Arquivo para novembro \23\-03:00 2017

baby, há quanto tempo

Bem no dia em que eu soube que teria uma viagem a trabalho para a mesma cidade aonde você mora hoje, na rádio que eu ouvia displicentemente tocou sua música brasileira favorita. Nos meus ouvidos, na hora da mensagem. E depois a música que eu amo e que fala de uma garota bonita, que eu sempre sonhei que alguém cantaria para mim e toca no final de um filme muito amado. No fim a viagem não aconteceu, e tudo bem. Já me acostumei a remendar esse coração tão partido de expectativas frustradas.

Você, que sempre me dizia o quanto eu era incrível. Seus olhos de mar verde. Sem querer achei suas fotos outro dia no celular, enquanto procurava outra coisa, e meu coração se encheu de amor. Depois que você foi embora eu tive que aprender a me achar incrível sozinha. E a cada dia é uma nova descoberta, sem ter você para compartilhar meu novo auto-amor encontrado ou um amor alheio oferecido e recusado. É preciso aceitar os outros amores, eu penso. Já que você tentava me ensinar, sem nada dizer, a ser mais aberta e mais leve, mais presente no mundo. A não temer minha força e minha fragilidade.

Num tal feriado de ação de graças, eu agradeço você um dia ter entrado na minha vida para trocar tudo de lugar. Há três dias chove sem parar. 


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