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Momento Inercia Barra

O relatório descreve um experimento realizado com um pêndulo físico para determinar o momento de inércia de uma barra. Os estudantes mediram o período de oscilação da barra suspensa e, usando as dimensões da barra e sua massa, calcularam experimentalmente o momento de inércia e compararam com valores teóricos.
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Momento Inercia Barra

O relatório descreve um experimento realizado com um pêndulo físico para determinar o momento de inércia de uma barra. Os estudantes mediram o período de oscilação da barra suspensa e, usando as dimensões da barra e sua massa, calcularam experimentalmente o momento de inércia e compararam com valores teóricos.
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Relatório de Experimento do Pêndulo Fı́sico

Erick Mayer Freitas; Luiz Fernando da Silva; Wilgner Guilherme Sebold

Realização do Experimento: 16/05/2019 – Data de entrega 27/06/2019

Resumo
O seguinte relatório tem como objetivo descrever um experimento realizado em sala de aula,
no qual tı́nhamos por objetivo determinar o momento de inércia de um uma barra. Para isso
foi preparado um Pêndulo Fı́sico, colocando o mesmo para oscilar. Através do perı́odo de os-
cilação, massa e dimensões da barra, determinamos um valor experimental para o momento de
inércia da mesma quando comparado com valores teóricos.

Palavras chaves: Pêndulo Fı́sico; Momento de Inércia; Experimento.

1 Indrodução
Você já abriu ou fechou a porta de sua residência hoje? Caso sim, muito provável que
empurraste a mesma com o uso da maçaneta. Agora, tomamos a seguinte a situação. Caso eu
empurre a porta tanto para fechar ou abrir pela parte ao qual se aproxima do eixo de rotação
da porta, ou seja, onde ela está fixada, eu teria a mesma facilidade do que ao empurrar pela
maçaneta? Podemos também se questionar do porquê é tão difı́cil rotacionar ou girar o pneu
de um carro, ou até girar a hélice de um Helicóptero.
Esses fenômenos se baseiam na rotação de um objeto em torno de um eixo de rotação.
Muitos exigem mais força para girar qualquer objeto, isso devido à posição em que estamos
empurrando o objeto. O assunto ao qual aborda todo esse contexto é o momento de Inércia, que
expressa o grau de dificuldade em se alterar o estado de movimento de um corpo em rotação.
Você já imaginou essa situação? Caso não, por favor tente realizar tal experimento para
fazer mais sentido a você. Neste trabalho vamos relatar um experimento realizado em grupo na
disciplina de Laboratório em Fı́sica 3, abordando o contexto de rotação e momento de Inércia.

2 Fundamentação Teórica
2.1 Centro de Massa
Vamos pensar em descrever o movimento de uma bola arremessada para o alto. A mesma
descreverá um movimento parabólico, sem muitas complicações para ser explicada. A bola
esta sujeita a resistencia do ar, a qual formara uma força de empuxo contra o movimento da
bola. Agora, pensamos em jogar uma barra não homogênea, ou um taco de betis, ou alguma
madeira assimétrica. O movimento já é mais complicado de ser explicado, pois cada parte do
objeto possui um movimento distinto e, dessa maneira, não há como ser explicado facilmente.
Entretanto, os objetos descritos possuem um ponto em comum, chamado de Centro de Massa,
ao qual todas as outras partes dos objetos, as outras partı́culas, se movimentarem torno desse
ponto, simplificando assim o movimento do objeto.
Segundo a referência [1], o Centro de Massa (Cm ) de um sistema de partı́culas é o ponto
que se move como se toda massa do sistema estivesse concentrada nesse ponto e que todas as
forças externas estivessem aplicadas nesse ponto.

1
Dando continuidade à explicação do movimento da barra, pense uma barra como na Figura
1, o movimento translacional dessa barra a ser explicado considerando todas as partı́culas,
seria extremamente difı́cil. Devido a isso, definindo o centro de massa da mesma, conseguimos
simplificar o cálculo.

Figura 1: Representação do movimento do centro de massa de um objeto em um lançamento


oblı́quo, Segundo referência [3].

2.2 Rotações
No exemplo da barra girando, como dito, a descrição do movimento translacional é dada
pelo centro de massa.
Ao analisarmos o movimento rotacional da mesma, ele acontece em torno do centro de
massa. Quando o movimento acontece com essas configurações, ele se dá através da influência
de uma força externa. Como em uma gangorra equilibrada com duas pessoas de mesmo peso,
só acontecerá movimento de rotação se houver influência de alguma força externa, como outra
pessoa subir em um dos lados ou um empurrão, ou algo do gênero.
Quando falamos em rotações na Fı́sica, as leis da mecânica clássica são as mesmas, exceto
que as variáveis passam de lineares para angulares.

2.3 Momento de Inércia de Rotação


Segundo a referência [1], o momento de inércia de rotação de um corpo precisa estar asso-
ciado a um eixo de rotação fixo, onde ele descreverá a dificuldade ao qual o corpo conseguirá
entrar em movimento de rotação. O mesmo é representado pela letra I , sendo escrito

mi ri2 ,
X
I= (1)
i

onde mi é a massa de cada partı́cula e ri a distância até o eixo de rotação do sistema. Para
um sistema de muitas partı́culas e distribuição de massa, a soma anterior, deve ser calculada
através do método do cálculo integral. Imagine que o objeto foi dividido em diversos elementos
de volume, possuindo então ∆m de massa cada unidade e r de distância até o eixo de rotação,
essa soma será dada por:
Z
r2 ∆m = r2 dm.
X
I = lim (2)
∆m→0

Em nosso caso, como há uma grande distribuição de massa, usaremos o cálculo de integral
para obtermos os valores teóricos dos nossos momentos de inércia de uma placa fina. Entretanto,
analisaremos agora o caso da lâmina Figura 2.

2
A0
x

B0
Cm
C0
bB
A
dm a

Figura 2: Representação das dimensões e do centro de massa de uma lâmina fina

Para descobrirmos o momento de inércia da lâmina fina em relação ao centro de massa,


primeiro precisamos dividir em duas equações, uma para o eixo x e outra para o eixo y. Neste
momento, tomamos nota somente o eixo x, iremos dividı́-lo em várias partes de massa dm que
vamos considerar ser igual a m/Ldx, tomamos o r2 igual a x2 e limitando a integral aos pontos
−a/2 e a/2 obtemos:
a
Z
2 m
Ia = x2 dx. (3)
−a
2
a
O mesmo procedimento pode ser refletido para o eixo y, obtendo,
b
Z
2 m
Ib = y2 dy. (4)
−b
2
b
Resolvendo ambas integrais e aplicando o teorema fundamental do cálculo, chegamos à nossa
expressão final para o momento de inércia teórico:

ma2
Ia = (5)
12
e
mb2
Ib = . (6)
12
Realizando a soma das Equações (5) e (6), resultamos no momento de inércia de uma placa
fina como:
1
I= m(a2 + b2 ). (7)
12

2.4 Teorema dos Eixos Paralelos


Agora supomos que estamos interessados em calcular o momento de inércia de um corpo
de massa m em relação a um eixo dado. Segundo a referência [1], o momento de inércia I em
relação ao eixo dado é

I = ICm + mh2 , (8)


sendo ICm o momento de inércia do corpo passando pelo centro de massa e h a distância
perpendicular sobre o eixo dado e o eixo que passa pelo centro de massa.

3
2.5 Pêndulo
Considere um Pêndulo Simples semelhante ao da Figura 3, tendo as forças associadas à
gravitação e desconsiderando qualquer força de atrito, onde há uma barra “balançando” para a
direita e para esquerda, sendo essa barra fixa em um ponto P1 do eixo vertical de sustentação
a uma distância l1 do Centro de Massa da barra Cm .
Ao balançar a barra da direita para a esquerda, o pêndulo descreve um movimento harmônico
simples em um determinado perı́odo T . Segundo a referência [2], podemos relacionar o Pêndulo
Fı́sico de uma barra com a seguinte equação,
s
I
T = 2π , (9)
mgL
sendo I o momento de inércia deduzido na Equação (7), m a massa da barra, l1 a distância do
centro de massa Cm ao ponto fixo P1 . Isolando I e reorganizando os termos, determinamos a
equação do momento de Inércia,

T 2 mgL
I= . (10)
4π 2
Através das considerações apresentadas, nosso objetivo é através do experimento realizado
em sala de aula, determinar o momento de inércia de uma barra, e comparar os resultados
obtidos experimentalmente e os supostos momentos de inércia téoricos para a barra.

3 Procedimentos Experimentais
3.1 Materiais Utilizados
P1

l1
P2
l2
l
Cm

Figura 3: Representação gráfica adaptada do Pêndulo Fı́sico utilizado no experimento.

Iniciando o experimento, utilizamos o auxı́lio de uma balança (Figura (4(a)) para obter o re-
sultado de (0,1514±0,0001)kg de massa para a barra. Em seguida utilizamos uma régua(Figura
(4(b)) para medir o comprimento total e as distancias l1 e l2 visto na Figura 3. Com o paquı́metro
(Figura(4(c)) obtivemos as medições da largura e espessura.

4
(a) (b) (c) (d)

Figura 4: Fotos dos materiais utilizados no experimento, Balança (a), Régua (b), Paquı́metro
(c) e Pêndulo Fı́sico (d).

3.2 Procedimentos
Na sequência, fixamos a barra no suporte de forma que possibilitasse pôr a mesma para
oscilar conforme a Figura 4(d). Marcamos o tempo que a barra levaria para completar 10
oscilações em um ponto mais afastado do centro de massa l1 e outro mais próximo l2 com o
auxı́lio de um celular.

Com tudo, após a conclusão da montagem e das medidas do pendulo, organizamos nossas
informações como apresentado nas Tabelas 1 e 2.

Tabela 1: Dados das dimensões da lamina e distâncias entre os pontos fixação e o centro de
massa, conforme representado na Figura 3
Largura d Comprimento l Distância l1 Distancia l2
Medidas (0,02505±0,00005)m (0,4198± 0,0005)m (0,2005±0,0005)m (0,1000±0,0005)m

Tabela 2: Perı́odo de oscilação do pêndulo fı́sico com o eixo rotação em P1 e P2 , conforme


representado na Figura 3
Ponto P1 Ponto P2
Perı́odo médio de uma oscilações (0,902 ± 0,001)s (0,960 ± 0,001)s

4 Resultados e Discussão
Partindo para os cálculos dos momentos de inercia, nos deparamos com duas formas para
obter os resultados. Uma fórmula envolvendo o teorema dos eixos paralelos e a outra o perı́odo
de um pêndulo com movimento harmônico simples. Decidimos utilizar as duas por motivos de
comparação, de tal forma, o teorema seria uma confirmação teórica e a equação do perı́odo
uma prova experimental.

Substituindo os valores das Tabelas 1 e 2 na Equação (8) do teorema dos eixos paralelos e
na Equação (10) do momento de inércia, obtemos o valor para o momento de inércia teórico e
experimental respectivamente sendo:

0,1514 kg((0,02505 m)2 + (0,4198 m)2 )


Ip1 = +0,1514 kg(0,2005 m)2 = 8,32×10−3 kg · m2 (11)
12
5
e
(0,960 s)2 · 01514 kg · 9,8 m/s2 · 0,1000 m
Ip1 = = 6,94 × 10−3 kg · m2 . (12)
4π 2
Tendo uma discordância de 16,6% entre os valores obtidos para o momendo de inércia da
barra quando o eixo de rotação é o P1 . Aplicando agora os mesmos valores para o eixo de rotação
em P2 , obtemos os valores para o momento de inércia teório e experimental respectivamente:

0,1514 kg · ((0,02505 m)2 + (0,4198 m)2 )


IP2 = + 0,1514 kg · (0,1000 m)2 3,74 × 10−3 kg · m2 ,(13)
12
e
(0,902 s)2 · 01514 kg · 9,8 m/s2 · 0,1000 m
IP2 = = 3,04 × 10−3 kg · m2 , (14)
4π 2
tendo uma discordância de 18,7% entre os valores obtidos para o momento de inércia da barra
quando o eixo de rotação é o P2 .

5 Conclusão
Por fim, ficamos contentes com os valores obtidos uma vez que nossos resultados ficaram com
um erro entre 16% e 19% mesmo a barra não sendo homogênia, apresentando irregularidades
ao longo de sua lateral.
Falar de erro significa dizer que é muito improvável existir medidas com 100% de precisão,
sendo que os aparelhos usados para a confecção dos dados contêm intrinsicamente erros em
sua propria confecção, portanto seus erros de fabricação se propagaram para as medidas que
a pessoa venha a fazer com o aparelho. Logo o erro do aparelho também vem a influenciar
em nossos resultados, mas a maior influência de erros em nossas medidas vem através da
nossa observação para marcar o tempo das oscilações, sendo que nossa percepção por si só, já
apresenta um atraso.
Outra grande influência é a forma com a qual fixamos a barra, colocando-a em uma espécie
de parafuso como mostra a Figura 5. Para que a oscilação acontecesse em apenas uma di-
mensão, ela deveria estar razoavelmente bem apertada, de forma que impedisse seu movimento
em outras direções, mas também não atritasse tanto ao ponto de impedir o movimento.

Figura 5: Foto do parafuso que prende a barra no suporte.

6
Referências
[1] Halliday, David; Fundamentos de Fı́sica; volume 1; LTC Livros Técnicos e Cientı́ficos
Editora Ltda, Rio de Janeiro, 2012.

[2] Halliday, David; Fundamentos de Fı́sica; volume 2; LTC Livros Técnicos e Cientı́ficos
Editora Ltda, Rio de Janeiro, 2012.

[3]O objeto é lançado e gira em torno do centro de massa Disponı́vel em:http://demonstracoes.


fisica.ufmg.br/demo/1/1D40.10-Objeto-e-lancado-e-gira-em-torno-do-centro-de-massa
Acesso em: 12, julho de 2019.

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