
mencionado por:
Eduardo Jorge
Júlio Lira
Diego Vinhas
Menciona a:Aldir Brasil Jr.
Angela de Campos
Age de Carvalho
Júlio Castañon Guimarães
Diego Vinhas
Duda Machado
Eduardo Jorge
Francisco Alvim
Júlio Lira
3 poemas
Piano
sob o jasmineiro
em flor
um passante recolhe
uma moeda
no instante em que
o velho
com um quarto minguante
de dedos
quebra o chapéu sobre
a testa
Senão por si e mangue
não há trincos
a água está aberta
e chuva deitou-se em rio
e compassada pressa
que senão por si e mangue
se diria de tão claro
rio recolhido
em bacia de flandres
refluir calmo de arestas
leve desprumo nas divisas d’água
cracas floram carnaúbas
sob trapiche
guirlanda de visco, algo ou lodo
que senão por si e mangue
se diria de tão breve
lapso de luz sobre água
Mediterrâneo
a cor do jaspe
cintila a cada passo
a orquídea secreta
apressa-se das folhas
paro para fitar
os olhos do miúra
e a frialdade da noite
sopra vagamente
um hálito de água
Ruy Vasconcelos
Professor da Universidade de Fortaleza. Compôs canções, roteirizou e dirigiu documentários, editou algumas traduções, publicou poemas e textos diversos, por vários meios, no Brasil e exterior. Tendo morado em diferentes regiões brasileiras e na Inglaterra na década de 90, fixou-se em Fortaleza, em 2002. Optou por não reunir seus poemas em livro.
Poética
Sem dúvida dois poetas maiores do séc. XX são Robert Bresson e Carl Dreyer. E, de resto, as palavras de George Oppen: “Dificilmente a obra de poetas contemporâneos é o vetor mais importante na consolidação da obra de um poeta em formação. Quase sempre não é.” Então, resta o sabor da companhia, aroma de conversas, escolhas afetivas.
Eduardo Jorge
Júlio Lira
Diego Vinhas
Menciona a:Aldir Brasil Jr.
Angela de Campos
Age de Carvalho
Júlio Castañon Guimarães
Diego Vinhas
Duda Machado
Eduardo Jorge
Francisco Alvim
Júlio Lira
3 poemas
Piano
sob o jasmineiro
em flor
um passante recolhe
uma moeda
no instante em que
o velho
com um quarto minguante
de dedos
quebra o chapéu sobre
a testa
Senão por si e mangue
não há trincos
a água está aberta
e chuva deitou-se em rio
e compassada pressa
que senão por si e mangue
se diria de tão claro
rio recolhido
em bacia de flandres
refluir calmo de arestas
leve desprumo nas divisas d’água
cracas floram carnaúbas
sob trapiche
guirlanda de visco, algo ou lodo
que senão por si e mangue
se diria de tão breve
lapso de luz sobre água
Mediterrâneo
a cor do jaspe
cintila a cada passo
a orquídea secreta
apressa-se das folhas
paro para fitar
os olhos do miúra
e a frialdade da noite
sopra vagamente
um hálito de água
Ruy Vasconcelos
Professor da Universidade de Fortaleza. Compôs canções, roteirizou e dirigiu documentários, editou algumas traduções, publicou poemas e textos diversos, por vários meios, no Brasil e exterior. Tendo morado em diferentes regiões brasileiras e na Inglaterra na década de 90, fixou-se em Fortaleza, em 2002. Optou por não reunir seus poemas em livro.
Poética
Sem dúvida dois poetas maiores do séc. XX são Robert Bresson e Carl Dreyer. E, de resto, as palavras de George Oppen: “Dificilmente a obra de poetas contemporâneos é o vetor mais importante na consolidação da obra de um poeta em formação. Quase sempre não é.” Então, resta o sabor da companhia, aroma de conversas, escolhas afetivas.