quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Igreja da Lagoinha movimentou R$ 57 milhões

PGR recebe pedido de suspeição de Mendonça

 

Sessão prenunciou o fim de um ciclo do STF

Charge: Alexandre Beck
Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:


Nas horas seguintes à conflituosa sessão do Supremo, cassandras da mídia proclamaram sua morte e completo descrédito junto à sociedade, após a lavação de roupa suja e as estilingadas verbais entre representantes dos dois grupos que racham a corte ao meio.

Lorotas, mal intencionadas ou não. Espancar as instituições, mostrá-las como indigentes ajuda sempre a direita.

Mas o Supremo, como disse o ministro Flavio Dino, “é maior do que qualquer um que o integra”. Maior que a soma de seus integrantes, eu acrescentaria.

Mas pode estar vivendo seu ciclo final aquele STF que conhecemos desde 1988, designado pela Constituinte como guardião da promessa de um país democrático e mais justo inscrita na Constituição.

Cármen Lúcia deve desculpas a si mesma

Foto: Rosinei Coutinho/STF
Por Kiko Nogueira, no Diário do Centro do Mundo (DCM):

“Peço desculpas ao povo brasileiro que talvez tenha esperado de mim uma posição diferente.” Foi assim que Cármen Lúcia encerrou nesta terça-feira (15) um voto em que se declarou em “profunda consternação e tristeza” com a crise no Supremo Tribunal Federal (STF).

A ministra disse se sentir “um pouco até envergonhada” e reconheceu que a Corte provocou um “mal-estar cívico” no país. “O Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e nós geramos intranquilidade”, afirmou.

Cármen votou para manter separados os processos relacionados a Alexandre de Moraes e André Mendonça no caso Master. Acompanhou Edson Fachin, Mendonça e Luiz Fux. Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Moraes defenderam a tramitação conjunta. Flávio Dino também se posicionou pela reunião dos casos, mas pediu vista, e seu voto não entrou no placar provisório de 4 a 3.

Edir Macedo e Record são punidos por homofobia

Charge: Que Mário?/Sindsef/SP
Por Altamiro Borges


Em decisão proferida nessa terça-feira (15), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) condenou o bispo Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), e a TV Record, que é controlada pela instituição evangélica, a pagar R$ 1,5 milhão por danos morais coletivos em razão de uma fala homofóbica durante um especial de Natal da emissora, em 2022.

O TRF-4 julgou recursos apresentados pelas partes e manteve o entendimento da primeira instância de que a declaração do “bispo” ultrapassou os limites da liberdade de manifestação e configurou estímulo à intolerância contra a população LGBTQIA+. A decisão ainda pode ser questionada por meio de recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Suprema Corte derrota golpismo de Trump

Cédulas de votação por correio no cartório eleitoral durante
as eleições primárias em San Diego, Califórnia, 2/junho/2026.
Foto: Mike Blake/Reuters


Por Altamiro Borges


O ditador Donald Trump sofreu um importante revés nesta segunda-feira (14). A Suprema Corte dos EUA negou o seu pedido para restringir o voto por correio nas decisivas eleições legislativas de meio de mandato, em novembro próximo. Por ampla maioria, os ministros mantiveram a liminar da juíza federal Indira Talwani, de Boston, que rejeitou decreto do presidente neofascista, de março passado, que endurecia as regras do Serviço Postal contra esta forma tradicional de votação dos estadunidenses.

Como registra a agência Reuters, “republicanos e democratas travam uma disputa acirrada pelo controle do Congresso nas eleições de meio de mandato. Restringir o voto pelo correio tende a favorecer os republicanos, já que os eleitores democratas usam essa modalidade em proporção maior, segundo pesquisas. A votação por correio é comum nos EUA e é utilizada por eleitores idosos, que vivem em locais afastados, têm dificuldade de locomoção ou que sabem que estarão viajando no dia da eleição”.