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segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

"A Cozinha dos Amigos" - Folhado de Alheira


Ao longo da vida estamos sempre a aprender. E, como gosto de aprender continuo a frequentar as formações online ministradas pela Chef Manuela. Além de sessões de aprendizagem sobre técnicas de cozinha, são também excelentes sessões de partilha, pois somos um grupo muito participativo em partilha de ideias, sugestões e receitas. Na última sessão a Olga partilhou a sua receita de folhado de alheira, que me inspirou de imediato a replicar e a dedicá-la, na minha rubrica dedicada à "Cozinha dos Amigos".

De fácil execução, eis uma saborosa entrada, servida quente, ou até como prato principal acompanhada de uma boa salada verde ou gelos salteados. Ideias para variar? Fica aqui uma boa sugestão.

Obrigada Olga, gostei muito!


Ingredientes:
1 placa retangular de massa folhada
2 alheiras de caça
300g de bacon
1 cebola grande
salsa picada (uma quantidade bem generosa, mais ou menos 1/2 ramo)
sal e pimenta preta q.b
1 fio de azeite q.b
1 ovo.

Preparação:

1. Começar por preparar todos os ingredientes: Picar a cebola em cubos pequenos, cortar o bacon e cubos, tirar a pele às alheiras e picar a salsa. Reservar.

2. Numa frigideira larga, colocar um fio de azeite e refogar bem a cebola, até ficar translúcida.

3. Juntar o bacon e envolver no refogado da cebola.

4. Entretanto, adicionar ao refogado as alheiras, às quais foi previamente retirada a pele.

5. Misturar bem ao lume para envolver todos os ingredientes e temperar com sal e pimenta, tendo o cuidado de retificar primeiro, pois pode não precisar de sal dado o sal do bacon e do enchido. Por fim juntar a salsa picada e envolver. Retirar do lume e deixar arrefecer antes de montar o folhado.

6. Estender a massa folhada e nela colocar o preparado arrefecido. Dobrar em forma de envelope ou embrulho e pincelar com um ovo batido ou gema, ou gema diluída num pouco de leite.

7. Levar a forno bem quente, a 200ºC para cozer a massa folhada, o tempo necessário para a massa folhar. ( Mais ou menos 30 a 40 minutos).

8. Serve como prato principal, ou entrada. Acompanha bem com uma salada verde. 


Bom Apetite!

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

"Apenas 30 minutos" - Baguete Recheada com Mozarella e Tomate

Quantas vezes não nos apetece cozinhar e queremos algo que seja rápido, fácil e bom?

Esta é uma dessas sugestões, para uma entrada ou até para aquelas refeições de fim-de-semana, tipo petisco.

Mais simples não há e, é delicioso, para quem gosta, claro!

Com o final de semana à porta, que tal experimentarem para comprovarem quão bom é. 


Ingredientes:

1 Baguete Rústica

2 Bolas de Queijo Mozarella fresco

2 Tomates

Queijo ralado para gratinar

Sal, pimenta e oregãos


1) Fazer cortes na baguete como se fosse cortar em fatias, mas não cortar por inteiro. Pré-aquecer o forno a 200ºC

2) Cortar o tomate e a mozarella em rodelas. ( temperar com sal, pimenta e oregãos)

3)  Colocar em cada ranhura feita na baguete, uma rodela de tomate e mozarella. Repetir até preencher todos os cortes.

4) Num tabuleiro forrado com o papel vegetal colocar a baguete recheada e cobrir com queijo ralado e mais oregãos. Levar ao forno cerca de 15 minutos a 200ºC

Podem rechear com o que gostarem, fica ao critério e imaginação de cada um.

Esta receita foi inspirada na Anna Paola, uma italiana que vive na Austrália. Ela partilha as suas receitas no instagram, onde eu a conheci, bem como ao seu blogue, o qual recomendo uma visita.  https://annapaoladalessio.com


Bom Apetite!


quarta-feira, 4 de agosto de 2021

"Nem Carne, Nem Peixe" - Pastéis de Legumes em Massa Filo


A receita desta semana foi inspirada pela Gabriela Oliveira. Uns deliciosos pastéis em massa filo.

Em maio passado quando estive na Academia Vegan, para o  Workshop Cozinha 100% Vegetariana, Rápida e Prática, provei estes pastéis que ficaram logo como preferidos e, claro que teria que os replicar em casa.

Num destes dias, foi a receita escolhida para o dia nem carne, nem peixe. Deliciosos e aprovados mesmo por quem torce o nariz aos pratos vegetarianos. O certo é que o tempero bem aromático aliado à crocância da massa filo, transforma estes pastéis numa iguaria. 

De confeção simples, mas com um único segredo, o  do trabalho com a massa filo, pois é uma massa que requer cuidados, porque seca muito facilmente começando rapidamente a quebrar. Quando isso acontece, torna-se um pouco difícil embrulhar os pastéis. Dominado o manuseamento da massa, esta é uma receita fácil e acessível.  Uns pastéis que são excelentes como entrada ou até como refeição principal.

Recomendo e se querem surpreender com uma entrada diferente e não sabem o que fazer, esta pode ser a escolhida, garanto que todos irão gostar! 

Ingredientes:
(12 pastéis)
1 embalagem de massa filo (6 folhas)
1 talo de alho francês ou 1 cebola grande
1/2 couve coração de boi ou couve lombarda pequena (160g)
1 cenoura
1 cháv. de lentilhas vermelhas cozidas ou de nozes picadas
1 cháv. de milho-doce cozido 
Açafrão-das-índias, pimentão-doce, cominhos, gengibre e pimenta preta q.b
1 pitada de Pimenta de caiena (este tempero, acrescentei eu), portanto é facultativo
4 c. sopa de coentros picados
sementes de sésamo q.b. para polvilhar
sal e azeite q.b.

Preparação:

1. Mantenha a massa filo no frigorífico até ao momento de usar.

2. Corte o alho francês em rodelas fininhas, a couve em juliana e rale grosseiramente a cenoura; reserve as lentilhas cozidas e o milho

3. Numa frigideira com um fio de azeite, refogue o alho francês até fica macio. Junte a couve e a cenoura e tempere com sal, açafrão, pimentão-doce, cominhos, gengibre (usei fresco ralado) e pimenta, mexendo para libertar os aromas; deixe cozinhar por 5 minutos e misture as lentilhas, o milho e os coentros picados. Retifique o tempero.

4. Abra a massa, junte 6 folhas e corte-as ao meio e, depois novamente ao meio ( irá obter 24 pedaços). Separe 4 pedaços de folhas e pincele-as com azeite. sobrepondo-as. Deite duas colheradas do recheio ( usei uma colher das de chá) no centro e dobre, formando uma aba em cima e outra em baixo e, depois dobrando as laterais. Repita a operação até terminar os ingredientes.

5. Forre um tabuleiro com papel vegetal (usei a minha dica) e disponha os pastéis. Pincele-os com azeite ( para as semente aderirem) e polvilhe com sementes de sésamo ( ainda juntei sementes de papoila)

6. Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC, por cerca de 15 minutos ou até dourarem. Se preferir, coloque-os numa frigideira untada com azeite, em lume baixo, até dourarem de ambos os lados.

Sirva acabados de preparar ou deixe arrefecer sobre uma grelha, para que se mantenham estaladiços.

Nota: Como não domino ainda bem a massa filo, estou a estrear-me a trabalhar este tipo de massa, os rolinhos não saíram tão bem como queria, meio toscos, mas como tudo a perfeição alcança-se com a experiência e para melhorar há que repetir. O lema é sempre arriscar e continuar para melhorar.



Bom Apetite!


Fonte: Workshop Cozinha 100% Vegetariana, Rápida e Prática - Receita de Gabriela Oliveira - Academia Vegan

sexta-feira, 16 de julho de 2021

"Vamos Petiscar?" - Pasta de Delícias do Mar


Sempre que tenho um convite para almoçar ou jantar, esta entrada não falha. Nem preciso perguntar, sugiro esta pasta de delícias do mar e o sim é imediato.

Aprendi a receita com uma amiga há mais de 15 anos, adaptei-a e já a partilhei (aqui até têm um passo-a-passo com fotos, por isso se puderem vejam esta publicação mais antiga), mas ao longo destes anos aprimorei e volto a partilhar aqui com os pequenos ajustes que fiz.

Fica muito leve com a combinação do queijo creme e iogurte, sendo que a maionese é um complemento e não a base. Podemos acompanhar com palitos de legumes como cenoura, pepino, pimentos, ou até com as simples tostas ou com tortitas de milho. 

Com o fim-de-semana à porta, deixo a sugestão de uma entrada fresca sem peso na consciência para acompanhar uma bebida fresquinha num final de tarde quente dos típicos dias de Verão. Carpe Diem!

Ingredientes:
200g Delícias do Mar (12 a 13 barrinhas)
180g de Pickles (um frasco pequeno escorrido) ou 3 Pés de Cebolinho 
200g queijo creme (Philadélfia)
2 Iogurtes naturais
3 C. de Sopa de Maionese
1 C. de sopa de Ketchup
Umas gotas de molho inglês (facultativo)



Modo Tradicional
1. Na picadora ou Robôt de Cozinha picar as delícias do mar, sem desfazer. Retirar e picar os pickles.

2. Juntar às delícias.

3. Num recipiente juntar o queijo, os iogurtes naturais, a maionese e o ketchup. Bater até emulsionar todos os ingredientes.

4. Adicionar ao preparado das delícias do mar com os pickles e mexer até obter uma pasta cremosa.

5. Levar ao frigorífico ou servir de imediato.


Modo Bimby

1. No copo deitar as barrinhas de delícias do mar e dar uns 4 toques de turbo. Picar 3 Seg/ Vel 5

2. Retirar para um recipiente à parte, e deitar os pickles e picar 7 Seg/ Vel 5

3. Juntar às delícias do mar.

4. Entretanto, no copo sem lavar, deitar o queijo, os iogurtes, a maionese e o ketchup e bater 10 Seg/ Vel 3

5. Adicionar o preparado das delícias ao creme e envolver 15 Seg/ Vel 3.



Bom Apetite!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

"Nem Carne, Nem Peixe" - Cogumelos de Coentrada

 


Para o dia desta semana sem carne, nem peixe escolhi estes cogumelos de coentrada.

Costumo fazer muitas vezes, mas desta vez segui a receita da Gabriela Oliveira, do seu livro "Cozinha Vegetariana à Portuguesa, um livro que recomendo a quem se quer iniciar na cozinha vegetariana. Tem receitas muito acessíveis e fáceis e posso mesmo dizer que todas as que experimento são um sucesso.

Estes cogumelos podem simplesmente ser servidos como entrada ou até como petisco, acompanhados de broa de milho, mas eu escolhi servi-los como refeição principal e acompanhei com o simples e aromático arroz Basmati.

Variar é preciso e agora que estamos sempre em casa, é uma excelente oportunidade para testar receitas diferentes e quem sabe descobrir novos sabores. Deixo a minha sugestão, de um prato que é escolhido muitas vezes para este dia e que tenho a certeza que depois de experimentarem também irão gostar. Muito simples de fazer e se não encontrarem os cogumelos pleurotus, os outros mais comuns também servem.  Boa semana cheia de energia e boas ideias para encontrarmos o equilíbrio nestes tempos desafiadores.

Ingredientes:
( Serve 2 pessoas, como refeição principal)

300g de cogumelos Pleurotus (ou outros)
1 cebola
4 dentes de alho
1 ramo de coentros
1 folha de louro
100 ml de vinho branco
1 c.sopa cheia de amido de milho ou de outra farinha ( usei amido de milho ou melhor a conhecida farinha Maizena)
1 cháv. de água
sal q.b.
pimenta preta q.b.
azeite q.b.
1 limão
azeitonas q.b.


Preparação:

1. Corte os cogumelos em pedacinhos (incluindo os pedúnculos); pique finamente a cebola, o alho e os coentros.

2. Numa frigideira com um fio de azeite, refogue a cebola e o alho com o louro; junte o vinho e a metade dos coentros e deixe fervilhar. Adicione os cogumelos, tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar até ficarem al dente.

3. Dissolva o amido na água fria e junte na frigideira, mexendo até engrossar. Retifique o tempero.

4. Retire o louro, misture os restantes coentros picados e regue com um fio de azeite. Sirva com limão cortado em quartos, as azeitonas e broa de milho ( para entrada, ou petisco)

Eu servi como refeição principal, com arroz branco (Basmati) e ficou delicioso.



Bom Apetite!


Fonte: "Cozinha Vegetariana à Portuguesa" - Gabriela Oliveira, pág 45

Site: https://pt-pt.facebook.com/cozinhavegetariana.gabrielaoliveira 

domingo, 2 de fevereiro de 2020

"Conhecer Melhor" - Crepes


Sou uma curiosa nata, sempre à  procura da origem das receitas. Sendo o crepe uma receita tipicamente francesa, custa-me muito ouvir falar de crepes como se de panquecas se tratassem. 
Ora bem, crepe é completamente diferente de panqueca. O crepe tem que ser fino, quase transparente e maleável enquanto a panqueca é mais espessa e de textura completamente diferente. 
Se forem tão curiosos como eu, irão gostar de saber a origem deste pequeno círculo dourado, doce ou salgado que regala muitas bocas gulosas.


Em França, o dia 2 de fevereiro é conhecido pela "La Chandeleur" (ou Festa das Candeias), uma festa cristã de origem pagã, que celebra a luz. 
Já os celtas celebravam no inicio de fevereiro, a " festa do fogo" que marcava o final dos dias curtos e escuros de inverno. Invocavam a deusa da fertilidade, Brigit, andando pelos campos com tochas acesas, para que as próximas colheitas fossem abundantes. 
De pagã a cristã, esta festa passou a ser celebrada pela igreja católica como a Festa das Candeias, quarenta dias depois do Natal, ou seja, sempre a dia 2 de fevereiro, assinalando a apresentação de Jesus ao Templo, por sua mãe Maria e José.
Em 472 d.C. o Papa Gelásio I foi o responsável pela festa cristã, hoje celebrada anualmente, "A Chandeleur "ou "Festa das Candeias", onde se alumiavam os círios ou velas benzidas. 
Reza a história, que a origem do dia do crepe, celebrado em França, anualmente no dia 2 de fevereiro, se deve ao Papa Gelásio I, que por forma a incentivar o grande número de peregrinos que se deslocava para a festa, mandava distribuir crepes ("crispus", que em latim significa ondulado) para os recompensar pela caminhada e incentivar a continuar. Mantendo a tradição, o crepe é sobremesa obrigatória, neste dia, em toda a França.

Aspeto de uma folha de crepe fina e dourada

De forma redonda e de cor dourada, simbolizando a roda da vida e o sol, este representa assim o retorno da primavera e da luz depois dos dias sombrios e curtos de inverno. 
E, nada melhor que para celebrar o início de fevereiro, um mês cheio de projetos, objetivos e metas para cumprir, como ir para a cozinha e preparar uma pilha de crepes para adoçar o domingo que acordou lindo, vestido de azul céu.
Feliz dia de Nossa Senhora das Candeias, Dia do Crepe e acima de tudo de dia feliz de Luz!

Ingredientes:
( rende 16 crepes finos)

250g de farinha
4 ovos
500ml de leite
50g de manteiga derretida
1 pitada de sal
2 c. sopa de açúcar (usei apenas uma)

Preparação:
1. Numa taça larga deitar a farinha, o sal e o açúcar.
2. Abrir uma cova no meio e deitar os ovos, envolvendo com uma vara de arames, a farinha nos ovos, até formar uma massa espessa.
3. Deitar o leite frio, a pouco e pouco, e envolvendo sempre de forma a que a massa, que se apresenta espessa vá ficando liquida e uniforme. 
4. Por fim, quando a massa estiver fluída e homogénea juntar a manteiga previamente derretida.
5. Para fazer os crepes, eu uso uma frigideira própria que comprei só para crepes, mas pode usar uma frigideira larga. Untar ligeiramente com um pouco de manteiga ou óleo ( eu pincelo a superficie ou deito um fio de óleo e unto com papel absorvente, que reservo para ir,entre cada 4 crepes, untando a frigideira para não queimar).
6. Deitar uma concha pequena de massa ( que deve ficar fluida e não espessa), sobre a frigideira e balançar de forma a espalhar toda a massa uniformemente, para ficar bem fina.
7. Quando começa a formar bolhinhas está pronta a virar ( é uma questão de segundos, uma vez que a massa é pouco espessa), virar com a ajuda de uma espátula. Quando está boa, a massa solta-se e se arriscar pode voltar mesmo apenas atirando o crepe ao ar para ele voltar. É uma questão de prática :)
8. Voltar e deixar dourar do outro lado.
9. Repetir até a massa terminar.

Dicas importantes para um bom crepe:
# A massa deve ficar fluída e uniforme. 
# Colocar pouca massa na frigideira, pois o crepe quer-se fino e maleável, tipo folha de papel. 
# Podem-se rechear a gosto. Estes foram servidos simples, apenas recheados e cobertos com uma mistura de açúcar e canela.
# Podem ser guardados no frigorífico, bem acondicionados. Depois na hora de os servir, aquecer uns segundos no microondas e guarnecer a gosto.
# São excelentes para servir como prato principal, recheados com atum, frango, legumes. a imaginação é o limite!




Bom Apetite!


P.S: A receita que partilho e faço foi-me dada em miúda por uma amiga francesa, a Michelle, que aqui presto homenagem. Fazer crepes traz-me boas memórias de infância e de uma amiga que apesar de longe está sempre perto do meu coração, ela e a sua família linda.


terça-feira, 19 de março de 2019

"Reciclar é Poupar" - Mini-Fritattas de Legumes com Atum no Forno


Os ovos são sempre um bom recurso para qualquer improvisação. Para aproveitar o que sobrou do supremo de brócolos e tendo em conta a necessidade de fazer algo para levar na marmita, que não fosse preciso aquecer ou até para um jantar leve a meio da semana lá sairam meio improvisadas estas mini-fritattas de legumes.
De uma assentada terminei o pote de iogurte grego ( pois compro sempre o pote de 1 kg e vou gastando durante a semana), o supremo de brócolos, bem como, acabei com com alguns legumes; a desculpa  ideal para limpar o frigorífico de forma a reabastecer com as compras do fim-de-semana.
Mais uma vez por aqui a palavra de ordem é não estragar.
Com a Primavera a chegar, apetecem os passeios ao ar livre, piqueniques no campo, ou no jardim e até as refeições do dia-a-dia clamam por algo leve e saboroso. Estas pequeninas delicias de legumes, iogurte e ovo no forno, são sem dúvida uma óptima opção a considerar. A base é simples, o recheio pode-se variar, haja imaginação!



Ingredientes:
2 chalotas pequenas ou uma cebola pequena
1 cenoura
2 pimento mini coloridos ou meio pimento vermelho
1 cabeça de brócolos média ( ou 8 c. sopa de Supremo de Brócolos)
5 ovos
125g de iogurte grego magro
2 latas de atum ao natural ou em azeite
salsa q.b.
sal, pimenta preta, noz-moscada
azeite q.b.
manteiga para untar

Preparação:
 1. Leve a wok ou uma frigideira larga ao lume com um fio de azeite, deite a chalota picada finamente, depois junte a cenoura ripada e os pimentos em tiras finas deixando cozinhar 5 minutos.
2. Acrescentar os brócolos picados e deixe cozinhar até amolecer (como tinha preparado o Supremo de Brócolos, usei parte para a fritatta).
3. À parte, bata os ovos com uma vara de arames, junte o iogurte grego, o atum (bem escorrido), salsa picada a gosto, tempere de sal, pimenta moída na hora e noz-moscada. Envolva bem e distribuir pelas formas de queques ( até pouco mais de meio) previamente untadas com manteiga.
4. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 15 minutos aproximadamente ( depende sempre de forno para forno.
4. Servir com uma salada a gosto.



Bom Apetite!

quarta-feira, 6 de março de 2019

Creme de Abóbora com Coentros



Março, o mês da Primavera chegou! 
Nos primeiros dias o céu azul e o sol brilhante  aqueceram as almas, as temperaturas amenas colocaram um sorriso em cada face. Em uníssono exclamámos " que bom, a Primavera está quase a chegar"!
Pois é, foi sol de pouca dura; creio que foi mesmo para nos adoçar a boca para festejarmos um fim-de-semana prolongado oferta do Santo Calendário, com a festa do Carnaval.
Hoje o frio voltou, o céu vestiu de cinzento escuro e a chuva caiu em força. 
Como sabe bem regressar a casa, sabe tão bem uma comida quente e nada melhor do que uma sopa para nos confortar e aconchegar depois de um dia de trabalho. Hoje a minha sugestão é um aromático creme de abóbora com coentros! 



Ingredientes:
300g de abóbora
1 cebola
1 alho francês pequeno
1 cenoura
1 nabo
1 talo de brócolos (sempre quer compro brócolos, e se é uma cabeça grande, corto os floretes e guardo sempre o talo que corto às rodelas que como cozido a vapor ou uso nas sopas)
uma mão-cheia de coentros
1,5 l de água
sal
azeite

Preparação:
1. Numa panela deitar os legumes e cobri-los com água, cerca de 1,5 l de água. Levar ao lume, até os legumes estarem cozidos.
2. Desligar o lume e reduzir a puré.
3. Deitar o azeite e temperar com sal a gosto.
4. Juntar os coentros e levar ao lume até ferver. Sei que as aromáticas não se devem ferver, mas eu gosto de ferver a sopa uns minutos, portanto fica ao gosto de cada um.
5. Com a varinha mágica triturar até obter um creme.



Bom Apetite!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Sopa de Feijão Branco e Abóbora com Nabiças


As sopas não faltam cá em casa e têm um requisito especial, serem variadas.
Há combinações que agradam mais do que outras e, são essas as que se repetem como o  caso da sopa de feijão-branco com nabiças. 
Adoro a cremosidade dada pelo creme de feijão que combina na perfeição com a acidez da nabiça. Para variar, acrescentei 100g de abóbora e o resultado não poderia ter sido melhor: uma sopa cremosa, colorida e acima de tudo saborosa.
As sopas fazem parte de uma dieta saudável e não custam muito a fazer. Uma panela com água, legumes a gosto e deixar cozer. Depois triturar, juntar azeite e sal a gosto. Nada mais simples, prático e saudável!


Ingredientes:
( Rende 2 litros de sopa)

500g Feijão-branco cozido ( uma lata grande ou frasco de vidro)
100g de abóbora
1 cebola
2 dentes de alho
Nabiças (usei 150 g de nabiças já previamente arranjadas que se vendem em qualquer supermercado)
água ( deito até cobrir todos os legumes)
azeite
sal

Preparação:
1.Numa panela deitar o feijão-branco cozido, a abóbora cortada aos cubos, a cebola e o dente de alho grosseiramente cortados. Cobri com água e levar a cozer até ferver.

2. Quando os legumes tiverem cozido, reduzir a puré. ( Utilizo a varinha mágica, caso coza os legumes na Bimby, trituro 1 minuto na velocidade 3-5-7, gradualmente).

3. Juntar as nabiças previamente arranjadas ( eu gosto de ripar as folhas retirando os talos ), caso seja para triturar tudo, junto as folhas como vêm no saco já arranjadas). Deitar um fio de azeite ( junto 2 colheres de sopa, ou "a ollho"), tempero de sal e volto a levar ao lume. Deixo ferver cerca de 5 minutos. ( Dizem que não se deve cozer muitos os legumes, mas pessoalmente gosto mais das sopas com os legumes bem cozidos)

4. Servir bem quente. Nada como um prato de sopa a fumegar para aquecer nos dias frios de inverno.


Bom Apetite!

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Sopa de Chocolate da Avó



Após umas férias prolongadas (do Bago de Romã), cerca de quatro meses, nada como aproveitar a chegada oficial do Outono, para partilhar uma receita recheada de memórias.
Sempre que chega Outubro, não sei explicar a razão, mas a minha mente viaja sempre até ao meu primeiro dia de escola. Consigo fechar os olhos e visualizar a escola, a professora que me acolheu, uma senhora já dos seus sessenta anos, alta e esguia, vestida de fato cinzento. O seu ar austero, de óculos à ponta do nariz, cabelos brancos apanhados num carrapito, bem no alto da cabeça, impunha respeito ao chamar os novos alunos pelo nome. Eu pequenina, olhava curiosa com misto de ansiedade para o novo mundo que iria conhecer. Entrei então na minha sala, e de imediato a tranquilidade invadiu o meu coração pois fomos recebidos por uma senhora de olhar doce, já com idade de avó, a Professora Maria José Correia, que me acompanhou os quatros anos da escola primária, agora ensino básico. Posso mesmo dizer que foram os anos da minha vida de escola, os quais me deixaram mais saudade, a escola, a professora e os colegas dos quais me recordo de todos os nomes.
Enfim, chegamos a mais um Outubro e com ele chegam as manhãs fresquinhas e os dias mais curtos, acompanhado da nostalgia dos meus tempos de infância, onde o tempo parecia que demorava a passar.
Outubro transporta-me também para a cozinha da casa dos meus pais, onde passava as tardes, fazia os trabalhos da escola  e onde ajudava a minha mãe e avó a preparar o jantar, a preparar as compotas, marmelada e geleia que enchiam a despensa para  o Inverno e a fazer biscoitos.
Outubro transporta-me para o conforto do lar. Para a felicidade da chegada do final do dia, do regresso a casa.
E,  num destes dias nostálgicos, no caminho de regresso a casa, envolta nestes momentos mágicos, que vivi e que já não voltam que me recordei da Sopa de Chocolate da minha Avó.
Hoje, primeiro dia de Outono a sério, em que a chuva veio dar o ar da sua graça, esta sopa não me saía da cabeça, e desde cedo pensei no que seria o meu jantar. Cheguei a casa e em menos de 30 minutos a sopa estava na mesa!
Outubro, o mês de recomeços e de conforto, e é com a reconfortante Sopa de Chocolate da minha Avó que volto ao Bago de Romã. Sejam bem-vindos!

Ingredientes:
(2 pessoas)

1 lata de feijão vermelho das pequenas
1 batata
1 cebola pequena
1 folha de louro
azeite q.b
sal

Preparação:
Num panela, deitar o feijão já cozido com a água, a folha de louro, a batata e a cebola cortada em cubos. Juntar mais água ( a cobrir o feijão e a batata) e levar ao lume até a batata e a cebola estarem cozidas. 
Retirar a folha de louro e reduzir a puré. Retificar o sal e deitar o azeite.
Mexer e deixar cozinhar mais uns 2 a 3 minutos.
Nota: A consistência da sopa depende a água que se deita na panela. Eu prefiro deitar pouca água e depois acrescentar, caso seja necessário.
Esta sopa é excelente para aqueles dias em que não temos jantar pronto e precisamos de algo que nos conforte o estômago e a alma.
A minha avó costumava cozer o feijão, mas quando não tenho feijão cozido, as latas ou frascos de feijão já cozido são uma boa alternativa e não nos deixam ficar mal.



Bom Apetite!




sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

" A Cozinha dos Amigos" - Tarte de Atum com Mistura de Cogumelos e Espinafres


Às vezes a inspiração aparece de repente e, tudo muda. 
Esta tarte surgiu ao ver a página de uma amiga e seguidora deste blogue, a Maria Helena Gomes. Estava eu a fazer as partilhas diárias na página do facebook do Bago de Romã, quando vejo esta tarte de atum com mistura de cogumelos e espinafres, de autoria da Maria Helena.
"Mesmo a calhar"- respondi-lhe eu nos comentários, pois no frigorífico tinha duas mãos cheias de espinafres e meia dúzia de cogumelos, que iriam acabar em algo semelhante.
A vontade foi tanta de a replicar, tal o bom aspecto que tinha que nem hesitei tendo nessa mesma noite ido para a cozinha preparar a tarte, que serviria de almoço no dia seguinte.
Ficou tão boa que merecia partilha aqui no meu cantinho e, claro está, que só podia ser na rubrica "A Cozinha dos Amigos".
Muito obrigada Maria Helena Gomes pela inspiração do dia e que nos inspire muito mais com as suas partilhas.

Ingredientes:
1 placa de massa quebrada de compra
Cebola e alho picados ( usei 2 chalotas e um dente de alho)
Azeite
Cogumelos frescos
2 latas de atum ( uma de atum ao natural e outra de atum com tomate)
Uma mão cheia de espinafres frescos ( usei 2 )

3 ovos
200 ml de natas ligeiras

Sal, pimenta e noz-moscada q.b.
Queijo ralado a gosto
Preparação:

Pré-aquecer o forno a 220º ( se for ventilado, basta a 200º)

Colocar a placa de massa quebrada, com o papel vegetal, numa tarteira e com um garfo picar o fundo, para não empolar quando for a cozer. Deitar o atum esfarelado por cima e Reservar.

Numa Wok deitar um fio de azeite e juntar a cebola e o alho picado deixando refogar.

Juntar os cogumelos laminados e os espinafres. Mexer e temperar de sal e pimenta ( cuidado com o sal por causa do atum que já tem). Deitar esta mistura por cima do atum e com um garfo espalhar por toda a tarte. Colocar queijo ralado por cima.

Numa tigela, bater os ovos e juntar as natas. Bater bem até obter um creme e temperar a gosto ( aqui gosto de temperar com um pouco de noz-moscada ralada na hora e um pouco de 5 Bagas da Margão. Juntar queijo ralado, mexer e verter sobre a mistura de cogumelos, espinafres e atum.

Levar ao forno ao forno a 180º, cerca de 35 minutos, ou até ficar coradinha. ( no meu caso, esteve 35 minutos, a 220º. O meu forno é a gás).

(Excelente para uma refeição ou entrada, quente ou fria. Esta da foto serviu para levar para o almoço no escritório).



Bom Apetite!

Fonte: Receita de Maria Helena Gomes 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

"A Cozinha dos Amigos" - Bolo Salgado de Bacon, Queijo Feta e Azeitonas


Não há receita da Isabel que eu experimente que não fique bem. Faço, partilho com amigos e é sempre um sucesso, onde quer que vá.
Seguidora do seu blogue " Cinco Quartos de Laranja" desde 2008, só a conheci pessoalmente aquando do lançamento do seu primeiro livro, em Dezembro de 2012. Momento esse, em que  tive o privilégio de a felicitar, por algo que sempre acreditei, que as suas receitas chegariam a livro.
Engraçado que a Isabel foi daquelas pessoas com quem sempre me identifiquei. A empatia nasceu no dia que comecei a seguir o seu cantinho da culinária, quer pelas receitas partilhadas, quer pela forma de escrever que muito transmitia da pessoa que era e que constatei pessoalmente assim que a conheci. Nesse dia, ganhei uma "amiga" que de virtual passou a real, daí que ao fazer o seu Bolo Salgado que faz sempre sucesso onde quer que o leve, não poderia deixar de a homenagear aqui, na minha rubrica "Cozinha dos Amigos", pois para mim a Isabel é uma amiga. 
A receita foi transcrita do livro " O Livro de Petiscos da Isabel", livro que recomendo a todos os que gostam de receitas simples e criativas para saborear com a família e amigos. As fotos, as melhores que se arranjaram do lanche partilhado com amigos, que adoraram e pediram a receita. Nada como experimentar!



Ingredientes:
230g de farinha de trigo
2 c.chá de fermento em pó
3 ovos
100 ml de leite
60 ml de óleo
100g de bacon
100g de queijo feta
50g de azeitonas pretas sem caroço
1 c. chá de ervas finas ( usei Ervas de Provence)
Sal e Pimenta q.b

Preparação:
1. Bater os ovos numa taça. Adicionar o óleo e o leite, mexendo.
2. Adicionar a farinha, o fermento, o sal, a pimenta e as ervas finas secas.Mexer.
3. Juntar as azeitonas, o queijo feita e o bacon cortado em cubos.
4. Colocar a mistura numa forma de bolo  inglês previamente untada com manteiga.
5. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante aproximadamente 40 minutos. Antes de retirar, verificar a cozedura com um palito.


Bom Apetite!




terça-feira, 9 de janeiro de 2018

"Reciclar é Poupar" - Couscous dos Reis



O que é bom passa depressa. A azáfama de dezembro culminou no dia de Reis, data que encerra a temporada natalícia. Arrumam-se as decorações, os cartões personalizados de Boas Festas ( que guardo religiosamente os poucos que ainda recebo à moda antiga) e limpa-se os últimos cartuchos. No meu caso, não houve grandes sobras, apenas uma mistura de frutos secos feita por mim com amêndoas, arandos e sultanas douradas,que acabaram num couscous cor de sol, para animar os dias cinzentos.
Couscous dos Reis, assim quis que se chamasse pelo toque exótico dos frutos secos, pela cor vibrante dada pela curcuma ( mais conhecida pelo açafrão-das-índias) e pelo dia que os imaginei como aproveitamento dos poucos que restavam.
No próximo dia de Reis servirá de certeza como acompanhamento de uma refeição sumptuosa, este ano serviu apenas como refeição principal, de um almoço banal no escritório.
Um couscous colorido e rico em sabor que animou um dia triste e cinzento de janeiro.




Ingredientes:
(1 pessoa)

1/2 cháv. de chá de couscous
1/2 cháv de água quente
1 c.chá de curcuma
1 chalota ou cebola pequena (eu gosto muito de usar chalotas agora facilmente disponíveis em qualquer supermercado)
50g de bacon
1/2 cháv. de chá de mistura frutos secos ( arandos, amêndoas, sultanas douradas)
azeite q.b
sal q.b.

Preparação:
Numa taça fazer os couscous:
Deitar os couscous na taça, temperar com a curcuma, o sal e deitar a água a ferver. Tapar ( pode ser com película aderente) e deixar que os couscous absorvam a água por completo (uns 5 minutos)
Entretanto, numa frigideira larga ou wok (eu uso muito o wok para fazer estes preparados) deitar um fio de azeite, a chalota picada e deixar refogar. De seguida, deitar o bacon e mexer deixando o bacon saltear uns minutos junto com a chalota.
Por fim, juntar os frutos secos e envolver, ainda com o lume aceso para que se envolvam no preparado da chalota com o bacon. Apagar o lume e reservar.
Destapar os couscous e com um garfo soltar os grãos de forma a que fiquem bem soltos. Juntar na wok ao preparado e envolver bem com uma colher de pau.
Está pronto a servir.





Bom Apetite!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

"Nem Carne, Nem Peixe"- Tarte Simples de Tomate e Mozarella


Um frasco de pesto a terminar, apenas com uma colher das de sopa de molho, que mal dava para temperar qualquer prato de massa levou-me a esta simples tarte. 
Simples, apenas com tomate e mozarella; saborosa com o toque fresco dado pelo manjericão do pesto e rápida o suficiente, para em menos de 30 minutos ter na mesa uma refeição leve, para intercalar a proteína da carne e do peixe e, acompanhar a sopa do jantar.
Uma tarte daquelas tão simples que nem tem receita, mas gostei tanto da simplicidade e sabor que partilho uma sugestão que, tanto pode ser feita com massa quebrada como folhada, conforme o gosto e o que se tiver à mão. Cá em casa gostámos muito e é daquelas que será para repetir mais vezes.



Ingredientes:
1 embalagem de massa quebrada, fresca de compra
1 tomate grande ou 2 pequenos
1 bola de queijo mozarela fresca
1 c. sopa de molho pesto
manjericão seco para polvilhar q.b.
sal e pimenta  q.b.

Preparação:
1.Pré-aquecer o forno a 200ºC.
2.Forrar uma tarteira com a massa quebrada fresca, sem retirar o papel vegetal.
3.Picar o fundo com um garfo e pincelar com o molho pesto.
4.Dispor as rodelas de tomate ( eu não retirei as sementes mas, pode-se limpar o máximo ficando só a polpa carnuda, pois ao cozer vai vertendo líquido)
5.Colocar pedaços do queijo mozarella por cima do tomate. Temperar de sal e pimenta a gosto.
6.Polvilhar com manjericão e levar ao forno a 220ºC, cerca de 25 minutos, ou até ficar a massa a massa cozida e o queijo bem gratinado.

Picar a base com um garfo e barrar com o molho pesto

Dispôr o tomate em rodelas e por cima pedaços de queijo mozarella polvilhado com manjericão seco

Pronto a comer!


Bom Apetite!

sábado, 7 de janeiro de 2017

Sopa de Feijão Frade com Nabiças


O Dia de Reis encerra a quadra natalícia, e com ela se acabam os excessos e as gulodices impossíveis de resistir. Apesar de manter uma alimentação equilibrada e saudável, estes dias do Natal aos Reis são sempre propícios ao abuso, falo por mim que não sou indiferente aos fritos e doces típicos da época e, como tal necessito de retomar o ritmo para não descarrilar.
Os legumes e frutas imperam e a sopa é rainha da minha mesa. Hoje, apeteceu-me variar, e fazer a sopa de feijão frade com nabiças, tal como aprendi com a minha mãe.

Ingredientes:
Para 4 pessoas
1/2 molho de nabiças (mais ou menos 200g)
1 lata de feijão frade (das pequenas)
2 batatas médias
1 cebola
2 dentes de alho
água q.b.
20g deazeite
sal q.b.

Preparação:
Colocar numa panela o feijão frade escorrido, a batata e a cebola cortada aos cubos, os dentes de alho e cobrir com água. Levar a cozer até a batata estar cozida ( cerca de 20 minutos).
Quando os legumes estiverem cozidos, triturar com a varinha mágica até obter um puré cremoso.
Colocar as nabiças entretanto arranjadas ( costumo ripar com as mãos), temperar de sal e azeite e levar a ferver cerca de 10 minutos. Ao fim desse tempo, se gostar das nabiças mais desfeitas, voltar a tritutar uns segundos.

Modo Bimby:
No copo da Bimby colocar o feijão frade escorrido, a cebola e as batatas cortada em quartos e os alhos e cobri-los com água.
Tapar e colocar a varoma com as nabiças ripadas dentro. 
Levar a cozer cerca de 25 Min/100ºC/Vel.1.
Findo esse tempo triturar 1 Min/Vel.5-6-7.
Deitar as nabiças entretanto já cozidas a vapor, o azeite e temperar de sal. 
Marcar mais 5 Min/100ºC/Vel colher inversa. Findo o tempo marcar 5 Seg/Vel.5 se gostar das nabiças mais desfeitas.





Bom Apetite!


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

"Dicas e Sugestões" - Pinheirinhos de Natal


Nem só de doces se faz o Natal, por isso quero deixar a minha sugestão salgada, simples e visualmente apelativa para abrilhantar a mesa festiva da quadra que se vive. 
Não me alongo a falar destes acepipes que não têm receita, eu fiz estes salgados com duas qualidades de pesto mas poderão ser feito com outros ingredientes conforme o gosto pessoal (com fiambre, bacon, presunto, queijo), ou até fazer uma opção doce com mel e amêndoas, chocolate, etc. Um sem fim de alternativas, ao que a imaginação e gosto ditarem para um formato diferente e engraçado que, vi algures na net e repliquei num lanche natalício com amigos. Uma ideia surpreendente que agrada a todos e que não poderia deixar de partilhar aqui.
Concluo com o passo-a-passo fotográfico da sua preparação e, como tal espero que se inspirem para algo diferente neste Natal. Mãos-à-obra e Boas Festas!

Ingredientes:
Massa folhada fresca ( preferencialmente rectangular)
Molho pesto q.b.( usei de compra)
Molho pesto rosso q.b ( usei de compra)
1 ovo batido para pincelar
palitos (recomendo usar 2 por cada pinheirinho)
Forno pré-aquecido a 200º C


Preparar todos os ingredientes antes de começar a montar os pinheirinhos.

Pincelar a massa folhada com o molho pesto...

Metade para cada tipo de pesto.

Com uma faca cortar tiras com largura de 1 cm cada.

Montar os pinheirinhos, dando 5 voltas com a massa, ficando assim no final

Ir dobrando mais ou menos assim.

Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal e pincelar com o ovo batido

Disposição antes de irem ao forno. Convém espaçar porque vão crescer.
Levar a forno pré-aquecido a 200ºC, cerca de 20 minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer. Quando saem do forno parecem moles mas depois ficam secos e estaladiços

Para levar à mesa. como sugestão poderá colocar um quadrado de queijo como suporte para que fiquem em pé. 

Boas Festas!