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Estudo - Substantivos

O documento discute as principais características dos substantivos e adjetivos na língua portuguesa. No caso dos substantivos, ele explica sua classificação em comum ou próprio, concreto ou abstrato, primitivo ou derivado, simples ou composto e coletivo. Também aborda seu gênero, número e grau. Para os adjetivos, o documento apresenta sua função de atribuir características aos substantivos e discute seus tipos, flexões de gênero, número e grau.
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Estudo - Substantivos

O documento discute as principais características dos substantivos e adjetivos na língua portuguesa. No caso dos substantivos, ele explica sua classificação em comum ou próprio, concreto ou abstrato, primitivo ou derivado, simples ou composto e coletivo. Também aborda seu gênero, número e grau. Para os adjetivos, o documento apresenta sua função de atribuir características aos substantivos e discute seus tipos, flexões de gênero, número e grau.
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Substantivo

O substantivo é a classe gramatical que dá nome a seres,


coisas, espaços, sentimentos etc. O substantivo é assim
chamado por dar significado a substâncias, sejam
concretas e palpáveis, sejam apenas mentalmente
apreendidas como substâncias, tais como nomes,
qualidades, estados, processos, entre outros.
Classificação:
Os substantivos possuem a seguinte classificação:
comum ou próprio,
concreto ou abstrato,
primitivo ou derivado,
simples ou composto e, por fim,
coletivo.
Substantivo comum x Substantivo próprio
Substantivo comum: é o nome genérico que se dá a um mesmo grupo de
seres ou de objetos. Costuma vir em letra minúscula.
Exs.: sofá, café, amor, partida, livro, mar, lua.

Substantivo próprio: é o nome que se dá especificamente a um (ou alguns)


indivíduo(s) ou objeto(s) de um grupo de seres ou de objetos, identificando-os
em relação ao todo do grupo e tornando-os inconfundíveis. Costuma vir em
letra maiúscula.

Substantivo concreto x Substantivo abstrato


Substantivo concreto: é o nome que se dá ao substantivo cuja existência é
independente de outro ser. Nesse caso, o pensamento apresenta sua existência
como própria e independente de outra. Por isso, o substantivo concreto pode
ser real ou imaginário, material ou imaterial.
Exs.: professor, caneta, gato, fogo, enchente, dragão, unicórnio, anjo, Deus etc.

Substantivo abstrato: é o nome que se dá ao substantivo cuja existência


depende de um ser concreto para existir. Sem o ser concreto, o substantivo
abstrato não é capaz de ser produzido.
Exs.: ensino, sede, calor, ternura, misericórdia, imaginação, chegada etc.

Substantivo primitivo x Substantivo derivado


Substantivo primitivo: é aquele cujo nome não se origina de outro


nome. Esse tipo de substantivo costuma dar origem a outras palavras.

Substantivo derivado: é aquele cujo nome origina-se com base em outro


nome.

Substantivo simples x Substantivo composto


Substantivo simples: possui apenas um radical, isto é, apenas um


elemento formador da palavra.
Exs.: xícara, vaso, polvo, pessoa, tédio, santa etc.

Substantivo composto: possui mais de um radical, comumente formado


pela junção de duas ou mais palavras para formar-se uma só.
Exs.: paraquedas, segunda-feira, girassol, guarda-roupa, antissocial, louva-a-
deus etc.
Substantivo coletivo

Nome que se dá a uma coleção ou a um conjunto de seres ou de objetos


de uma mesma classificação ou ideia. O coletivo, por representar a ideia
de múltiplos indivíduos ou objetos, vem sempre no singular.
Gênero dos substantivos

A norma padrão da língua portuguesa reconhece dois gêneros:


masculino e feminino. Na língua portuguesa, todo substantivo é
classificado dentro de um desses dois gêneros.
São masculinos os substantivos aos quais se pode antepor
os artigos o/um/os/uns, como nos exemplos: o sol, um raio,
os professores, uns poetas etc.

São femininos os substantivos aos quais se pode antepor os


artigos a/uma/as/umas, como nos exemplos: a dor, uma
ponte, as borboletas, umas nuvens etc.
Substantivos sobrecomuns

Os substantivos têm um só gênero, ou seja, o artigo utilizado


permanecerá o mesmo. Esses substantivos são utilizados apenas
para referir-se a pessoas. Acompanhe os exemplos:
o cônjuge (sempre no masculino, ainda que se trate de uma
mulher);
a criança (sempre no feminino, ainda que se trate de um
menino);
o ídolo (sempre no masculino, ainda que se trate de uma
mulher).
Substantivos comum de dois gêneros

Esses substantivos existem tanto no gênero masculino quanto no


feminino, mas o substantivo é invariável, sendo o artigo responsável
por definir o gênero. É o caso de:
o/a estudante;
o/a mártir;
o/a atleta.
Substantivos epicenos

Os epicenos nomeiam animais que possuem, na forma escrita,


apenas um gênero. Como exemplo, temos os casos de:
a cobra macho e a cobra fêmea;
o crocodilo macho e o crocodilo fêmea;
a hiena macho e a hiena fêmea.
Número dos substantivos

A norma padrão da língua portuguesa reconhece a flexão de


número dos substantivos em singular ou plural. Quando se trata da
unidade, o substantivo está no singular. Quando se trata do
conjunto, o substantivo está no plural. A regra mais comum é a de
acréscimo da desinência que marca número -s ao final da palavra.
Assim:
menino→ meninos
ponte→ pontes
mãe → mães

Caso a palavra termine com -m, o plural será com -ns:


nuvem → nuvens
bombom → bombons
motim → motins

No entanto, há muitas exceções. Alguns substantivos apresentam


plural terminando em -es, sendo o caso de palavras oxítonas
terminadas em -s, -z e -r:

freguês fregueses

luz luzes

cor cores

Outros substantivos apresentam plural terminando em -éis, sendo


o caso de palavras oxítonas terminadas em -el:

pastel pastéis
papel→ papéis
anel→ anéis

Substantivos terminados em -ão tônico podem ter plural terminado


em -ãos, -ães ou -ões:
irmão→ irmãos
pão → pães
leão→ leões
Há, ainda, casos de substantivos que não se alteram quando
passam do singular para o plural. O artigo fica encarregado de dar
o contexto nesses casos. Substantivos terminados em -x ou
paroxítonos e proparoxítonos terminados em -s costumam manter-
se invariáveis:

o ônibus os ônibus

a xerox as xerox

o tênis os tênis
Observação: Vale lembrar que óculos é um substantivo plural (o
óculo - os óculos).

Grau dos substantivos

O grau dos substantivos refere-se a quando sua significação


aparece aumentada ou diminuída, comumente auxiliada pelos
sufixos -ão ou -ona (para aumentativo masculino e feminino,
respectivamente) e -inho ou -inha (para diminutivo masculino e
feminino, respectivamente).
Vale ressaltar que o grau pode definir a ideia de tamanho, mas,
também, a ideia de opinião ou o sentimento em relação ao
substantivo: o diminutivo pode representar carinho ou desprezo,
enquanto o aumentativo pode representar admiração.

Adjetivo
O adjetivo é uma classe de palavras que atribui características
aos substantivos, ou seja, ele indica suas qualidades e estados.
Essas palavras variam em gênero (feminino e masculino), número
(singular e plural) e grau (comparativo e superlativo).

Exemplos de adjetivos:
garota bonita
garotas bonitas
criança obediente
crianças obedientes

Tipos de adjetivo:

Os adjetivos são classificados em:


Adjetivo Simples - apresenta somente um radical.
Exemplos: pobre, magro, triste, lindo, bonito.

Adjetivo Composto - apresenta mais de um radical.


Exemplos: luso-brasileiro, superinteressante, rosa-claro, amarelo-ouro.
Adjetivo Primitivo - palavra que dá origem a outros adjetivos.
Exemplos: bom, alegre, puro, triste, notável.

Adjetivo Derivado - palavras que derivam de substantivos ou


verbos.
Exemplos: articulado (verbo articular), visível (verbo ser), formoso
(substantivo formosura), tristonho (substantivo triste).

Adjetivo Pátrio (ou adjetivo gentílico) - indica o local de origem ou


nacionalidade de uma pessoa.
Exemplos: brasileiro, carioca, paulista, europeu, espanhol.
Flexões dos adjetivos

Os adjetivos apresentam flexões de gênero, número e grau. Os adjetivos


concordam sempre com os substantivos que os acompanham.

Flexão de gênero

Os adjetivos assumem o gênero do substantivo do qual se referem.


Ex.: Uma mulher formosa – um homem formoso
Uma professora ativa – um professor ativo

Quanto ao gênero, os adjetivos podem ser uniformes e biformes.

Os adjetivos biformes apresentam uma forma para o gênero feminino e outra


para o masculino.
As formas do feminino são marcadas pelo acréscimo do sufixo –a ao radical:
Ex.: o homem honesto – a mulher honesta, o produtor inglês – a produtora
inglesa.

Os adjetivos uniformes possuem uma única forma para o masculino e o


feminino:
Ex.: pássaro frágil – ave frágil, escritor ruim – escritora ruim.

Flexão de número

Os adjetivos concordam em número com os substantivos que modificam,


assumem a forma singular e plural.
Ex.: político corrupto – políticos corruptos, salário digno – salários dignos.

Os adjetivos compostos merecem maior atenção na formação de plural:

- Nos adjetivos compostos formados por dois adjetivos, apenas o segundo


elemento vai para o plural:
Ex.: clínica médico-dentária, clínica médico-dentárias.

- Os adjetivos compostos em que o segundo elemento é um substantivo são


invariáveis também em número:
Ex.: recipiente verde-mar - recipientes verde-mar, tinta amarelo-canário – tintas
amarelo-canário.

Flexão de grau

Quando se quer comparar ou intensificar as características atribuídas ao


substantivo, os adjetivos sofrem variação de grau.
Tem-se o grau comparativo e o grau superlativo.

Grau comparativo

Compara-se a mesma característica atribuída a dois ou mais


seres ou duas ou mais características a um único ser. O grau
comparativo pode ser de igualdade, superioridade e de
inferioridade, são formados por expressões analíticas que
incluem advérbios e conjunções.

a) Grau comparativo de igualdade:


Ela é tão exigente quanto justa.
Ela é tão exigente quanto (ou como) sua mãe.

b) Grau comparativo de superioridade:


Seu candidato é mais desonesto (do) que o meu.

c) Grau comparativo de inferioridade:


Somos menos chatos (do) que eles.

Grau superlativo

A característica conferida pelo artigo é intensificada de forma


relativa ou absoluta.

a) Relativo: a intensificação da característica conferida pelo


adjetivo é feita em relação a todos os demais seres de um conjunto
que apresentam uma certa qualidade. Pode exprimir superioridade
ou inferioridade, e é sempre expresso de forma analítica.
Este é o mais interessante dos livros que li. (superioridade)
Ele é o menos egoísta de todos. (inferioridade)

b) Absoluto: indica que determinado ser apresenta determinada


qualidade em alto grau, transmitindo ideia de excesso. Pode
assumir forma analítica ou sintética.

- analítico: é formado com a presença de um advérbio:


Você é muito crítico.
A prova de matemática estava extraordinariamente difícil.

- sintético: é expresso com a participação de sufixos.


A prova de matemática estava dificílima.
Este piloto é velocíssimo.
Verbo
Os verbos constituem uma classe gramatical que é responsável por
expressar uma ação, um estado, um desejo ou um acontecimento,
ou até um fenômeno natural, por isso essa classe é fundamental à
nossa comunicação.

Os verbos flexionam-se em tempo, modo, número e pessoa, o que


torna seu estudo complexo. Embora sejam muitos os elementos
que constituem essa classe de palavras, a dedicação para estudá-la
é necessária para alcançar a norma padrão de nossa língua.
Os verbos são classificados em
Verbos de 1ª conjugação: terminados em -ar;
Verbos de 2ª conjugação: terminados em -er;
Verbos de 3ª conjugação: terminados em -ir e em -or.

As vogais “a”, “e” e “i” são chamadas de vogais temáticas.


A estrutura dos verbos consiste em um radical, que é a parte que
geralmente mantém-se fixa (no caso dos verbos regulares); a vogal
temática, que mostra a conjugação da qual o verbo faz parte,
conforme apresentamos anteriormente; e as desinências, que
marcam gramaticalmente o tempo, modo, número e pessoa.
A estrutura básica baseia-se em: radical + vogal temática +
desinência.

A tabela a seguir apresenta alguns verbos segmentados, a fim de


ilustrar melhor essa explicação.
O verbo sofre flexões, ou seja, é modificado de acordo com o
contexto em que está inserido, mudando o tempo, o modo, o
número (plural ou singular) e a pessoa (1ª, 2ª ou 3ª pessoa), a
fim de adequar-se gramaticalmente ao restante do ambiente em
que se encontra, trazendo a concordância verbal. Para saber
mais sobre esse tema, leia: estrutura dos verbos.
Classificação dos verbos
Embora na seção anterior os exemplos apresentados tenham
utilizado verbos com a estrutura regular, com o radical sendo
sempre mantido e as desinências específicas, isso não abarca a
totalidade dos verbos existentes na nossa língua. Na língua
portuguesa, há outras classificações verbais quanto à estrutura.
Verbos regulares
São os que apresentam um padrão estabelecido, como pudemos
observar na seção anterior, em que o radical é mantido e as
desinências já são predeterminadas, uma vez que se repetem nas
flexões de diferentes verbos. É importante ressaltar que cada
conjugação (1ª, 2ª e 3ª) possui seu próprio padrão, já que elas
apresentam suas vogais temáticas específicas.
Verbos irregulares
A mudança que ocorre nesses verbos não segue um padrão. Muitas
vezes, as desinências e vogais temáticas são diferentes do padrão e,
em alguns casos, até o radical fica diferente. Temos, como exemplo,
os verbos fazer e saber flexionados no presente e no pretérito
perfeito do modo indicativo, respectivamente.
Verbos anômalos

São verbos que apresentam mudança profunda na sua forma quando são
flexionados. Temos, como exemplo, os verbos ser e ir, no presente e no
pretérito perfeito do modo indicativo, respectivamente.
Verbos defectivos
Esses verbos não podem ser flexionados em todas as pessoas
do discurso, por isso não são verbos regulares e nem irregulares. É o
caso do verbo falir e colorir, que estão conjugados a seguir no presente
do modo indicativo.

Verbos abundantes
Esses verbos possuem mais de uma forma aceita pela norma padrão a
depender do contexto. Como exemplos verbos abundantes, temos:
Pagar→ pagado e pago
Ganhar→ ganhado e ganho

Suspender suspendido e suspenso

Incluir incluído e incluso

Expelir expelido e expulso

Corrigir corrigido e correto

Modos e tempos verbais


Os verbos são flexionados em modos verbais e tempos verbais. Existem
três modos verbais que são aplicados em contextos diferentes e, nos
modos indicativo e subjuntivo, pode-se observar a presença de
diferentes tempos verbais que indicam o momento em que a ação
ocorreu.

Indicativo
Esse modo expressa a certeza de que a ação ocorreu, ocorre ou
ocorrerá, portanto, os verbos conjugados no modo indicativo exprimem
possibilidades reais de a ação ocorrer.

Formas nominais dos verbos


São as formas dos verbos que não possuem flexões, ou seja, são
invariáveis, não apresentando marcas de tempo nem de modo. Os
verbos nessa modalidade desempenham tanto função de verbos como
de nomes. Cada forma nominal indica algo sobre a ação do verbo. São
elas:

Infinitivo
- Não indicam o tempo em que a ação ocorre, apenas a ação em si.
- Terminam com –r, como “brincar”, “correr” e “partir”.
- Podem ser usados como substantivo em alguns contextos.

Gerúndio
- Indicam que a ação está em curso, acontecendo.
- Terminam com –ndo, como “brincando”, “correndo” e “partindo”.
Exemplo: Ela estava correndo.

Particípio
- Indicam uma ação que já acabou ou foi concluída.
- Os verbos regulares terminam em -do, como “brincado”, “corrido”
e “partido”.
- Podem ser usados como adjetivos em alguns contextos.

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