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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Boas Entradas!


Pois é, a passo de cama-leão vamos revitalizando o vasikate, entre altos e baixos estamos aqui, o que não se pode fazer é parar.
2010 foi-se (foi-se?), não sei, os minutos, as horas os dias passam, mas ficam sempre os momentos, esses nunca apagamos da memória, vão connosco seja onde for, por isso é que passamos de um ano ao outro carregados de retalhos dos anos anteriores.
Neste momento de transição e porque a hora é propícia para reflexão( ou pelo menos parece ser) deixo-vos com um texto da Lourena Massarongo.
Achei o texto interessante, não me perguntem porquê, não sei dizer!Só sei que lí e relí, não consigo comentar, até tentei mas não consegui. É que o tema é forte, full of traps...
Parecer ou Ser? O que é mais importante? Enquanto que o Parecer é uma imagem que se constrói a partir do que os outros pensam e esperam de nós, o Ser é intriseco, é a essência do que somos, e sem dúvida que o que somos e o que aparentamos são os pilares das nossas relações sociais.
Surge então a questão o que é mais importante? Parecer ou Ser?Basta apenas Ser? Sem precisar Parecer? Ou o contrário?


Leiam, vê-mo-nos em 2011, boas entradas a todos!


"Pois! É incrivelmente difícil falarmos connosco sobre nós mesmos! Sem plateia nem aplausos, não temos alternativa senão sermos nós mesmos, celebrando os nossos defeitos e enfrentando as nossas virtudes!


Não, não me enganei: queria mesmo dizer celebrando os nossos defeitos! E porquê não? Se mesmo lutando durante anos para mudar algumas coisas em nós próprios, pouco ou nada conseguimos (e ainda há quem se iluda tentando mudar outrém), concluo que somos chamados a conviver com os nossos próprios defeitos de forma diferente: celebrando-os!


Celebrar os defeitos significa, antes de mais, aceitá-los, que significa deixar de lutar contra eles e, finalmente, deixar de lutar contra eles significa começar, finalmente, a ser alguém! Alguém? Não: VOCÊ! Isso mesmo! Entenda-se que quando falo de defeitos, refiro-me aos que nós mesmos qualificamos como tal, isto é, àquilo que não gostamos em nós mesmos, coisas que gostaríamos de melhorar por e para nós mesmos! Digo isto porque considero que o que outros consideram como defeitos nossos, nem sempre o são: muitas vezes são expectativas que eles criaram a nosso respeito e esperam que nós correspondamos à risca aos rótulos que nos colocaram! Pudera! Nem eles são capazes de preencher as próprias expectativas como se atrevem a exigir mais de outrém?


Comecei por falar nos defeitos por serem evidentes e consensuais fontes de frustação mas, acreditem, as virtudes podem também constituir uma fonte de frustração! Quando disse enfrentando as nossas virtudes, também não me enganei! E porquê não? As nossas virtudes estão sempre lá, acenando para nós e, nós, não temos coragem suficiente para ir até elas!


Assustador?


É realmente assustador sermos nós mesmos se, ao mesmo tempo, procuramos ser aceites por todos (para os mais exigentes) ou pelas pessoas de quem gostamos (para os mais reservados)! Quantas vezes não fizemos/dissemos ou deixamos de fazer/dizer algo por medo de sermos rejeitados? Quantos de nós não se expressam/identificam/vestem como gostariam por temerem a rejeição? Quantos de nós estudam/trabalham em áreas que detestam mas o fazem para agradar os pais/porque está na moda/porque a “malta” acha a nossa vocação ridícula/não daria dinheiro suficiente para manter o nível de vida desejado (como se valesse a pena o sacrifício)? Isto é a expressão mais gritante do suicídio das próprias virtudes!


Parecemos elegantes, parecemos educados, parecemos letrados (esta é mais difícil embora alguns lá consigam chegar com alguns punhados de “portanto”), parecemos carinhosos, etc...
Não é assustador que sejamos tão cautelosos em gradear as nossas casas (com medo que nos roubem o mobiliário e eletrodomésticos que tanto show off nos proporcionam)/ colocar alarme nos nossos carrões (todos do último grito) e sejamos incapazes de usar o preservativo?
Quantos de nós, sedentos de aparências, mantemos o guarda-roupa em constante update, perfumes de top e restaurantes badalados, tudo isto à custa da alimentação, saúde, educação e alojamento condignos para nós próprios e para os nossos filhos?


Mas afinal, quem somos? Parecemos, não há dúvida! Mas somos? Seremos? Queremos ser?
Temos medo de não ser aceites como somos? Por quem? Pelas pessoas que nos amam? Pelas pessoas a quem amamos? Quem nos ama, aceita-nos incondicionalmente! Quem amamos, se não nos aceita como somos, não nos ama e, se nos não ama, não merece que desperdicemos o nosso amor nem as nossas virtudes e muito menos os nossos preciosos defeitos!


Entenda-se que, quando me refiro à aceitação mútua entre amantes, não excluo as cedências que concordamos em fazer para o equilíbrio das nossas relações; essas são incontornáveis, mas, com os devidos limites, salvaguardando sempre a identidade de todos e de cada um! Quando cedemos demasiado para manter alguém na nossa vida, perdemo-nos nós mesmos, mantendo esse alguém ligado a um estranho.


Convido-vos a abandonar o clube dos que parecem muita coisa e nada são; convido-vos a buscar em vós, todos os sonhos abafados, todos as esperanças sufocadas, todo o vosso “eu”! Afinal, todo este longo texto, era só para convidar-vos, imaginem, a SER ao invés de PARECER... "

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Um erro, duas medidas


O adultério, defendido por um passado em que predominavam relações polígamas em todos viviam em perfeita harmonia, muito recentemente ganhou um outro rótulo: a Casa 2. Contudo, neste novo figurino, de pulada de cerca, a cohabitação entre as vertentes desse triângulo nem sempre é consensual como fora outrora.


Se para os homens é uma mais-valia, são novos ares, novos sabores, novo alento em contrapartida para as esposas essa atitude representa um knock out na sua auto-estima e estabilidade psicológica, física e social. Geralmente, diante da constatação de que existe uma Casa 2, a mulher é literalmente forçada a conviver com essa situação.


A família, no sentido mais alargado, geralmente chamada para colaborar na resolução desse imbróglio, problema exclusivo da mulher pois ao homem só traz beneficios nas carências que a mulher não consegue suprir, é a primeira a solicitar que esta perdoe o erro do seu homem “pois ele é homem”.


Em casos mais extremos, tanto a familia, como o próprio “saltador” colocam a mulher na berlinda ao imporem que diante dos factos ela aceite conviver pacificamente com o novo cenário de vida à 3. Contudo, se por alguma razão o “pulador” é a mulher outro tratamento não há do que um Ra, Re, Ri, Ro, Rua! Traição femenina não tem perdão?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Copa 2010 – Sua influência sobre as mulheres




Ainda na ressaca do mundial 2010, evento realizado aqui na vizinha Africa do Sul e que mexeu com todas as sensibilidades, dada magnitude e importância proponho-me a falar de dois elementos que são considerados paixões do universo masculino, o futebol e as mulheres.

Até bem pouco tempo não era possível estes dois elementos (mulher e futebol) coabitarem no mesmo espaço, entretanto, paulatinamente o “desporto rei” está interessando o espaço feminino.
Estamos a entrar na fase em que não basta apenas usar os dotes culinários ou “camais” para segurar o homem. Hoje, a criatividade é determinante na vida a dois e o cocktail “mulher+futebol” pode fazer muita diferença no relacionamento.

Durante a copa era possivel ver mulheres vestidas a rigor, com a respectiva vuvuzela em locais públicos como restaurantes, bares e até os salões de cabelereiro, substituíam as novelas ou outros “reallity show” por futebol. Era também comum vê-las preocupadas em preparar os acepipes, gelar a cervejinha para que o maridão e seus amigos/familiares se sentissem bem acolhidos, e não para por aí a mulherada não só assistia como já batia papo “taco a taco” com os homens, investigavam, levavam novidades para os companheiros enfim, uma sintonia perfeita.

Lembro me que na véspera do mundial circulou um e-mail com regras estritamente direccionadas para as mulheres. Era um “manual de procedimentos” que as mulheres deveriam seguir durante a copa, o texto era bem claro elas tinham que deixar os homens em paz durante a temporada, sendo que o seu papel deveria ser o de pura e simplesmente organizar a logística.

Muitos homens previam que a época da copa seria um problema para eles, provavelmente levados pela ideia de que mulher não entende nada de futebol, faz muito barulho, pergunta tudo e nada, e só atrapalha. Portanto, seria impossível a convivência. Felizmente na maior parte dos casos não foi o que sucedeu, posso arriscar que esta época chegou a aproximar mais certos casais.

Outro aspecto que pode causar um desconforto nos homens é o facto de elas ao invés de se interessarem pelo jogo, desviarem as atenções para jogadores, os “gritinhos” delas não são pela finta ou pelo golo mas pelo tamanho do bíceps, o formato da perna, a tatuagem, e até pelo glamour do jogador, há cada vez mais futebolistas metrossexuais (vejam o Cristiano Ronaldo).

Mas vamos combinar oh rapaziada há casos em que não é possível ser indiferente, existem jogadores que são verdadeiros monumentos, e nem precisamos entender de futebol basta apenas assistir, e a culpa é da natureza! Queria eu ver se o futebol praticado pelos homens fosse também praticado pelas mulheres na mesma dimensão, como regiriam voces ao verem a um jogo cheio de mulherões? Pois é...

Para terminar quero aqui dar os parabéns as vasikate por mais uma vez terem tirado isto de letra, e acompanharem os vavana durante a copa de uma forma pacífica e eles também estão de parabéns por terem deixado espaço as vasikate e desta forma terem contribuído para a harmonia durante a copa.

Tenho para mim que esta copa mudou completamente a forma de estar das mulheres perante o futebol, mesmo as que já se interessavam jamais serão as mesmas. Agora enquanto esperamos pelo Brasil 2014 venha daí a liga dos campeões, o CAN ( esperamos que os nosso mambas estejam lá) e as demais ligas que nós estamos prontas!

PS: O estádio nacional que se esperava ser de grande valia durante a copa a quantas é que anda?

quarta-feira, 10 de março de 2010

Senhora "doi-me a cabeça"


Muitas vezes, por razões que nem elas mesmas conhecem, frequentemente, na hora do «vamos lá fazer», as mulheres refugiam-se ou na desculpa da dor de cabeça e do cansaço ou então preferem ir as vias de facto fingindo ter, no calor do momento, um imenso prazer, não raras vezes a causa disso tudo é o Desejo Sexual Hipoactivo.

Desejo Sexual Hipoactivo é um transtorno sexual que caracteriza-se pela diminuição ou ausência completa de fantasias eróticas e de desejo de ter actividade sexual resultante de desequilibrios hormonais e da depressão (intensa tristeza, baixa auto-estima, etc.).

Ora, ao alegarem o primeiro pretexto, muitas fogem da relação sexual e com isso impedem que os parceiros as entendam e ajudem nesse momento delicado. No segundo caso, combatem o problema com uma forte mas falsa apetência sexual e fingem o orgasmo.

Nesse andar de coisas, imputar responsabilidades, sobre a falta de desejo sexual, ao parceiro é um pulo e essa rota de colisão fatalmente leva ao desajuste conjugal. Solução possível ? Conversa aberta e franca, reeducação sexual, aconselhamento médico e, porque não, psicológico.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Crises matrimoniais

Em vários círculos fala-se de casamentos que acabam com o fulgor da lua-de-mel ou pouco tempo depois disso. Sendo as razões quase sempre desconhecidas, aventam-se hipóteses que vão desde a descoberta de que uma das contrapartes está “engarrafada” (fatalmente os homens) ora porque a familia mete a colher onde não é chamada, etc.

Que podem haver incompatibilidade várias, que vão desde a sexual (há mulheres que abdicam de casamentos porque o homem ou é infimamente ou superdotado) à gastrómica (realmente é estranho que hajam mulheres que nem um chá decente são capazes de preparar), parece ser impossível para que se possa crer, mas até pode ser.

Entretanto as crises matrimoniais são uma realidade e, reconheça-se, há crises e crises. Algumas crises amadurecem o casal e outras simplesmente desfazem o casamento. Os mais experientes dizem que fatalmente todos os casamentos passam por essa fase e para os que contabilizam anos de harmonia conjugal, quase sucumbem à crise dos 7 anos.

Nessa altura do campeonato, em que o casamento está desgastado pelo tempo, pelos kilos acumulados, pelos filhos que exigem atenção dos pais, pelo stress do trabalho, pela própria estabilidade pessoal, familiar e profissional, há que reapostar nessa relação renovando-a em todos os sentidos. Uma segunda lua-de-mel será, sem dúvida, uma ocasião sublime para parafusar os pregos soltos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Senhora dona tapete

O medo do abandono, por parte do parceiro, que tem múltiplas consequências psicológicas e sociais como o julgamento social ou o medo de ter sob sua única responsabilidade a educação dos filhos, sobretudo se desempregada, faz com que muitas mulheres façam de tudo visando a todo o custo agradar a cara-metade, mesmo se de lucro ganha bofetadas.

Para estas mulheres, a simples ameaça de abandono é sinônimo de desespero pois a vida apenas faz sentido enquanto ela tiver o “lar garantido” esquecendo-se frequentemente de si mesma. Para servi-lo, vale até servir de tapete, aliás ser esse mísero acessório doméstico parece até ser um prazeiroso sacrificio que pelo qual vale a pena passar.

Agradar o companheiro em tudo é palavra de ordem e, caso ele não concorde com algum desejo ou vontade dela, isso é imediatamente deixado de lado, para evitar contrariá-lo. Com essa atitude, de senhora dona tapete, a mulher castra as suas vontades e desejos em nome da segurança e equilibrio que acredita ser unicamente sustentado pelo amado(?).

Mas esse papel não é só vivido por mulheres com aliança no dedo. Namoradas que prevêm um futuro com o namorado, fazem isso em nome desse longíquo futuro. As outras são campeãs no papel de senhora dona tapete: prestam-se a qualquer serviço, sobretudo no domínio sexual, o que faz delas as “tais”, em nome desse romance proibido e de tudo mais que lucram com isso.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Verdade ou mentira?


Homem, você será corno, a menos que:

- Nunca deixe uma mulher moderna insegura.
Antigamente elas choravam. Hoje elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

- Não ache que ela tem poderes 'adivinhatórios'.
Ela tem de saber da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

- Não ache que é normal sair com os amigos (seja para beber, para jogar futebol) mais do que duas vezes por semana, três vezes então, é assinar atestado de 'chifrudo'. As 'mulheres modernas dificilmente andam implicando com isso, entretanto, elas são categoricamente 'cheias de amor para dar' e precisam da 'presença masculina'. Se não for a sua meu amigo... Bem....

- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.

- Satisfaça-a sexualmente.
Mas não finja satisfazê-la. As 'mulheres modernas' têm um pique absurdo em relação ao sexo e, principalmente dos 30 aos 42 anos, elas pensam - e querem - fazer sexo TODOS OS DIAS (pasmem, mas a pura verdade)... Bom, nem precisa dizer que se não for com você...

- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso.
Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????

- Nem pense em provocar 'ciuminhos' vãos.
Como pode-se constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.

- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra.
Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um 'chifre' tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUIT O MAIS 'comedor' do que você.... só que o prato principal, bem... dessa vez é a SUA mulher.

- Sabe aquele bonitão que você sabe que sairia com a sua mulher a qualquer hora?
Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece... Quando você reparar.... já foi.

- Tente estar menos 'cansado'.
A 'mulher moderna' também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - 'dar uma', para depois, virar de lado e simplesmente dormir.

- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em 'baladas', 'se pegando' em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A 'mulher moderna' não pode sentir falta dessas coisas... senão...

Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão: 'Quem não dá assistência, abre concorrência e perde a preferência'. Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, actualmente o mercado não está para peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas 'mancadas'...

Proteja-a, ame-a, e principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele 'bonitão' que vive enchendo-a de olhares.... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!!! 'Quem não se dedica, se complica...'

Como diz uma amiga: MULHER NÃO TRAI, APENAS SE VINGA.


PS: Ha ou não ha emails que dão que pensar?

domingo, 27 de setembro de 2009

Drink perigoso


Há erros que cometemos sem ter a noção de que o estamos a fazer. Na verdade, temos a mania de copiar ou de aderir a tudo que é novo com extrema passividade: apesar de termos acesso as TIC’s, ninguém questiona, ninguém pelo lê os rótulos ou tenta perceber o que entrou na moda! Está na moda, pronto aderimos a moda.

Por exemplo, quando o mais-que-tudo chega a casa, para relaxar do stress que foi o dia laboral, é normal preparar-lhe um drink, se é que ele não o faz sozinho. Assim, serve-se um whisky com gelo ou com soda, um gin com tónica, etc. Por vezes, o cocktail são uns centilitros de alcool com outros tantos de uma bebida energizante ou enérgica.

Por vezes, mesmo não sendo em casa, porque o bebun está com uma tremenda ressaca, e não pretende ser alvo de vigorosas críticas à entrada de casa, abastece-se ele mesmo dessas bebidas que devem dar energia seguindo à risca o que a publicidade vende como algo que revigora até um morto.

Grande erro: alcool e energizantes não devem ser consumidos em simultâneo! Os energizantes foram criados, como se devia perceber, pela própria designação, para dar energia, o que acelera o ritmo cardíaco e pode provocar um enfarte fulminante. Assim, estes devem ser consumidos tendo em perspectiva a execução de uma actividade física.

Aliás, quando se consome alcool e energizantes, ao mesmo tempo, o oganismo fica confuso pois estes produtos tem funções distintas: um visa estimular e o outro visa inibir o organismo. Esse choque pode, portanto, ser fatal.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Dia de mulher



O dia mal começa e a mulher já está em pé! Atarefada entre a sua higiene pessoal e a da familia, no preparo das roupas, do pequeno-almoço, do lanche escolar, a sua mente já está a 1000 por hora. Há ainda que deixar instruções para o almoço, para a compra de certo item, para o pagamento de alguma conta, para chamar atenção na lavagem de determinada peça de roupa, para relembrar algum pendente, haja cabeça!

Apesar de ter sido a primeira a levantar-se e derepente estar às corridas “afinal, qual é? Tens motorista pessoal?”. Entre choros do miúdo, que não quer ficar na creche, o beijinho esquecido, do mano que viu os colegas à porta da escola, e o beijo de anjo, do apressado maridão, lá vai ela com o seu mais radiante sorriso ao posto de trabalho. Na entrada, esquece todas as preocupações e encarna a profissional que existe nela.

Assim vai a semana, ao ritmo da mesma rotina, com algumas e pequenas variações de cenário. O sábado começa com idas ao cemitério e com passagem obrigatória na casa desafortunada para dar uma mão no serviço de chá. Ainda nessa manhã, há que fazer uma corrida ao armazém, supermercado, mercado, talho, mercado do peixe e bottle store, tudo com o intuito de reabastecer a dispensa, o frigorifico e a garrafeira.

Outro sprint, é na corrida ao cabelereiro, no qual se fez marcação, frequentemente, por cima da hora. Derepente, com a cabeça cheia de rolos e dentro do secador, os pés na bacia para a pedicure e as mãos na tigela para a manicure, a primeira pausa do dia para um breve e merecido relaxamento, liga a empregada a pedir para sair cedo porque tem ensaios na igreja. Outro sprint!

Chegada a casa, para liberar a empregada, as crianças estão eufóricas com a hora de ir a festinha em casa de um amiguinho ou a piscina e a pobrezinha mal teve tempo para comer algo! Se pretende, no espaço de tempo em que os meninos estão na festinha se distrair com algo, a pretensão cai em saco roto: há que ajudar a mãe do aniversariente ou então estar presente e atenta aos possiveis perigos que os seus filhos correm e assim acaba o dia.

No regresso, banhos, jantar e pijamas para os miúdos e... finalmente um momento a sós! Pouco depois, há o jantar com o marido, a novela e o filme da televisão, já que o próprio vai a night sabe-se lá com quem mais para além da habitual team de amigos! Na mente, paira já a perspectiva do que será o dia seguinte: ida à missa, preparo do pequeno-almoço, do almoço, visita a algum familiar, banho, jantar e pijamas.

E os hobbies? Será que a nova mulher (a forma-se e, a par das lides domesticas, exerce actividade remunerável) já não tem hobbies? Bordar, fazer crochet, ler, escrever, ir as aulas de tango, cuidar do jardim ou das plantas já não fazem parte do lazer da mulher? Quando é que a mulher lê, tricota ou simplemente senta-se em algum lugar para pôr a conversa em dia com suas amigas? Quais são os hobbies da nova mulher?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Retrossexual



Aquando das postagens sobre homens preocupados com a própria aparência, por razões diversas, ninguém se quis identificar com os metrossexuais cá da praça MC Roger, Bang, Edson Macuacua, Atanásio Marcos. O mesmo aconteceu quando o assunto foi sobre homens que fazem de seus dotes culinarios uma forma de atrair mulheres, os gastrossexuais. Será que estes homens, que não se identificaram nem com os metros e muito menos com os gastro serão retrossexuais ?

A palavra "retrossexual" é um anglicismo utilizado para definir um homem com pouco senso estético, que não gasta nem tempo nem dinheiro cuidando da aparência e do seu estilo. O retrossexual é um homem que gosta de ser macho, de realçar seu lado masculino e de marcar uma oposição ao conceito "metrossexual", nome usado para definir o homem preocupado com as últimas tendências da moda, com o seu corpo e com tratamentos de beleza.

O "retrossexual" possui uma aparência rude, de canalha, com toques primitivos, além de um sorriso angelical. Ele se sente orgulhoso de não ir à academia malhar e de não utilizar cremes cosméticos e loção pós-barba. Na sua limpeza basta água e sabonete e a sua curiosidade pelas últimas tendências da moda é nula.

O "retro" ama o fato completo, sempre bem cortado e em tons escuros, como peça insubstituível para o trabalho e para eventos sociais. Ainda assim, em seu armário existem peças funcionais, como camisetes, gravatas, jeans e camisas. Há também sapatos com atacador, "encaixo", sapatilha e o único assessório que os "retrossexuais" se permitem usar é o cinto.

Por outro lado, ele substituiu as revistas de moda pelas de carro e os catálogos de cosméticos pelos jornais desportivos. Além disso, são amantes dos cocktails e bebidas fortes. Geralmente, são homens com dinheiro, que vivem numa na cidade ou em zonas em expansão com condominios, têm um alfaiate e barbeiro.

Ops, é verdade, se o termo "metrossexual" não tinha nenhuma relação com sexo ou o tamanho do pênis, na palavra "retrossexual", em alguns contextos, serve para definir o homem que está algum tempo sem praticar sexo…

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Garras... falsificadas


Mãos elegantes, com unhas longas, naturais e fortes são o sonho de toda a mulher mas se a natureza não colabora, há que apelar, se as condições estiverem garantidas às mãos de profissionais, no caso as manicuristas. Fazer manicure, nos nossos dias, transformou-se num novo conceito de ser e de estar da moda e fashionalizar as mãos pela via das unhas artificiais revolucionou completamente essa moda.

Assim, as unhas naturais gradualmente foram substituidas por unhas de porcelana, unhas de seda e unhas de gel. As unhas de porcelana ou de silicone, que evoluiram para as actuais unhas acrilicas, são unhas esculpidas artesanalmente. Mas as mais conhecidas, e com sucesso indiscutível na praça, são as unhas de gel que mais não são do que extensões artificiais das unhas que naturalmente temos.

Colocadas uma por uma, sobre as unhas naturais, obedecendo a um processo indolor de 1h, que inclui luzes ultravioletas para fixar o gel, este tipo de unhas, que permite o nail art está com tudo e é, como se diz, fashion e, acima de tudo reconheça-se, um assunto que pesa na conta.

O inconveniente é que primeira sessão há exposiçao à luz UV e, quanto ao preço, a sua colocação parece razoável, mas a manutenção sai bastante cara pois cada unha é cobrada individualmente e as unhas naturais podem sofrer durante este processo enfraquecendo e quebrando facilmente. Também, apesar de se poder aplicar nelas o verniz este não pode ser removido com a habitual acetona, para tal existe um removedor especifico.

Em contrapartida, o gel possui uma composiçao quimica inofensiva e hipoalergénico que faz as unhas serem resistentes e fortalecem as unhas naturais (não se podem roer). Estas podem ser tratadas como unhas naturais (limpar, mudar o verniz, pôr apliques, etc.) e especial atenção deve-se ter para com as ofertas de preços baixos: pode significar que o gel em uso foi adulterado e o que provocará alergias ou fungos.

domingo, 19 de julho de 2009

Normose



Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado ofundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que mepareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo denormose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exactamente fácil de alcançar.O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido.Quem não se 'normaliza' acaba adoecendo. A angústia de não ser o queos outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes dopânico e outras manifestações de não enquadramento.



A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?


Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo quevocê seja assim ou assado. Quem nos exige é uma colectividade abstracta que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser domesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar emser você mesmo.


A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantospares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?


Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria earcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.


Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.



Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

Martha Medeiros

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Código de segurança



O telemóvel, para além da possibilidade de poder comunicar a qualquer momento e com qualquer pessoa que o possua, trouxe uma nova forma de ser e de estar na nossa sociedade, em geral e no relacionamento amoroso entre as pessoas, em particular. Motivo de brigas entre casais, muitos encontraram no código de segurança a “segurança” para guardar as suas trafulhices sem chatice.

Os telemóveis pela multiplicidade de funções (efectuar e receber chamadas, redigir e receber sms, ver e enviar emails, postar comentários em blogs, etc.) e de possibilidades (armazenar mensagens, notas, acontecimentos marcantes, imagens, videos, personalizar toques, etc.) acabaram tornando-se cofres-fortes ambulantes pela infinidade de segredos cabeludos que guardam em si.

Muitos homens, e mulheres, justificam a colocação do código de segurança como escudo protector para evitar que outrém faça uso indevido da máquina (aí crianças adolescentes são as maiores vitimas). Sendo que, geralmente, os homens são os primeiros a “blindar a caixa-forte”, devido a uma briga originada por mensagem de conteúdo suspeito ou chamada em hora imprópria, com retorno em monossílabos, as mulheres seguiram-lhes as peugadas.

Deste modo, casais que partilham segredos de alcova, de negócios e outros de fórum restrito, no que se refere ao telemóvel, o código de segurança é guardado a 7 chaves, melhor do que o código de um cartão bancário. Porque assim será? Devem ou não, companheiros de alcova, usufruir sem limites do telemóvel do outro?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Dono-de-casa?


O berço no qual nascemos e o leite que bebemos na nossa infância, metaforamicamente falando, reflectem-se na forma como agimos quando adultos. Uma das grandes lições de vida que os homens recebem, ao longo de seu crescimento, é que são eles que devem sustentar suas familias pelo que para tal devem ter sempre uma actividade remunerada ou qualquer outra forma de rendimento.

Muitas vezes, não por vontade pessoal, e por várias razões (desemprego, condicionamento fisico, etc.), o homem vê-se impossibilitado de levar sustento à mesa de sua familia. Esta situação, apesar de constrangedora, em nada diminui a masculinidade do homem, isto se este não fizer disso um motivo para nada fazer em absoluto.

Muitas vezes, mulheres com maridos fora do campo laboral não se chateiam por estes nada fazerem que traga sustento para a familia, apesar de todos os inconvenientes, mas pelo facto de estes nem sequer mexerem uma palha para seu próprio beneficio como fazer o seu próprio pequeno-almoço.

Estarão essas mulheres empenhadas em fazer de seus homens donos-de-casa? Poderão os nossos homens encarar as lides domesticas com tanto à-vontade e zelo como o faz Carlos Roberto de Paula? O homem moçambicano tem humildade suficiente e, acima de tudo, coragem para se assumir como dono-de-casa?

sábado, 30 de maio de 2009

Mentiras femininas


1) Para garantir o pato: "Você é tão bom de cama"

2)Quando o medo e insegurança pairam no ar: "Que simpática a sua ex"

3)Ela esta fula, mas ainda assim nao o quer dizer directamente: "O problema sou eu, não você"

4)"Que delícia a comida que você fez": cara, foi venenoso!

5)"Não está acontecendo nada": nem vale a pena tentar procurar o tal nada!

6)"Saia com seus amigos, não tem problema": perceba, fique comigo e seus amigos que se danem!!

7)"Tem um cara no meu trabalho que me paquera": cuide-se, tanto pode ser verdade como... mentira.

8)"Tenho que fazer tantas coisas, a gente se vê outro dia". Entenda, finalmente você teve tempo para ela e ela não o quer "nesse tempo".

9)"Não, não fiz nada. Você acha que estou diferente?" Para quê insistir? Mude é de graduação.

10)"Não estou a fim de fazer sexo. Estou cansada": camarada, não vale a pena mesmo, dobrar vai sair pior que a emenda!

Mentiras inspiradas daqui

sábado, 23 de maio de 2009

Lendas de vida

Uma noite, um velho índio Cherokee contou ao seu neto sobre a guerra que acontece dentro das pessoas. Ele disse:

– A batalha é entre dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é Mau. É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego. O outro é Bom. É alegria, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.

O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:

– Qual lobo vence?

O velho Cherokee respondeu:

– Aquele que você alimenta...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Manicure e pedicure seguras


Apesar de todos os apelos para a possibilidade de contaminação por HIV e outras enfermidades, como Hepatite e doenças de foro dermatológico, devido ao uso de objectos cortantes/ou perfurantes (alicates, corta-unhas, lixas, etc.), tanto funcionárias como clientes desleixam-se, muitas vezes, no capítulo da biossegurança nos salões de cabelereiro que também oferecem serviços de “lavagem de pés e mãos” designados pedicure e manicure.

Pediculose, escabiose, ediculose, HIV/SIDA, impetigo, Hepatite B e C, tétano e micoses, são algumas das múltiplas doenças que se pode apanhar fazendo manicure e pedicure com material tratado inadvertivamente.

Alguns salões até dispõem de máquinas de esterlização à vapor mas, estas servem de enfeite pois não são usadas convenientemente ou então servem para armazenar os intrumentos enquanto não há clientes. Alguns salões simulam, para a tranquilidade da potecial cliente, esterlizar os intrumentos com a ajuda de uma solução química (alcool) cuja proveniência e qualidade se deve sempre desconfiar.

Não raras vezes vê-se as funcionárias trocarem os intrumentos “Lindinha, deixa lá tirar esta pele porque este alicate não está bem afiado”, justificam-se solicitas e sorridentes, fazendo uso simultâneo entre clientes completamente desconhecidas. Após o serviço prestado às clientes, sob todos os riscos, elas mesmas retiram cutículas de suas próprias peles com os mesmos instrumentos sem os esterlizarem.

O que se pode imaginar que fazem com as clientes seguintes? Para evitar doenças, quando estiver num salão de beleza, tenha em atenção que métodos são usados em biossegurança na esterlização de intrumentos para manicure e pedicure. Não se importe com os comentários, no tratamento de sua pessoa exija o uso de luvas pela funcionária, seja cuidadosa e leve consigo sua própria toalha, alicate e até mesmo o verniz de unhas.

Apetreche-se com um kit manicure composto por lixa para unha, alicate (para remover o excesso de cutícula), alicate para cortar unha ou tesoura, espátula (para empurrar a cutícula), pauzinho de laranjeira (para limpar o verniz), acetona, base para unha, creme hidratante (para retirar cutículas ou creme para mãos) e vernizes e vá segura fazer a sua manicure.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O Pai de Hoje



Existem, em principio, dois tipos de pais:os biológicos, aqueles de sangue e os sociais aqueles que educam cuidam e por ai fora.Estes dois tipos, podem ou nao coincidir na mesma pessoa, mas seja como for é sobre a relação entre pais e filhos- biológicos ou não- que vim falar-vos nesta longa postagem.


Nos dias de hoje nota-se que alguns pais tornam -se cada vez mais presentes na vida dos filhos. A fase do pai provedor que se preocupava apenas em colocar comida na mesa e criança/filhos é assunto das mães está significativamente a evaporar. Hoje, é comum ouvir um pai dizer que passou a tarde a brincar com o filho(a), levou o (a) a passear trocou/troca fraldas, dá banho, enfim, cuida com gosto e carinho do (a) filho (a) desde logo que veio ao mundo.

Mesmo não tendo dados oficiais acredito que a nivel dos tribunais já existem processos de pais que reinvindicam a guarda de seus filhos, não é para menos afinal os filhos por perto fazem sempre diferença!

A verdade é que o pai de hoje já não é o de ontem! Aquele pai que ao primeiro choro inocente do bebé ou bastasse sentir um cheirinho da fralda já chama(va) pela mãe está a ficar p`ra trás.

Quero acreditar que por um lado a pressão da ‘vida citadina’, a dita modernidade e a entrada da mulher no mercado de trabalho, derivada da necessidade de contribuir para o sustento do agregado familiar e, por outro, a necessidade que os jovens têm de se afeiçoarem e claro sentirem o amor de pai pra com os filhos que até então é (era) uma prerrogativa da mãe faz com que tenhamos cada vez mais pais orgulhosamente presentes.

Mas nem tudo é mar de rosa, como se diz, existem vários factores que a meu ver dificultam ao pai a ser ou tornarar-se cada vez mais presente, como pai de verdade: são alguns dos nossos hábitos sociais/culturais. Hoje, ainda é estranho um jovem dizer aos amigos "epah não posso ir txillar, hoje é meu dia de cuidar do bebé", ou então "espera- me um minuto bro, tenho que terminar de estender as fraldas...."


O outro factor que estrangula a ‘presença presente’ deste ‘pai moderno’, logo no pós-parto da sua mulher/companheira é a legislacao, que atribui ao pai apenas 1 (um) dia de licença de parto! Pode?? É verdade que o afecto se constrói desde a gravidez mas penso que os primeiros dias de vida do bebé são mais importantes na construção de uma relação mais afectuosa de pai para filho. O pai, só começa a realizar que já é pai de verdade depois do nascimento, portanto no dia em que mergulha o olhar, coloca as suas mãos naquele ser humano.

O mesmo já não acontece à mãe, posso arriscar e dizer que começamos a partir do dia em que recebemos o resultado do teste de gravidez.Se uma mulher grávida de 6 meses não sentir durante 3 horas consecutivas o bebé a mexer no seu ventre entra em pânico, porque o filho parou de mexer, não é o feto é o filho, que nunca viu, não sabe se é escuro ou claro e muitas vezes nem se quer conhece o sexo! O mesmo não acontece aos pais, não os estou a culpar a natureza é assim mesmo.

Os primeiros dias de vida do bebé embora sejam de alegria, também são duros/pesados para os papás, aliás alguns são marinheiros de primeira viagem, voltam do trabalho cansados, por vezes têm que sair à rua ao meio da noite p`ra comprar aquele xarope ou aquela gota, voltam à casa e não conseguem dormir porque a criança não para de chorar a noite toda, mesmo assim tem que estar no serviço a tempo e horas com toda boa disposição, afinal a vida não parou, pelo contrário começou com nova velocidade, dinâmica, práticas enfim...

Por isso é que acho que a licença de paternidade deveria ser um pouco mais extensa, quanto tempo mais não sei, para permitir que haja mais afecto entre pai e filho. Espero que não me questionem como seria para os que têm muitas mulheres.

Apesar dos contrangimentos acima referidos, os sinais são positivos, aos poucos caminhamos p`ra o pai, o PAI, aquele que para além de ter feito o (a) filho(a), trabalha para o sustento do agregado familiar, e logo de manhã acorda -o(a), dá banho,veste, dá de comer, leva à escola, vai as reuniões, assiste ao jogo de futebol da escola, a prova de natação, a apresentação no grupo teatral, lava e estende (ainda que seja a máquina), não se esquece da hora do remédio, sabe que as descartáveis, o leite, os gerbes estão quase a acabar, sabe ligar p`ra babá vestir um gorro e camisolinha ao bebé porque a temperatura baixou, acorda ao meio da noite para trocar a fralda, preparar o leitinho e embalar, faz escala com a mamã para brincar com o bebé durante a noite e ainda consegue chegar a tempo, sorridente e bem disposto ao trabalho!


Sei que algumas vasikate devem estar a dizer esta yndongah não bate bem da head, e os vavana devem estar com lágrimas de tanto rir, mas amigos isto é possivel, e já acontece entre nós estou a falar a sério!!!

Para terminar dizer que estão de parabéns todos os pais que se preocupam um pouco mais pelos filhos, mesmo os que não podem dar tudo de si porque não partilham o mesmo tecto, que o façam sempre que estiverem com eles, dizer ainda que nós as mulheres nos orgulhamos por carregamos a criança durante nove meses, damos a luz etc, mas a verdade é que nada disso aconteceria sem vosmecês, homens, não há fecundação sem o vosso sémen! Bem hajam os pais de verdade.

PS: Sei que existe o dia do Pai, mas quase nada se fala dele infelizmente, p`ra falar a verdade nem se quer conheço a data, alguém sabe?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Fantasma feminino


Depressão, fome em excesso ou falta de apetite, falta de sono, agressividade, ansiedade, dor de cabeça, aquela pele oleosa, borbulha em lugar impróprio (não sei por que carga de aguas no rosto) no dia em que mais precisamos estar belas e radiantes e, para acrescentar, o mordaz comentário: “Es chata!”, “Estás rabugenta!”, “Mal humorada de novo? ”, “Poxa, estás uma pilha de nervos!”.

Quantas vezes não ouvimos essas expressões? E como nos fazem sentir vindas do nosso mais-que-tudo? Infelizes, muito infelizes, pois nos sentimos terrivelmente incompreendidas no momento em que o que mais precisamos é justamente de compreensão. Porque tudo isso? Que mal fizemos ao mundo?

Fatalmente, uma vez por mês passamos por um mal-estar (dor de cabeça, inchaço do corpo, etc.), algumas ficam enjoadas como se estivessem grávidas, outras choram, mas a caracteristica comum é a aparente brusca mudança de humor. Infálivel por essa altura do campeonato, tornam-nos sensiveis, irritadiças e, reconheçamos, bem chatas. Como fazer o mais-que-tudo compreender o decurso da coisa se nós mesmas não a compreendemos?

Estaremos possuídas por algum espiríto maligno? Os sintomas acima descritos, nada mais são do que o reflexo do nosso período pré-mentrual, a famosa TPM ou tensão Pré-Menstrual, reconheçamos um dos nossos maiores fantasmas como mulheres. Mas afinal de contas o que é a tensão pré-menstrual? É uma disfunção hormonal que antecede a menstruação e, por causa desse desarranjo, há um desequilíbrio no comportamento da mulher.

Esse período pode começar de 10 a 15 dias antes da menstruação e ficar mais intenso com o passar do tempo e sobretudo quando as mulheres estao próximas da menopausa, período em que o organismo encerra a menstruação, pois os ovários param de funcionar. Como proceder para descobrir se realmente sofre deste mal?

Anote todos os dias tudo o que sente durante o dia, inclusive os dias de menstruação, durante dois meses. Não se esqueça de ressaltar os sintomas que mais a incomodam como irritabilidade, depressão, ansiedade etc. Em seguida basta analisar as informações e verificar se os sintomas que apareceram antes da menstruação desapareceram quando ela chegou. Se a constatação for essa, você sofre mesmo do fantasma da TPM.

Combata a TPM e não deixe que essa tensão interfira no seu desempenho profissional, familiar e social. Se isso acontecer é sinal de que você precisa de cuidados, nesses casos só um especialista poderá ajudar.

terça-feira, 14 de abril de 2009

A vida como ela é...



Certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões". Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu.


Compartilho do ceticismo de Allen: A gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso. Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida". Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de actriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades. As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços... Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é.

Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto. Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas acções.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!

P.B.