O meu ano todo de 2014 foi de grandes esperas para começar algo novo – esperar passar a viagem de férias, esperar hóspede sair de casa, esperar passar a copa, esperar passar mais viagem, e agosto turbulento, e mais viagem, e mais viagem e ufa…! Agora, já nas beiradas de novembro é que sossego um pouco – apesar de inspirar dois meses de muito trabalho a seguir, só agora consigo serenidade para começar a arrumar a casa: a figurada (aqui dentro, para tocar projetos pessoais que estavam encostados esperando uma chance); e a literal (que tem muitas caixas aguardando atenção, e quadros para pendurar, luminárias para comprar, decorações para ajeitar, armário para limpar).
E é arrumando a casa literal que eu tento colocar os pensamentos da casa figurada em ordem; porque essa sim é a parte mais difícil. A gente sempre busca subterfúgios para não olhar para dentro, encarar de frente o que está errado e finalmente arregaçar as mangas para mudar. O ano de 2014 está sendo lindo e intenso, montanha-russa de lutas e conquistas; e todo esse turbilhão interno sendo postergado para depois do próximo plano finalizado. Agora, que já não há mais grandes planos arquitetados por alguns meses, o único querer é chegar aos 30, em pouco mais de 40 dias, com “a mente quieta, a coluna ereta e o coração tranquilo”. Andiamo.