Onde o mar respira, o coração repousa.
O mar respira em ondas,
o coração pulsa em marés.
Ambos guardam profundezas
que ninguém lê de uma só vez.
O mar nunca está completamente quieto.
Mesmo quando parece parado, ele está respirando:
onda vai, onda vem.
Esse movimento é natural, contínuo, inevitável.
O coração é igual.
Mesmo no silêncio do corpo,
ele pulsa: bate, pausa, bate.
Também é um ritmo que ninguém controla conscientemente.
O mar tem tempestades, correntezas,
dias calmos em que tudo brilha.
O coração também:
tem dias de paz e dias de tormenta,
momentos de águas transparentes
e momentos de águas escuras, onde a gente não se enxerga direito.
No fundo do mar, há mistérios que ninguém alcança.
No fundo do coração, também.
E o mais bonito:
para navegar o mar, a gente aprende a confiar na onda.
Para viver o coração, a gente precisa confiar no sentir.
A noite repousa profunda,
e o mar respira
como um animal gigante.
Suas ondas sobem e descem
num ritmo antigo,
mais velho que a memória dos homens.
O barco, pequeno, escuta.
Não há barulho que interrompa
esse fôlego do mundo.
É como se o mar sonhasse,
e tudo tivesse que esperar
o sonho terminar.
Quem está ali entende:
não existe solidão
quando o oceano se move.
Bate onda, bate coração ❤️
Bate saudade



























