Cerca de 60 mil migrantes atravessaram, nas últimas 24 horas, a fronteira entre Marrocos e Ceuta, enclave espanhol no Norte de África, segundo o presidente da cidade autónoma, Juan Jesús Vivas. Este número corresponde a aproximadamente 70% da população de Ceuta. A entrada maciça provocou o colapso dos serviços locais e desencadeou uma grave crise humanitária. No entanto, as autoridades espanholas indicaram que cerca de metade dos migrantes já regressou voluntariamente a Marrocos.
Perante a situação, Espanha mobilizou forças militares e reforços policiais para restabelecer a ordem. Do lado marroquino da fronteira registaram-se confrontos entre forças de segurança e migrantes. Pelo menos 41 pessoas morreram durante a crise, algumas por afogamento e outras esmagadas numa tentativa de ultrapassar uma barreira junto ao posto fronteiriço de Tarajal.
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