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sexta-feira, 21 de julho de 2023

Salada Montanheira (Algarve)

Quando estou em terras algarvias vou a um restaurante que me servem as sardinhas assadas com uma salada que chamam montanheira e pensava para mim, porque razão chamavam salada montanheira, quando no Algarve não há montanhas. Pois, não há montanhas mas há Serra do Caldeirão, a Serra Algarvia. 

Ora bem, como gosto de aprender e saber mais, lá fui eu pesquisar e pelo que encontrei é uma tradicional receita da Serra Algarvia. Não é mais do que uma salada de tomate, pimento e pepino, cortados aos cubinhos e temperados com azeite, vinagre, sal e orégãos. Simples, não é?  E para ser bom, não precisa de ser complicado nem com ingredientes extraordinários, embora diga já que a qualidade dos mesmos influencia e muito no sabor final. 

Como cá em casa, em época de Verão nunca falta a salada de tomate e pepino com orégãos à mesa, mas cortados em rodelas, esta opção aos cubos, ou melhor a Salada Montanheira Algarvia veio para ficar.

Assim vamos variando a forma de apresentar a salada, que apesar de levar os mesmos ingredientes o resultado final é bem diferente em termos de sabor.

Sem dúvida, deliciosa e muito fresca sendo um acompanhamento de excelência quer para carne ou peixe. Haja ingredientes e sugiro, desde já, que experimentem com um tomate coração, pois o sabor deste tomate quando maduro é divinal.

Mais simples não há! 

Ingredientes:
Tomate
Pepino
Pimento
Cebola
2 c. sopa de azeite
1 c. sopa de vinagre
sal, orégãos

Preparação:

Lavar o tomate e o pepino.

Cortar o pepino ao meio e retirar as sementes, cortando em tiras e depois em cubos. Repetir o processo com o pimento e com o tomate.

Cortar a cebola em cubos pequenos.

Juntar tudo numa saladeira e temperar com sal, azeite, vinagre e orégâos.

Um acompanhamento fresco e bem saboroso para qualquer refeição, quer seja carne ou peixe. Excelente para os dias quentes de Verão.

Dica: Usar tomate coração de boi, bem vermelho e de preferência maduro sem estar mole. 
Fica delicioso.


Bom Apetite!

quarta-feira, 23 de março de 2022

Puré de duas batatas e espinafres


Como comer mais legumes? 

O puré de batata é um dos acompanhamentos favoritos cá de casa e a forma que tenho de ir variando é fazer algumas combinações como esta, que hoje partilho: batata, batata-doce e espinafres.

E, não é que ficou  bem saboroso! 

Ingredientes:
Batata roxa (8 batatas médias)
Batata-doce (2 batatas doces previamente assadas, tenho sempre legumes assados)
2 Chávenas de espinafres baby
leite qb
azeite q.b.
1 dente de alho
sal, pimenta preta e noz-moscada

Preparação:

Começar por cozer as batatas ao cubos.

Enquanto as batatas cozem, saltear os espinafres num fio de azeite com o dente de alho esmagado. Reservar.

Escorrer a  água e passar pelo passe-vite ou esmagar comum utensílio próprio para o efeito, as batatas cozidas e as batatas-doces assadas.

Num tacho deitar o puré o leite ( a quantidade de leite faço a olho, pois vou vendo a textura desejada), temperar com sal, pimenta preta e noz-moscada. Levar ao lume e mexer para homogeneizar. De seguida juntar os espinafres. Mexer e está pronto a servir.


Bom Apetite!

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Arroz de Cenoura, Beterraba e Manjericão



Adoro receitas que nascem da necessidade de escoar o que temos. Ao cozer as beterrabas para o bolo e como eram grandes, sobrou uma. Cortei em quartos e durante três dias usei nos meus batidos de pequeno-almoço, junto com a laranja. O reforço matinal de ferro dado pela beterraba cuja vitamina C da laranja contribuiu para que o ferro fosse bem absorvido.
Quanto ao restante quarto, optei por juntar ao arroz de cenoura criando um lindo arroz cor-de-rosa.
A combinação da cenoura e da forte beterraba foram atenuadas pelo aromático manjericão, no final um resultado surpreendente e a repetir.

Ingredientes:
2 cháv de arroz carolino
4 cháv. de água
1 cenoura
1 dente de alho
1/4 de beterraba
azeite q.b.
6 folhas de manjericão fresco

1) Triturar a beterraba cozida.
2) Num tacho deitar um fio de azeite, a cebola e o alho picado. 
3) Assim que a cebola estiver translúcida juntar a cenoura picada e a beterraba triturada.
4) Adicionar o arroz e deixar cozinhar uns minutos antes de juntar a água quente. Temperar de sal
5) Reduzir o lume e deixar cozinhar cerca de 15 minutos. Assim que o arroz "começar" a fazer buracos. Apagar o lume, juntar o manjericão fresco picado e tapar.




Bom Apetite!

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Tiras de Curgete no Forno


Variar os acompanhamentos é muitas vezes um desafio, no caso dos legumes, ora saem cozidos ora salteados, e cada vez mais assados no forno.
Uso muito o forno, aliás cada vez mais e, como os dias ainda não estão quentes ao ponto de não o querer ligar, aproveito este auxílio maravilhoso na cozinha. Basta ligar, colocar o que se pretende assar e deixá-lo trabalhar sossegado.
Para acompanhar umas espetadas de peru, assadas no forno, resolvi fazer estas tiras de curgete, que assaram ao mesmo tempo que a carne, melhor dizendo em menos tempo até, mas que beneficiaram do mesmo calor.
A minha sugestão para hoje e agora que o Verão chegou, é de um acompanhamento que gosto muito de fazer, pois além de acompanhar bem pratos de carne, é simples e saboroso, sendo sempre uma boa alternativa baixa em hidratos de carbono, principalmente para quem se preocupa com uma dieta saudável ou até para perder ou manter o peso. 



Ingredientes:
(1 pessoa)

1 curgete média 
sal, pimenta, alho em pó q.b.
1 fio de azeite

Preparação:
1. Com a ajuda de um descascador de legumes descascar a curgete sem tirar a casca por completo.
2. Aproveitar o descascador para cortar a curgete em tiras largas, ou seja, cortar longitudinalmente a curgete, obtendo assim tiras largas. Ir rodando até ficar apenas com o centro das sementes (essa parte, eu aproveitei para a sopa).
3. Num tabuleiro de ir ao forno, colocar uma folha de papel vegetal e dispor as tiras de curgete por cima.
4. Temperar, com sal, pimenta e alho em pó. Deitar um fio de azeite e com as mãos envolver as tiras de forma a ficarem temperadas por igual.
5. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 20 a 30 minutos. Estão prontas quando as bordas das fatias começam a ficar douradas.
Excelente acompanhamento para grelhados e assados.


Bom Apetite!

quarta-feira, 16 de junho de 2021

"Dicas & Sugestões" - Cebola Caramelizada

 


A cebola caramelizada é um excelente acompanhamento para complementar refeições. Dá um toque de requinte a qualquer prato, não só na aparência como também ao nível do sabor. Eu adoro e faço com regularidade, mas há uma dica muito simples que faz toda a diferença, o corte da cebola e, que aqui partilho como "Dica e Sugestão" desta semana: 

A minha dica  é cortar a cebola  com a ajuda de uma mandolina, pois o seu corte extra-fino permite uma textura única e bem saborosa.

Outra dica que também aprendi é usar apenas o creme balsâmico. 

As dicas estão dadas, agora venha daí a receita:

1 a 2 cebolas roxas
2 c. sopa de creme balsâmico
Azeite
Sal q.b.

Cortar a cebola em rodelas fininhas, com a ajuda de uma mandolina

Numa frigideira deitar um fio de azeite e saltear a cebola até ficar translúcida.

Deitar o creme balsâmico e o sal e mexer. Deixar a cebola envolver bem no creme, não deixar muito tempo para não queimar, tornando a cebola amarga.


Bom Apetite!

segunda-feira, 12 de abril de 2021

"Cozinha Criativa" - Risotto de Espargos


Adoro aprender, praticar, praticar e continuar a aprender. 

É o caso deste risotto, que adorei a primeira vez que o fiz ao replicar a receita da aula e que tinha que repetir. Como sobraram espargos (e já agora partilho uma dica infalível para os conservar, que é colocá-los num frasco com água e guardar no frigorífico, e aguentaram uma semana bem frescos), nem hesitei qual destino lhes dar e lá saiu mais um cremoso e delicioso risotto.

Fazer um risotto não é nenhum bicho de sete cabeças, mas tem os seus segredos, ou melhor uma técnica fundamental, a da cozedura lenta, mexendo sempre.

Segredos para um bom risotto: arroz adequado (carnaroli ou arbóreo), um bom caldo aromático, e cozedura lenta, incorporando lentamente o caldo no arroz. Terminar com uma boa dose de queijo parmesão ralado na hora e uma colher de manteiga bem fria, para lhe dar um brilho.

Aprendidas as dicas fundamentais é continuar a experimentar e, há tantas combinações deliciosas que uma certeza tenho, agora mais receitas irão aparecer por aqui. Eu sou fã de um bom risotto, e agora já o sei fazer bem, portanto já não tenho desculpa.

Como partilho convosco, creio que também ficam com as dicas certas para arriscarem, acreditem em mim que não falham e podem fazer um risotto que será um sucesso!


Ingredientes:
(2 pessoas)
6 espargos verdes  
100 g de arroz arbóreo 
50 ml de azeite 
1 cebola pequena (cerca de 100g) 
2 dentes de alho 
50 ml de vinho branco 
1 litro de caldo de legumes (água e legumes aromáticos, ex: aipo, alho francês, salsa, os pés dos espargos, etc.) 
sal q.b.
50 g manteiga gelada 
50 g queijo parmesão ralado 
 

Previamente podemos fazer o caldo aromático:

Levar a água e os aromáticos (verde do alho francês, aipo, louro, salsa, pimenta preta em grão, etc..), a cozer em água abundante ( dois litros, para conseguir um litro de caldo). Quanto mais tempo ficar a cozer lentamente mais apurado fica. Não se tempera com sal. Passar a chinês e escaldar os espargos neste caldo. 

Preparação:
Fazer um refogado com azeite, cebola picada e os dentes de alho. 
Juntar o arroz arbóreo e deixar fritar, mexemos lentamente para tentar não quebrar os grãos. Refrescar com o vinho branco. 
Deixar evaporar bem o álcool. 
Com uma concha, adicionar pouco a pouco o caldo aromático, mexendo sempre. 
Juntar os espargos a meio da cozedura e temperar com sal. Quando estiver no ponto (o bago de arroz deve estar al dente ) retirar e retificar temperos.  
Juntar o queijo e mexer.  
Ligar com a manteiga gelada e tapar 2 a 3 minutos. 
Servir de imediato.



Bom Apetite!


Fonte: Receita gentilmente cedida por Manuela Pinto - "Curso Cozinha Criativa"

quarta-feira, 24 de março de 2021

"Cozinha Criativa " - Polenta Colorida


A sêmola de milho para quem não conhece é o resultado da moagem incompleta do grão de milho, apresentando por isso uma textura granulada e grossa. Ideal para a preparação das papas ( as conhecidas papas de carolo), biscoitos e bolos,  bem como de um acompanhamento conhecido como polenta, caraterístico da cozinha italiana, sendo na Madeira conhecido como o típico milho frito. 

O milho é um óptimo substituto do arroz, massa e batata e é o principal ingrediente da receita que hoje partilho.

Já conhecia a sêmola de milho, dado que  é o ingrediente principal das papas de carolo, uma sobremesa típica da Beira Baixa, que aprendi com a minha mãe, mas em pratos salgados nunca tinha experimentado e confesso que a polenta era uma das receitas que estava na lista para experimentar.

Qual a minha surpresa que numa das aulas da "Cozinha Criativa" ia aprender esta receita, e não hesitei e colocá-la em prática passando de imediato para a lista de acompanhamentos favoritos e a repetir cá em casa.

Além de simples confeção é muito saborosa e com a vantagem de se poder congelar e ter sempre à mão para quando não há muito tempo para estar na cozinha. Encontrei uma nova forma forma subtil de comer legumes, pois além do colorido que dão ao prato, que o embeleza também o enriquecem com sabor.

Se não conhecem a sêmola de milho, aproveitem esta receita para experimentar, acho que depois de a  provarem irão ter sempre este ingrediente na despensa. 


Ingredientes:
1 cebola roxa 
1 cenoura pequena
6 Bimis
3 Rabanetes ( opcional)
1 raminho de salsa 
1 chávena de chá de sêmola de milho
3 chávenas de chá de água.  
sal q.b.  
azeite q,b

Preparação:
1. Saltear a cebola picada em azeite. Adicionar a cenoura em cubinhos, cortar os bimis separando os talos dos floretes, os rabanetes finamente laminados e cortados em pequenos cubos. Saltear os legumes.
2. Juntar a salsa picada e a polenta e mexer.  
3. Adicionar a água e mexer. 
4. Temperar com sal.  
5. Mexe-se sempre bem cerca de 10 minutos com lume baixo. 
6. Quando começar a fazer bolhinhas e ter pouca água desliga-se. 
7. Coloca-se num tabuleiro. 
8. Leva-se ao frio a solidificar algumas horas. 
9. Com um cortante ( um copo ou chávena) corta-se a polenta. 
10, Salteia-se em azeite ou leva-se ao forno. 
 
Saltear os legumes no azeite

Adicionar a polenta

Quando pronto, retirar para um recipiente largo e levar ao frio para solidificar.
Depois cortar na forma desejada

Cortar a gosto e levar a dourar numa frigideira com azeite ou ao forno


Servir como acompanhamento

Bom Apetite!


Fonte: Receita de Manuela Pinto - Curso Cozinha Criativa

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Couve Roxa com Maçã



A alimentação quer-se variada e colorida e nada melhor do que um acompanhamento bem garrido, como um estufado de couve roxa e maçã. 

A couve roxa uso normalmente crua em saladas, mas cozinhada desta forma é um excelente acompanhamento, principalmente para pratos de carne, quer sejam assados ou grelhados.

Nada mais simples de preparar e se sobrar, conserva-se bem no frigorífico uns 4 a 5 dias.

Não tem gordura, coze apenas em água, açúcar e sal que ajudam a fermentar a couve. Nada mais simples e saboroso. Fica então a minha receita.

Ingredientes:
1/2 couve roxa 
4 maçãs 
1 c. sopa de açúcar
1 c. sopa de vinagre
125 ml de água.
1.c.chá de sal

Preparação:

1) Preparar a couve roxa. Cortar ao meio, retirar o talo e cortar em juliana.

2) Num tacho deitar a água, o sal, o vinagre e o açúcar e levar ao lume. Quando ferver juntar a couve roxa cortada em juliana. Tapar.

3) Entretanto, colocar por cima da couve, a maçã colocada em quartos até cobrir a couve. Tapar e deixar cozinhar 45 minutos em lume brando

4) Ao final de 30 minutos, espreitar. A maçã já deve estar cozida e com uma colher desfazer a maçã e envolver na couve, Deixar cozinhar até a couve estar cozida.

1.Preparar a couve roxa em juliana

2.Colocar no tacho com a água, sal, açúcar e vinagre

3. Colocar as maçãs cortadas em quartos sobre a couve 




Bom Apetite!

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Migas de Feijão-Frade com Broa

 


Adoro as migas de feijão-frade com broa. Ora, com couve portuguesa ora, com couve coração, desde que bem migada e cozida, sem qualquer vestígio de água, para não ensopar o resultado final, que para mim tem que ficar mais para "o solto" e não empapado.

aqui partilhei a receita, baseada numa receita que me deram, mas comecei a fazê-las à minha maneira e confesso que gosto mais. Para memória futura e para quem quiser experimentar, aqui fica a minha receita.

Ingredientes:

  • 150g Couve migada para caldo-verde previamente cozida e bem escorrida ( 1 embalagem )
  • 2 Cháv. de Feijão Frade cozido (1 frasco de vidro ou uma lata das pequenas)
  • 200g de broa de milho grosseiramente picada
  • 2 dentes de alho
  • 100 ml de azeite
  • Vinagre q.b.
  • Sal, Pimenta preta ( 5 Bagas)
Preparação:

1. Em primeiro lugar cozer muito bem a couve em água e sal, até que esta fique bem cozida. Escorrer bem. Uma dica importante é retirar bem toda a água, pois a couve quer-se bem seca, para não ensopar a broa.
(Isto para quem gosta das migas soltas e não empapadas, como eu gosto secas, faço assim). Recomendo que guardem um pouco da água da cozedura da couve, caso achem que as migas estão a secar, irem deitando um pouco de água até obterem a consistência desejada.


2. Numa frigideira larga ou tacho largo( eu uso a WOK ) deitar o azeite e os dentes de alhos esmagados, deixar um a dois minutos para o azeite tomar o gosto do alho, sem o deixar queimar.

3. Retirar o alho e saltear a couve bem escorrida, ( eu costumo espremer com a mão até sair toda a água). Com duas colheres ou espátulas ir soltando a couve para saltear por inteiro. De seguida, juntar a broa grosseiramente picada num processador. ( Cuidado ao processar para não ficar muito ralada).

4. Envolver a broa na couve e deixar saltear uns minutos, tendo o cuidado de envolver bem. Temperar de sal e pimenta e borrifar com vinagre ( mais um menos uma colher das de sopa), eu faço a olho e provo, depende muito do gosto de cada um.

5. Por fim, adicionar o feijão-frade previamente cozido e bem escorrido. Envolver bem, e deixar uma a dois minutos para tomar o gosto dos restantes sabores.

6. Servir quente. Como ficam soltas, também se comem bem como salada fria. Acompanha bem quer pratos de peixe, quer pratos de carne.

Dica: Cozer muito bem a couve, escorrer bem. A couve deve estar bem seca. Depois de escorrida, costumo fazer bolas e aperto com a mão para retirar o excesso de água que possa ter.


Bom Apetite! 

quinta-feira, 14 de março de 2019

"In TeleCulinária" - Supremo de Brócolos


Variar acompanhamentos das refeições principais tem sido um dos meus objetivos para 2019, de forma a reduzir o consumo de hidratos de carbono.  Por vezes dou conta que repito os legumes cozidos a vapor, como o caso dos brócolos, como a  solução mais rápida de os consumir, o que me faz procurar novas receitas para experimentar.
Como ávida consumidora de revistas, livros e programas de culinária, encontrei a receita do supremo de brócolos numa TeleCulinária, revista que me acompanho desde o primeiro número (ainda miúda em casa da minha mãe) e como nunca que me desiludiu, lá ficou marcada para replicar.
Agradavelmente surpreendida com o resultado partilho aqui para a receita para quem quiser arriscar.


Ingredientes:
1 ramo de brócolos grande
3 colheres (sopa) de manteiga
sal q.b.

Preparação:
1. Corte os brócolos em pedaços, coloque-os no liquidificador e ligue-o até que os brócolos fiquem do tamanho de grãos de arroz.
Usei a Bimby  (triturei 7 seg/Vel.5).
2. Transfira para uma tigela e, se necessário, volte a triturar os pedaços que ficaram maiores. ( Na Bimby, não foi necessário repetir).
3. Leve ao lume uma frigideira grande com a manteiga, junte os brócolos picados e deixe saltear durante cerca de 5 a 10 minutos. Tempere com sal, mexa e sirva.
( Em vez da manteiga usei azeite e alho esmagado, no final temperei também com vinagre de sidra, porque gosto muito de temperar também com vinagre)

Apreciação: Receita a repetir, pois é um acompanhamento diferente e variado do usual.
Com o que sobrou fiz umas mini-fritattas de legumes no forno, que serão publicadas na próxima publicação.




Bom Apetite!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Tiras de Frango com Legumes Salteados


A pouco e pouco vou abandonando as refeições abundantes em hidratos de carbono, sendo cada vez mais frequentes os acompanhamentos ricos em legumes.
Um destes dias saiu uma combinação de legumes estufados que acompanharam umas tiras de frango aromatizadas com limão.
Salteados em azeite, os legumes vão lentamente tomando o seu lugar. Começa o alho francês, o alho, a chalota, o pimento vermelho, a cenoura, o tomate e por fim a curgete aos cubinhos. Salteando, em lume brando, os legumes vão se cruzando, ganhando sabor resultando assim num acompanhamento cheio de cor que alegra qualquer refeição, pois lá diz o ditado: os olhos também comem!
As fotos são as que pude arranjar no momento, pois esta refeição foi preparada propositamente para levar na marmita, espero que consiga passar a vontade de a replicar, pois mesmo quem não é fã de legumes aprovou!

Ingredientes:
(1 a 2 pessoas)

Mix de legumes:
1 chalota
1 alho francês
1 dente de alho
1 cenoura
1/2 pimento vermelho
1 tomate
1 curgete média
coentros ( 2 c.sopa de coentros picados)
azeite ( "eu faço a olho", mas é mais ou menos 2 c.sopa)
sal, mistura de 5 bagas ( Margão) e noz-moscada

carne:
200g de frango ( peito fatiado e cortado em tiras)
sal, pimenta
sumo e raspa de meio limão,
1/2 c. chá de curcuma ou açafrão das Índias
1/2 c. chá de colorau ou pimentão-doce

Preparação:
1. Preparar todos os legumes:
cortar o alho francês em rodelas finas, picar a chalota e o alho, ralar a cenoura, cortar em cubos o pimento, tomate ( retirar as sementes) e a curgete.
2. Levar a wok com um fio de azeite, deitar a chalota e o alho e deixar. Mexer. Juntar o alho francês e deixar amolecer. Ir mexendo, quando o alho francês estiver amolecido juntar o pimento e a cenoura.
Mexer.
3. Juntar o tomate. Mexer para que os legumes se misturem e cozinhem por igual. Ficam amolecidos.
4. Por fim juntar a curgete, temperar e deixar cozinhar uns minutos até a curgete estar cozinhada. Atenção que não ficam crocantes. Estes legumes ficam mais para o estufado, mas sem líquido.
5. Serve como acompanhamento.

Entretanto, preparar as tiras de frango num frigideira com um fio de azeite.
Quando cozinhadas juntar ao preparado de legumes e envolver.
Polvilhar com coentros picados e está pronto a servir.

Nota: (esta receita e foto foi preparada para levar na marmita para o escritório, e rendeu apenas para uma pessoa)


Bom Apetite!

sábado, 9 de junho de 2018

Migas de Feijão Frade, Couve e Broa à moda de Leiria


Em tempos que abundam receitas "low carb", descobri recentemente um acompanhamento saudável, bem português, que é tradicionalmente feito em Leiria. Bem conhecidas da Gastronomia Tradicional Portuguesa como as migas típicas da Beira Litoral ,conforme investiguei no livro da Cozinha Tradicional Portuguesa, encontrando aí uma receita similar da Maria de Lourdes Modesto, mas com grelos ao invés da couve migada.
Foi num destes dias e graças a uma jovem colega que comigo partilhou a receita da sua avó, que lá me aventurei a fazê-las de acordo com as dicas infalíveis que resultaram tal como eu esperava. Simplesmente deliciosas.
Claro que as que a avó da V. faz são melhores, pois as couves da sua horta, acabadas de colher  e migar têm outro encanto, mas como quem "não tem cão, caça com gato", a couve migada para caldo verde à venda em qualquer supermercado não deixou de fazer o mesmo efeito, tornando esta receita uma das que irei repetir, pois além do seu valor nutricional é uma óptima alternativa ao habitual, arroz ou batata.
Esta receita que partilho é resultado da minha curiosidade, da generosidade da V. em partilhar a receita da avó, bem como, a  felicidade de mostrar que em Portugal se come muito bem e saudável.
Deixo duas dicas importantes que fazem toda a diferença: cozer bem a couve e escorrer bem toda a água, antes de a misturar com o feijão e com a broa; pois se ficar alguma água, é o suficiente para as migas empaparem, em vez de ficarem soltas como mostram as fotos.
De facto, e seguindo o lema "O que é nacional é bom",estas migas são um bom exemplo da nossa cozinha tradicional portuguesa, sendo um prato saudável  e que se enquadra bem na atual tendência alimentar, de procura por alimentos não processados.



Ingredientes:
1 pacote couve para caldo verde ( pronto a usar)
200g de feijão frade cozido
broa de milho (meia broa)
2 dentes de alho
azeite ( uma quantidade generosa, mais ou menos 2 dl)

Preparação:
1. Cozer a couve em água e sal, deixá-la bem cozida.
2. Escorrer, de forma a que fique com menos água possível. ( eu espremi bem com a mão)
3. Escorrer o feijão frade.
4. Numa saladeira ou taça larga, deitar os ingredientes em camadas pela seguinte ordem: feijão frade, couve, broa.Repetir.
5. Num tacho pequeno deitar o azeite e o alho muito picadinho e levar ao lume até começar a ferver. 6. Por fim deitar o azeite a ferver por cima das migas. (Eu verti com uma colher, )
Envolver os ingredientes e está pronto a servir.
Excelente acompanhamento para carne ou peixe.

Excelente para levar na marmita para o trabalho. Come-se bem frio! Na foto, acompanha panadinhos feitos no forno


Bom Apetite!

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

"Reciclar é Poupar" - Couscous dos Reis



O que é bom passa depressa. A azáfama de dezembro culminou no dia de Reis, data que encerra a temporada natalícia. Arrumam-se as decorações, os cartões personalizados de Boas Festas ( que guardo religiosamente os poucos que ainda recebo à moda antiga) e limpa-se os últimos cartuchos. No meu caso, não houve grandes sobras, apenas uma mistura de frutos secos feita por mim com amêndoas, arandos e sultanas douradas,que acabaram num couscous cor de sol, para animar os dias cinzentos.
Couscous dos Reis, assim quis que se chamasse pelo toque exótico dos frutos secos, pela cor vibrante dada pela curcuma ( mais conhecida pelo açafrão-das-índias) e pelo dia que os imaginei como aproveitamento dos poucos que restavam.
No próximo dia de Reis servirá de certeza como acompanhamento de uma refeição sumptuosa, este ano serviu apenas como refeição principal, de um almoço banal no escritório.
Um couscous colorido e rico em sabor que animou um dia triste e cinzento de janeiro.




Ingredientes:
(1 pessoa)

1/2 cháv. de chá de couscous
1/2 cháv de água quente
1 c.chá de curcuma
1 chalota ou cebola pequena (eu gosto muito de usar chalotas agora facilmente disponíveis em qualquer supermercado)
50g de bacon
1/2 cháv. de chá de mistura frutos secos ( arandos, amêndoas, sultanas douradas)
azeite q.b
sal q.b.

Preparação:
Numa taça fazer os couscous:
Deitar os couscous na taça, temperar com a curcuma, o sal e deitar a água a ferver. Tapar ( pode ser com película aderente) e deixar que os couscous absorvam a água por completo (uns 5 minutos)
Entretanto, numa frigideira larga ou wok (eu uso muito o wok para fazer estes preparados) deitar um fio de azeite, a chalota picada e deixar refogar. De seguida, deitar o bacon e mexer deixando o bacon saltear uns minutos junto com a chalota.
Por fim, juntar os frutos secos e envolver, ainda com o lume aceso para que se envolvam no preparado da chalota com o bacon. Apagar o lume e reservar.
Destapar os couscous e com um garfo soltar os grãos de forma a que fiquem bem soltos. Juntar na wok ao preparado e envolver bem com uma colher de pau.
Está pronto a servir.





Bom Apetite!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Ervilhas Guisadas à Minha Moda


Finalmente é inverno a sério! Ao abrir a janela pela manhã, sinto a geada e confesso que gosto do ar frio da manhã, revitaliza ao mesmo tempo que pede o conforto de comidas mais substanciais e quentes. Quem quer saber de grelhados e saladas com este frio? Eu não. Por isso, esta estação é péssima para mim pois, além de me apetecer as comidinhas apetitosas e mais calóricas, o frio faz-me ficar mais recolhida em casa e, consequentemente o peso sobe sempre umas gramas...uma chatice! 
Como o inverno não dura para sempre, há que aproveitá-lo bem e, como o frio não perdoa fui para a cozinha e fiz o meu guisado de ervilhas com ovos escalfados. Uma das minhas comidas de conforto. 



Ingredientes:
    ( 4 Pessoas)

500g de ervilhas congeladas (eu gosto das Ervilhas Primavera da Iglo, são pequeninas e muito saborosas)
1 cebola
2 dentes de alho
azeite q.b.
1 folha de louro
1 cenoura
2 batatas grandes
150g de bacon
50 ml de vinho branco
1 c.sopa de tomate concentrado ( dos que se vendem em bisnagas) ou 2 c.sopa de polpa de tomate
água q.b.
1 ovo por pessoa
sal, pimenta ( uso as 5 bagas da Margão) e noz-moscada q.b

Preparação:
Descascar e picar a cebola e os alhos.Descascar as batatas e as cenouras e cortá-las aos cubos.
Levar ao lume um tacho com o azeite ( a cobrir o fundo), a cebola, os alhos picados e o louro.
Quando a cebola tiver amolecido, juntar o bacon aos cubinhos, mexer e deixar saltear. 
Adicionar a cenoura, o tomate concentrado, regar com o vinho branco e um pouco de água. Temperar com sal, pimenta e noz.-moscada. 
Deixar ferver um pouco.
Juntar as batatas aos cubos e as ervilhas, mexer. Tapar e deixar cozinhar em lume brando cerca de 15 minutos ( gosto das ervilhas bem cozinhadas até ficarem como na foto)
Quando as batatas estiverem cozidas ( picar com um garfo), partir um ovo de cada vez para uma tigela e adicionar ao guisado. Como somos apenas dois e cozinho para quatro, coloco dois ovos para comer no imediato dado que guardo o restante para congelar ou para outra refeição ( geralmente é para levar para o almoço do dia seguinte)
Retirar do lume quando os ovos estiverem no ponto desejado. 
Servir de imediato.



Bom Apetite!


Fonte: Inspirada pela cozinha da minha mãe.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Na Cozinha dos Amigos - Rösti


Conheço a M. desde os meus 10 anos, ou seja há 35 anos. Ela tem a idade da minha mãe e a as filhas rondam a minha faixa etária, sendo uma mais velha e outra mais nova do que eu. Bela amizade  esta que se iniciou numas férias e que nunca morreu apesar da longa distância em que vivemos. Nós em Lisboa, ela em Genéve. Sempre nos correspondemos e, hoje graças às novas tecnologias ( bem haja internet ) estamos muito mais próximas; longe vão os tempos em que as cartas  eram o nosso meio de contacto, portanto resta-me dizer: Viva a tecnologia!
Há pouco tempo tive o privilégio de a visitar e passar uns dias em sua casa, na Suiça, claro está que durante 5 dias absorvi toda a atmosfera que me rodeou. Desenferrujei o meu francês, visitei vários sítios emblemáticos, dei um pulo a França, ou não fosse a dois passos da Suiça, passei pelos supermercados, mercados e deliciei-me com todos os petiscos locais não faltando o bom queijo, bem como o excelente chocolate (Ou não fosse o país do chocolate). Apesar dos poucos dias, dias esses quase sempre cinzentos e abençoados com alguma chuva, foram muito calorosos, quer para a alma quer para o estômago. Entre os vários pratos típicos que comi, sendo um deles o Fondue de queijo (o tradicional), saiu a meu pedido, numa das refeições, um acompanhamento que me trazia recordações das férias: o Rösti. 
Oportunidade única de o ver fazer, sendo que nada como ver fazer para aprender e, para memória futura  aqui ficam as fotos originais e a receita do Rösti, um prato típico da cozinha suiça. 
Tradicionalmente é feito com batata cozida com pele (de preferência cozida na véspera), mas pode-se também fazer com batata crua ralada. Eu gostei e gosto muito de Rösti e para além de ser um acompanhamento diferente é excelente para aproveitar batata cozida que sobra de outra refeição, ou quem sabe dar asas à imaginação.
Segue a receita e bom proveito:

Ralar a batata previamente cozida com pele ( 4 a 6 batatas médias)

Juntar as chalotas ( 3 pequenas) previamente raladas ou picadas finamente.

Temperar com sal e pimenta preta.

Levar ao lume uma frigideira larga com um pouco de manteiga ( eu prefiro o azeite),

Juntar o preparado da batata e da chalota e com as costas da colher espalhá-lo pela frigideira,

Espalhar até formar uma base tipo uma bolacha grande e deixar dourar,

Ao fim de alguns minutos, voltar com a ajuda de um prato ou de um utensílio próprio para tortilhas e deixar dourar do outro lado. Logo que dourar de ambos os lados, retirar para um prato de servir.
Bom Apetite!

Fotos:Tiradas com telemóvel Samsung J5. 
Fonte:Receita by Michelle M.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Cuscuz ou Couscous com Bacon, Sultanas e Amêndoas


O novo ano traz sempre novas resoluções e uma delas é experimentar novos alimentos, ingredientes e fazer novas experiências culinárias. Hoje foi o dia do Cuscuz ou Couscous ( grafia francesa) graças a uma colega que me deu a dica para um delicioso resultado. 
A primeira vez que tentei fazer um prato de cuscuz foi um desastre. Segui as dicas da embalagem e até não saiu mal, pois o cuscuz até ficou  bem solto, o pior é que detestei o sabor ( dele ainda simples) e para não arruinar o prato final optei por não fazer e foi direitinho ao lixo ( o que eu lamentei porque detesto deitar comida fora). Não tive vontade de repetir, até que em conversa com uma colega, a C. aprendi como ela o fazia e não descansei enquanto não experimentasse.  
Hoje cheguei a casa e preparei o meu cuscuz; à dica da C. juntei dois ingredientes que sobraram do Ano Novo e o resultado final apaziguou os meus receios. Esta é a prova de que não devemos desistir de provar ou experimentar algo que numa primeira vez não foi do nosso agrado. Se não fosse a minha colega C. acho que nunca mais faria cuscuz e o que eu perdia... 


Ingredientes:
1 cháv. de chá de cuscuz
1 cháv. de chá de água a ferver
2 chalotas 
1 dente de alho
azeite q.b
bacon ( umas 50g)
sultanas ( uma mão cheia)
amêndoas em lascas ( uma mão cheia) 
sal
pimenta ( uso sempre as 5 Bagas da Margão)
vinagre balsâmico
1 folha de louro

Preparação:
1. Preparar o cuscuz: 
Numa taça deitar o cuscuz e cobrir com a água a ferver.Tapar e reservar.
2. Entretanto, numa frigideira ou Wok ( eu gosto muito de utlizar a Wok), deitar um fio de azeite ( 2 colheres de sopa), a chalota e o alho picado. 
Juntar o bacon e a folha de louro, deixar refogar mexendo sempre. 
3. Assim que a cebola esteja translúcida deitar as amêndoas ( eu já as tinha tostado previamente) e as sultanas. Mexer
4. Temperar com sal, pimenta e borrifar com o vinagre balsâmico. Mexer.
5. Com um garfo soltar o cuscuz e juntar o preparado envolvendo com uma colher de pau.
Está pronto a servir como prato principal ou acompanhamento. 
 


Bom Apetite!