenar a execução das
atividades. É fundamental estipular prazos para a entrega da ação.

A EMPRESA DEVE:

1. Definir seus objetivos de SST

2. Planejar para alcançar os objetivos determinando:

• falta procedimento para atividade em altura: Gravidade 4, Urgência 3, Tendência 4;

• falta de sistema de linha de vida para o processo de carregamento: Gravidade 5,


Urgência 5, Tendência 3.

Multiplique as 3 notas para obter o ranking dos seus principais problemas

Para saber qual dos problemas listados exige prioridade, basta multiplicar os resultados
das variáveis “G”, “T” e “U”.

• orçamento anual para compra de EPIs não aprovado (5 x 3 x 3 = 45);


• falta procedimento para atividade em altura (4 x 3 x 4 = 48);
• falta de sistema de linha de vida para o processo de carregamento (5 x 5 x 3 = 75).

No exemplo acima, a falta de sistema de linha de vida deve ser solucionado


primeiro, seguido pela falta de procedimento.
12.2 - PLANO DE AÇÃO PARA SOLUCIONAR OU REDUZIR OS PROBLEMAS

Depois de priorizar os problemas, é hora de elaborar o plano de ação para solucioná-los.


Para isso, é importante definir quem serão os responsáveis por coordenar a execução das
atividades. É fundamental estipular prazos para a entrega da ação.

A EMPRESA DEVE:

1. Definir seus objetivos de SST

2. Planejar para alcançar os objetivos determinando:

12.3 - PLANEJAMENTO

Contratar empresa
Fazer avaliações Está de acordo
especializada em higiene
ocupacionais. com a lei vigentes
ocupacional.

NR -15

12.4 – MEDIDAS DE ENGENHARIA

As medidas coletivas requerem mudanças físicas nos locais de trabalho.

- Exigem manutenção (preventiva corretiva);

- Acompanhamento;

- Inspeções (com base em listas de verificação);

- Monitoração de parâmetros técnicos, de emissões, exposições, etc;

- Avaliação de resultados;

% de conformidade, parâmetro/valor de referência.


12.5 - MEDIDAS ADMINISTRATIVAS

Controles administrativos e práticas de trabalho:


• Requerem que trabalhadores façam algo (comportamento);
• Procedimentos gerais e procedimentos específicos;
• Acompanhamento Inspeções (observação de comportamentos);
• Avaliação de resultados % de conformidade com o padrão;
• Formação (capacitação, treinamento).

12.6 - MEDIDAS INDIVIDUAIS EPIs

Equipamentos de proteção individual:


Requerem que os trabalhadores usem EPI adequado aos riscos de forma contínua, até a
eliminação dos riscos.

12.7 – HIERARQUIA DE CONTROLE DE RISCOS


13. PLANO DE AÇÕES
Responsável
pelas Ações
Prioridade
Observações
Item Ações O N D J F M A M J J A S
U O E A E A B A U U G E
T V Z N V R R I N L O T

G U T
Elaborar as Ordens de Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho, conforme a NR-01.
A O.S deve conter: Instruções por escrito quanto às precauções para evitar acidentes do trabalho ou 3 3 1
1 Empresa
doenças ocupacionais. A ordem de serviço pode estar contemplada em procedimentos de trabalho e outras
instruções de SST. 09

A empresa deve criar procedimento para as análises de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, G U T
devem ser documentadas e: 3 3 1
a) considerar as situações geradoras dos eventos, levando em conta as atividades efetivamente
2 desenvolvidas, ambiente de trabalho, materiais e organização da produção e do trabalho;
b) identificar os fatores relacionados com o evento; Empresa
09
c) fornecer evidências para subsidiar e revisar as medidas de prevenção existentes.
Manter arquivos a disposição dos Órgãos Fiscalizadores.

G U T
A empresa deve providenciar meios de comunicar aos trabalhadores sobre os riscos ocupacionais 3 4 1
3 Empresa
consolidados no inventario de riscos e as medidas de prevenção do plano de ação – PGR.
12

Legenda Baixa Média Alta Critica


Faixa 1a8 9 a 26 27 a 63 64 a 125
Responsável
pelas Ações
Prioridade
Observações
Item Ações O N D J F M A M J J A S
U O E A E A B A U U G E
T V Z N V R R I N L O T

G U T
Fornecer epis adequado para cada riscos mencionados no inventário de riscos..(Sapato de segurança, luva,
4 óculos). 3 3 1
Empresa
09

A empresa deve criar ficha de entrega de epi, conforme a norma regulamentadora pede. G U T
Manter arquivos a disposição dos Órgãos Fiscalizadores. 3 3 1
5
09
Empresa
G U T
A empresa tem que contratar empresa para criar a brigada de incêndio. 3 4 1
6 Empresa
12

Legenda Baixa Média Alta Critica


Faixa 1a8 9 a 26 27 a 63 64 a 125
Responsável
pelas Ações
Prioridade
Observações
Item Ações O N D J F M A M J J A S
U O E A E A B A U U G E
T V Z N V R R I N L O T

G U T
7 Colocar proteção de correia nas maquinas.
4 4 2
Empresa
32
G U T
Trocar extintores que está despressurizados e vencidos. 4 4 2
8
32
Empresa
G U T
9 3 4 1 Empresa
Fazer manutenção corretiva nas partes elétricas em maquinas e na edificação.
12

Legenda Baixa Média Alta Critica


Faixa 1a8 9 a 26 27 a 63 64 a 125
14. RESPONSABILIDADES

A implantação e o gerenciamento do PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos, bem


como o preenchimento e execução do cronograma contido no Plano de Ação e a
aquisição, treinamento, entrega e acompanhamento da utilização do EPI, são de
responsabilidade da empresa M.P. S D A SILVA, através do Sra. Márcia Carine Santos
da Silva – Proprietária assume estar ciente das obrigações contidas neste programa.

Ciente

________________________________________ Data:____/____/______.
Responsável pela Empresa
15. CRONOGRAMA DE TREINAMENTOS
CONOGRAMA TREINAMENTOS PREVISTO NA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA, MOTOCLUB
QUANTIDADE 2023
ITEM TREINAMENTO CARGAH EXIGENCIA PRIORIDADE DE PARTICIPANTES JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
ORARIA LEGAL
Integração de segurança Sempre que
1 (Treinamento Admissional). 1 NR - 01 houver *
Obs. Pode ser realizado por admissão
multiplicador.
DSS – Dialogo Semanal de NR - 01 Semanal Todos os Setores
2 Segurança. 10 a 15
Obs. Pode ser realizado minutos
por multiplicador.
Treinamento sobre EPIs. 2 NR - 06 06 meses Todos que trabalha
3 Obs. Pode ser realizado e transita na
por multiplicador. oficina.
4 Treinamento de brigada 16 IT 17 do 12 meses À definir
de emergência CB
5 Treinamento operação de 4 NR - 12 12 meses À definir
maquina e equipamentos.
Treinamento sobre 4 NR - 17 12 meses À definir
6 ergonomia
(levantamento e
transporte de peso).
Treinamento sobre 2 NR - 17 12 meses À definir
7 ergonomia (postura
inadequada).
*SEGUE PLANEJAMENTO ANUAL DE TREINAMENTOS PARA ATENDIMENTO A LESGILAÇÃO TRABALHISTA / SUGEITO A MUDANÇAS.
Obs: Os treinamentos deverão ser realizados durante o horário de trabalho.
LEGENDA

REALIZADO
PREVISTO
NÃO REALIZADO

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