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19 de setembro de 2024

TREVAS DA SOLITÁRIA

As grades de ferro corroídas pelo tempo
Chão imundo com ratos atravessando
Na única parede tem uma minúscula janela
De onde mal consigo ver o Sol
O cheiro é muito repugnante
A cama de cimento sem cobertor

Estou ficando com as barbas longas
Meus dentes estão caindo
Minhas mãos e meus pés estão ressecando
Os ossos do meu corpo estão evidentes
Meus olhos fundos e quase sem enxergar
Sou um moribundo agora

Fui esquecido por todos
Ninguém me quer por perto
Posso morrer que não farei falta
Mas essa não é a minha escolha
Rezo à todo momento pra Deus me livrar
Quero voltar a ser livre

No mundo dos justos é tudo injustiça
Se queremos mudar esse mundo
Temos que mudar esse pensamento imundo
Mostrem que somos inteligentes e não passivos
Aceite o que o seu país tem de bom
Rejeite o imperialismo e quem fala com você em alto tom
Assim conseguiremos se mantermos vivos

Arthur Claro


Essa poesia já tinha o nome e a ideia do que ela se tratava, porém eu (Arthur Claro) demorei para conseguir escrever ela, mas fui escrevendo aos poucos e assim consegui criá-la. A poesia é sobre um homem preso refletindo sobre o seu tempo na cadeia.