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28 de outubro de 2016

RESENHA: O MORCEGO - Jo Nesbo (Ed. Record)



Olá, pessoal!

Hoje vou falar sobre O MORCEGO do JO NESBO, lançado pela editora RECORD.

O MorcegoO MORCEGO
JO NESBO
Editora: RECORD
Ano: 2016
Nº págs: 350
Gênero: Policial, Suspense, Thriller

SINOPSE: Do submundo de Sydney às lendas aborígines, Jo Nesbø conduz o leitor por uma trama violenta e eletrizante, no primeiro grande caso de Harry Hole. O corpo de uma jovem norueguesa é encontrado em um rochedo no fundo de um penhasco. O caso intriga a polícia: a vítima apresenta sinais de estrangulamento e suspeita-se de violência sexual, mas não há qualquer vestígio de DNA ou impressão digital do criminoso. Para colaborar com as investigações, a Divisão de Homicídios da Noruega envia o inspetor Harry Hole à cidade. Junto com o policial Andrew Kensington, Harry se depara com um caso mais complexo do que imagina: o que inicialmente parecia ser um crime isolado é apenas mais um em uma série de assassinatos cometidos por todo o país, sem qualquer relação aparente entre si. Um serial killer está à solta na cidade e, para Harry, a caçada começou.

Quem acompanha o blog sabe o quanto gosto do NESBO, mas confesso quase ter tido uma síncope quando a RECORD anunciou o lançamento de O MORCEGO, não, não foi por ser um novo livro do autor, e sim por ser O PRIMEIRO CASO do detetive HARRY HOLE! Galera, eu ADORO o Hole e fiquei em êxtase ao saber que esse era seu primeiro caso.

Confesso, apesar de a premissa policial ser fantástica, intrigante e fabulosa, minha atenção estava na vida de Hole, afinal, em todos os demais volumes fala-se muito sobre o alcoolismo do protagonista, até torrando o saco do leitor em alguns momentos de tanto que isso é repetido, mas ter acesso de como se deu esse seu vício... OMG! Foi fabuloso! Sim, dei mais atenção a vida pessoal do protagonista que a sua investigação, afinal, como detetive sei que ele é grandioso, inteligente e sempre dá “pitacos” certos, ou quase certos no caso desse livro, mas conhecer o protagonista em seu começo, em suas angústias, em todo seu sofrimento e motivos para sua derrocada, para mim não teve preço. Foi como conhecer o passado da vida de alguém que há muito faz parte da minha mas que relutava em revelar seus segredos mais profundos.

Ao tomar conhecimento do passado de Harry, lembrei-me de alguns momentos em que me senti meio de saco cheio com a repetição de NESBO ao falar do alcoolismo do personagem e me senti até mal comigo mesma, afinal, ele tem motivo para se sentir péssimo. O engraçado é que mesmo agora, tendo conhecimento desse seu passado e de sua culpa, ainda continuo amando o personagem e o considerando um dos maiores exemplos de bons investigadores da literatura policial. Harry ganhou minha adoração e sinto que é tarde demais para mudar isso.

Claro, não vou deixar vocês às cegas em relação aos crimes, que são muito bem elaborados e até medonhos. Durante muitas páginas apostei em um determinado personagem, suspeitei e desconfiei dele, mas, mais que isso, DESEJEI que ele fosse o culpado, apenas por ser uma coisa meio Freud explica. Porém, quando se revelou o verdadeiro culpado, fiquei meio atônita, pois em momento algum havia desconfiado! E sabem aquela coisa que eu digo que detesto em livros policiais? Aquilo de o autor nos conduzir a um caminho durante todo o livro e depois arrumar uma “desculpa” mirabolante para por a culpa em outro só para não permitir que o leitor não adivinhe? Pois é, não foi o caso aqui, NESBO dá pistas do assassino sim, porém meu foco estava tão grande em outro personagem que sequer pensei na possibilidade de suspeitar de mais alguém. Para quem for ler, e gostar de bancar o detetive, uma dica: mantenha a mente aberta quanto ao assassino, não pré-julgue e não deseje que seja uma coisa determinada, dessa forma, sua brincadeira de tentar ser Harry Hole surtirá mais efeito e o culpado se revelará.


Quem nunca leu nada do NESBO, essa é a chance de conhecer e começar pelo início de tudo. Leiam, conheçam, e se tornem fãs, tanto quanto eu! NESBO é vida! <3



26 de outubro de 2016

RESENHA: UNI-DUNI-TÊ - M.J. Arlidge (Ed. Record)



Olá, pessoal!

Hoje vim falar de um thriller FANTÁSTICO: UNI-DUNI-TÊ do M.J. ARLIDGE, lançado pela editora RECORD.

Uni-Duni-TêUNI-DUNI-TÊ
M.J.ARLIDGE
Editora: RECORD
Ano: 2016
Nº págs: 322
Gênero: Policial, Suspense, Thriller

SINOPSE: Um assassino está à solta. Sua mente doentia criou um jogo macabro no qual duas pessoas são submetidas a uma situação extrema: viver ou morrer. Só um deverá sobreviver. Um jovem casal acorda sem saber onde está. Amy e Sam foram dopados, capturados, presos e privados de água e comida. E não há como escapar. De repente, um celular toca com uma mensagem que diz que no chão há uma arma, carregada com uma única bala. Juntos, eles precisam decidir quem morre e quem sobrevive. Em poucos dias, outros pares de vítimas são sequestrados e confrontados com esta terrível escolha. À frente da investigação está a detetive Helen Grace, que, na tentativa de descobrir a identidade desse misterioso e cruel serial killer, é obrigada a encarar seus próprios demônios. Em uma trama violenta que traz à tona o pior da natureza humana, Grace percebe que a chave para resolver este enigma está nos sobreviventes. E ela precisa correr contra o tempo, antes que mais inocentes morram.

Solicitei UNI-DUNI-TÊ por ser thriller da RECORD e eu gostar de ler todos os que a editora lança, mas confesso que tive os dois pés atrás com o livro. Já li um livro da editora com essa premissa meio parecida com JOGOS MORTAIS e simplesmente detestei. Portanto, não tive expectativa alguma em relação à leitura, nem ânsia de me jogar nela, e, provavelmente, tenha sido exatamente esse o motivo pelo qual fui fisgada pelo enredo incrível e personagens cativantes que ARLIDGE criou.

Tudo no livro foi fantástico! O sequestro das duplas foi algo de tirar o fôlego e a reação deles com o que tinham de fazer para sobreviver foi ainda melhor. Muitas cenas foram fortes e cheias de dor, mas também cheias de angústia, sendo o sofrimento dos personagens capazes de nos fazer sentir terror, e de suas atitudes, em busca da sobrevivência, revirarem nosso estômago.

A detetive foi algo ímpar! Faz tempo que não leio um livro policial com uma detetive que me agrade tanto, que tenha uma história de vida tão interessante, que esconda segredos tão misteriosos e que acalente minha ânsia por justiça.

Os demais investigadores também foram fantásticos, afinal, livro policial que se preze não se sustenta com apenas um detetive, é preciso um grupo, uma equipe que desvende os crimes, e todos cumpriram muito bem seu papel.

Quanto ao assassino, galera, SOBERBO! Há muito leio livros policiais e há muito pedia por um assassino como este. ARLIDGE leu meus pensamentos e pôs no papel meu maior desejo; fiquei de boca aberta quando se revelou o criminoso, seus mistérios e seus motivos, mas, principalmente, quando se revelou sua identidade. Preciso URGENTE encontrar alguém que tenha lido o livro para falar sobre esse vilão fabuloso que roubou as páginas e tomou para si a trama.


UNI-DUNI-TÊ é apenas o primeiro livro de uma série com a detetive Helen Grace à frente, e eu, claro, quero ler todos os demais que vierem, afinal, há muito quero uma protagonista como Grace, e depois das revelações desse primeiro livro, quero muito saber como será a vida da personagem de agora em diante e como suas estruturas emocionais serão abaladas pelo ocorrido. Livro soberbo! Fãs de policiais não podem perder ;) Já vamos começar uma campanha para que a RECORD não demore a trazer os outros 4 volumes que já saíram lá fora <3 Quero a série completa! Favoritado, claro <3



21 de outubro de 2016

RESENHA: AS ESFERAS DO PODER - William C. Gordon (Ed. Record)



Olá, galera!

É com grande empolgação que hoje venho falar sobre AS ESFERAS DO PODER do WILLIAM C. GORDON, lançado pela editora RECORD.

As Esferas do PoderAS ESFERAS DO PODER
WILLIAM C. GORDON
Editora: RECORD
Ano: 2016
Nº págs: 252
Gênero: Drama, Suspense, Thriller

SINOPSE: Dois estranhos incidentes assombram São Francisco. Mas talvez eles não sejam apenas incidentes Nos anos 1960, dois funcionários de uma indústria química sofrem uma grave intoxicação ao limparem um de seus tanques. Apenas um deles sobrevive, mas seu estado de saúde é crítico. Enquanto isso, em Chinatown, vinte e dois idosos do bairro morrem de forma inesperada e, segundo a perícia forense, todos eles beberam água mineral da mesma marca. Nas garrafas, uma quantidade mortal de arsênico. A princípio, o único elo entre esses acontecimentos é Samuel Hamilton, jornalista que está apurando os dois casos. Em sua busca pela verdade – e por um novo furo de reportagem –, ele irá se deparar com um complexo quebra-cabeça que revela uma rede de intrigas e lutas pelo poder na cidade.

Nunca havia ouvido falar no autor e solicitei o livro por pura curiosidade pela sinopse. Gostei a mistura de trama jornalística e política e achei que teria em mãos um livro com grandes críticas sociais. Ponto para mim, acertei em cheio, mas jamais esperei encontrar o suspense e os assassinatos que estariam nas páginas.

Em uma trama rica, com vários enlaces, muitas nuances, e diversos personagens inteligentes, ambiciosos, perigosos e heróicos, GORDON me levou a uma verdadeira viagem ao poder que o homem detém em suas mãos. O autor foi exemplar ao explorar a ambição humana, aonde ela pode chegar e os limites que as pessoas são capazes de ultrapassar em nome dessa ambição desenfreada, desejo de poder e dinheiro.


Fiquei assombrada com a quantidade de diferentes personalidades que o autor conseguiu abordar, e com o quão conseguiu deixá-las ricas, sejam em face do bem e da justiça ou do mal e suas facetas. GORDON foi um autor que me surpreendeu muito. Nunca havia lido nada do autor e confesso nem ter imaginado encontrar um suspense nas mãos, achei que seria apenas um livro crítico, mas agora virei fã da escrita do homem. A RECORD tem outros 4 livros dele lançados, e tenho necessidade urgente de tê-los em minha coleção. O autor me impressionou de verdade e me deixou bastante curiosa para ler tudo o que já escreveu. Um talento que me conquistou! Já virei fã do GORDON. Alguém já leu algo do autor?


19 de outubro de 2016

RESENHA: DOADORES DE SONO - Karen Russell (Ed. Record)



Olá, pessoal!

Hoje é dia de falar de um livro que me deixou um tantinho decepcionada: DOADORES DE SONO, da KAREN RUSSELL, lançado pela editora RECORD.

Doadores de SonoDOADORES DE SONO
KAREN RUSSELL
Editora: RECORD
Ano: 2016
Nº págs: 168
Gênero: Drama

SINOPSE: Uma epidemia assola os Estados Unidos. Milhares de pessoas perdem a capacidade de dormir. Conheça a Corpo do Sono, uma organização que persuade sonhadores saudáveis a fazer doações para os insones. Sob o comando dos enigmáticos irmãos Storch, o alcance da Corpo do Sono só cresce, e ela já está presente nas principais cidades americanas. Trish Edgewater, cuja irmã, Dori, foi uma das primeiras vítimas da insônia letal, há sete anos recruta doadores para a organização. Mas sua crença na empresa e nas próprias motivações começa a vacilar quando ela é confrontada com a Bebê A, a primeira doadora universal, e com o misterioso e maligno Doador Q.

Quando li a sinopse não fiquei muito interessada, mas quando vi que o mestre KING estava indicando, resolvi solicitar. Devia ter pensado melhor, lembrado que nos últimos tempos li dois lançamentos indicados pelo mestre e não gostei. Dessa vez não foi diferente, acho que meu gosto não bate mais com o dele :S

A história em si é bem interessante, as alegorias que o livro traz também, mas apesar das poucas páginas e fonte enorme, achei ele extremamente repetitivo, daria conta de passar o recado tranquilamente em 80/100 páginas. O começo me atraiu muito, mas como disse, depois passou a soar repetitivo, e aí dei uma desanimada completa em relação a premissa. O final também não me atraiu, pois já estava achando tudo tão maçante que não consegui me surpreender.


A personagem principal, que no começo me comoveu, ficou chata e tediosa, tal qual o livro todo, e me vi terminando de ler apenas por ser um livro de parceria, caso contrário, teria abandonado. Mais uma vez repito: por causa da repetição! Todo o meu desgosto em relação a obra girou em torno dessa maldita repetição desnecessária em explicar sobre o sono, a falta de sono, o que acontecia, a morte da irmã da protagonista... Repeteco é uma coisa que me lembra encher linguiça, e acaba me irritando horrores! Repetir algumas coisas em um livro de 500 páginas, por exemplo, é algo que passa, afinal, muito se deixou para trás, mas em um livro de 166 páginas e fontes enormes, torna-se desnecessário, é como se a autora achasse que a falta de sono também me afetava e que não conseguia lembrar o que havia lido anteriormente, o que não foi o caso, já que é uma leitura de 3, no máximo 4 horas. Não gostei, pronto, falei :S


15 de setembro de 2016

RESENHA: O PODER E A LEI - Michael Connelly (Ed. Record)



Quinta-feira, galera!

Mais um dia de post de INDICAÇÃO, e hoje vou falar sobre o magnífico O PODER E A LEI do MICHAEL CONNELLY, lançado pela RECORD.

O Poder e a LeiO PODER E A LEI
MICHAEL CONNELLY
Editora: RECORD              
Ano: 2011
Nº págs: 406
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: O livro conta a história de Michael Haller, um advogado diferente. Seu escritório é o banco traseiro de um sedã Lincoln. Haller roda Los Angeles visitando tribunais e farejando novas oportunidades para elevar seus honorários. Seu nome está estampado nas Páginas Amarelas, seu telefone está colado nos assentos dos ônibus das mais perigosas áreas da cidade. Haller defende motoqueiros, prostitutas e traficantes de drogas; clientes que lhe garantem baixos honorários, na maioria das vezes saldados por meio de pequenos serviços. Quando Michael Haller é escolhido para defender Louis Roulet, um jovem playboy de Beverly Hills detido por agressão e tentativa de estupro contra a prostituta Regina Campo, acredita que está diante do caso mais fácil e rentável de sua carreira. Mas a morte de alguém muito próximo o leva a se defrontar com o mal em sua forma mais assustadora.

Se existe um autor de livros policiais ao qual tenho veneração, esse é MICHAEL CONNELLY, um homem que escreve livros com reviravoltas incríveis e inimagináveis!

Não sei dizer de quais dos personagens do autor eu mais gosto, mas posso dizer com todas as letras que Mick Haller é um advogado fodorástico! Sarcástico e muito sagaz, ele vai até o fim para descobrir o que está acontecendo em seus casos. Ele não é um desses caras bonzinhos, pelo contrário, por vezes até ultrapassa os limites e mostra ter um caráter um tento quanto duvidoso, mas quando alguém pisa em seu calo... Senhor, o homem se torna um justiceiro!

Quando peguei O PODER E A LEI para ler eu já tinha certeza de que iria amar, afinal, o filme foi um dos melhores que já li, mas apesar de uma adaptação bastante fiel, nada se compara ao livro e aos diálogos presente nele. Fiquei em êxtase com essa leitura. Sempre me assombro com o como CONNELLY consegue criar reviravoltas inimagináveis e dar a elas características completamente possíveis!


Estejam preparados para ficarem assombrados com todos os personagens, mas, principalmente, estejam preparados para sentirem como o ser humano pode ser podre e baixo. É um livro para ler num fôlego só e não soltar jamais! Um dos melhores do CONNELLY com o advogado como protagonista. Leiam, se apaixonem pelos métodos nada convencionais do Haller e mergulhem em suas outras histórias. Tenho certeza de que se tornarão tão fãs quanto eu. ES-PE-TA-CU-LAR! Confiram ;)


9 de setembro de 2016

RESENHA: UM ESTRANHO NO ESPELHO - Sidney Sheldon (Ed. Record)



Olá, meus amores!

Hoje vou falar sobre UM ESTRANHO NO ESPELHO do SIDNEY SHELDON, lançado pela editora RECORD.

Um Estranho No EspelhoUM ESTRANHO NO ESPELHO
SIDNEY SHELDON
Editora: RECORD              
Ano: 2011
Nº págs: 352
Gênero: Policial, Suspense

SINOPSE: Hollywood, a grande fábrica de ilusões. É na capital mundial do cinema que o jovem comediante Toby Temple faz de tudo para conseguir colocar seu nome no lugar mais alto dos letreiros luminosos. Uma posição que não se alcança apenas com talento, mas à custa de muito trabalho sujo, sexo por interesse e intrigas nos bastidores. Bem-sucedido, mas solitário, ele se apaixona por Jill Castle, uma candidata a estrela que se submetia aos desejos mais pervertidos dos produtores em troca de pequenos papéis. Porém, ele não pode saber do passado da amada, e ela lutará para se manter como a esposa do famoso comediante, custe o que custar.

Quando sentei para escrever sobre o livro fiquei em dúvida se fazia um post mais simples de INDICAÇÃO ou se faria algo um pouco maior e mais elaborado como a RESENHA. Optei pela resenha para poder expor tudo que senti com essa leitura e por estar em dívida com o SHELDON.

Digo que estou em dívida com o autor por causa da última resenha postada no ano passado e da primeira desse ano. A última resenha de 2015 foi a de SE HOUVER AMANHÃ, livro que abominei e quase fui trucidada nos comentários, alguns até apaguei, pois eram extremamente ofensivos, só não me xingaram de santa. Mas o que posso fazer? SE HOUVER AMANHÃ é um livro fraco, escrito com pressa, que traz uma mulher que nada sabia sobre o mundo da arte e se torna uma exímia ladra de obras de arte da noite para o dia. O livro não me convenceu e sua continuação ainda menos. Diante do fracasso com essas duas leituras, resolvi que daria mais uma chance ao SHELDON, pois já havia lido livros incríveis dele, mas aí rolou aquela dúvida: “será que os achei ótimos por que era muito mais nova quando os li?” Para tirar a dúvida, quando fiz o post de 20 livros policiais, suspenses e thrillers para ler em 2016 inseri um livro do autor, seria a cartada final em relação a ele, e é com enorme felicidade que venho dizer que AMEI UM ESTRANHO NO ESPELHO!

Toda a pressa de SE HOUVER AMANHÃ foi deixada de lado. Aqui os personagens foram MUITÍSSIMO bem construídos, o passado foi muito bem explorado, o caráter de cada um deles foi desnudado e uma história intensa e incrível saltou aos meus olhos. Fiquei apaixonada por Jill assim que ela deu as caras, e conforme prossegui na leitura só fiquei ainda mais encantada pela personagem e seu crescimento. Adorei ver ela se vingando daqueles que a humilharam e fui a delírio com sua força de vontade para ajudar o marido. Foi uma devoção tão imensa que me deixou com lágrimas nos olhos.

Quando pensava que UM ESTRANHO NO ESPELHO seria uma história apenas dramática, fui me surpreendendo com os contornos de suspense que o livro começou a tomar, e aí sim me senti completamente realizada!

Algumas das coisas que aconteceram quase ao final foram MUITO desejadas por mim. Eu vibrava a cada prenúncio que tinha de que meus anseios se realizariam. Esperava certas atitudes por parte de Jill e quando ela as tomou simplesmente vibrei! Acredito que esse seja aquele tipo de livro que mostra que todo ser humano tem um limite, e que a tampa sempre estoura, mais cedo ou mais tarde.

UM ESTRANHO NO ESPELHO fala sobre sucesso, vingança, ultrapassar limites, mas também chegar à ele. Adorei a leitura por ela ser humana! SHELDON conseguiu expor a essência do ser humano, suas fraquezas e mazelas, bem como suas virtudes e qualidades. Adorei como ele balanceou os personagens, seus sofrimentos e a dedicação. Adorei o desfecho de Jill e sua reação diante mais uma dificuldade. E posso até soar bizarra nesse momento, mas achei que ela agiu corretamente, pois estava angustiada com a dor e sofrimento vividos pela personagem, ela não me surpreendeu com sua atitude, mas me aliviou com sua coragem para tomar as rédeas da própria vida.

Até aqui já estava completamente satisfeita, mas aí veio SHELDON e bagunçou meu mundo, fazendo com que o livro terminasse no ponto em que começou, mostrando uma amarra tão significativa que me deixou boquiaberta, e mais, fez com que eu finalizasse UM ESTRANHO NO ESPELHO considerando-o um dos livros mais instigantes sobre VINGANÇA que já li.


SHELDON me reconquistou e espero que essa resenha me redima com os fãs do homem que me xingaram até as próximas gerações por não ter gostado de SE HOUVER AMANHÃ. Contudo, saibam que, se eu ler mais algum dele de que não goste, vou falar mal do mesmo jeito, afinal, não sou obrigada a gostar, mas sou obrigada a reconhecer quando um livro incrível está em minhas mãos, e UM ESTRANHO NO ESPELHO merece muitos elogios e méritos. Incrível! Leiam ;)


8 de setembro de 2016

RESENHA: A FILHINHA DO PAPAI - Mary Higgins Clark (Ed. Record)




Olá, queridos!

Quinta é dia de INDICAÇÃO e a minha de hoje é de A FILHINHA DO PAPAI da MARY HIGGINS CLARK, lançado pela RECORD.

A Filhinha Do PapaiA FILHINHA DO PAPAI
MARY HIGGINS CLARK
Editora: RECORD              
Ano: 2004
Nº págs: 316
Gênero: Policial, Suspense




SINOPSE: A FILHINHA DO PAPAI é um livro arrebatador, repleto de suspense, vingança e emoção. A heroína da vez é Ellie Cavanaugh, uma jornalista investigativa de Atlanta que tinha apenas sete anos quando Andrea, sua irmã adolescente, foi surrada até a morte. O provável culpado, Rob Westerfield, era o herdeiro da mais abastada família da pequena cidade de Westchester.




Adoro quando fico um tempo sem ler nada de um autor e quando volto a fazê-lo percebo que continuo o amando. Assim foi com A FILHINHA DO PAPAI, livro incrível da CLARK, cheio de suspense e que me levou a uma leitura angustiada.

Aqui temos uma jornalista que volta para sua cidade natal para não permitir que o assassino de sua irmã tenha liberdade decretada. O problema é que agora existe um novo suspeito a ser investigado.

O que mais gostei nessa leitura é que ao mesmo tempo em que estava cheia de certezas também fiquei cheia de dúvidas, e por mais estranho que isso pareça, foi a realidade. CLARK conduziu a história de forma a me fazer ficar convicta que o assassino era um por boa parte do tempo. Depois, no entanto, enredou por um caminho que me fez ficar cheia de dúvidas sobre outro, e aí passei a ficar enlouquecida pelo nó que ela fez surgir em minha cabeça.

Não vou dizer que é um livro dotado de grande suspense, pois ele não é, muitas coisas são óbvias e apesar de algumas dúvidas, bem antes do fim dá para se ter certeza sobre o assassino, contudo, é um livro com grande carga emocional e com grandes revelações sobre os personagens, o que faz que a leitura se torne extremamente prazerosa e intensa.


Mais um livro da CLARK que li e amei. Gostaria de ter tempo para ler todos os livros dela que ainda tenho aqui, quem sabe não rola um projeto para 2017 ;)


6 de setembro de 2016

RESENHA: RITUAL - Mo Hayder (Ed. Record)



Olá, pessoal, como vocês estão?

Hoje vou falar sobre um livro que sempre fui louca para ler e que fiquei bem decepcionada com o resultado: RITUAL da MO HAYDER, lançado pela RECORD.

RitualRITUAL
MO HAYDER
Editora: RECORD              
Ano: 2011
Nº págs: 420
Gênero: Policial, Suspense



SINOPSE: Pulga é uma mergulhadora profissional que trabalha para a polícia. Certa manhã, ela encontra na água, sob o porto flutuante de Bristol, uma mão humana. O mais surpreendente, porém, é que os investigadores logo descobrem que o homem a que a mão pertencia ainda está vivo, e desaparecido. Na busca para resolver o mistério, o leitor é levado pelo submundo da cidade, onde reinam vícios e estranhos rituais.



Desde que a RECORD lançou esse livro fiquei DOIDA por ele. Consegui-o em uma troca e ele acabou ficando abandonado na estante, pois sempre tinha outras coisas para ler. Esse ano fiz uma lista com 20 livros policiais, suspenses e thriller para ler e finalmente ele entrou na fila de leitura. Foi um livro que estava doida para saborear, mas não colhi bons frutos ao finalizá-lo.

Muitos do que leram RITUAL o elogiaram por ter uma trama pesada e perturbadora, e foi com ânsia de encontrar esses elementos que mergulhei na leitura, porém, o que encontrei foi uma história bem morna, devido aos personagens.

Não vou negar que o enredo policial é sombrio e tinha tudo par dar certo, mas meu santo não bateu foi com os personagens e o tanto que a vida pessoal deles foi exposta, chegando a ser extremamente TEDIOSO!

Gosto quando livros policiais trazem personagens interessantes, com passados tristes e que nos deixam com o coração apertado, mas achei que HAYDER pesou, e MUITO, a mão nesse quesito. Existiram capítulos, vários na verdade, que pouco ou nada se falava sobre a investigação em si, pois estavam mais preocupados em expor a vida e sofrimento das personagens. Tenho para mim que em um livro policial a investigação deve vir sempre em primeiro plano, e os demais elementos devem servir para apimentar a história e torná-la mais interessante e devorável, mas RITUAL me deixou muitas vezes desgostosa por ter tomado o rumo contrário. Fiquei cansada da quantidade de vezes que a morte dos pais de uma das personagens foi mencionada e ainda mais cansada com o quanto se demorou para essa investigação ter fim.

Demorei alguns dias para terminar RITUAL, o que faz com que um livro policial meio que perca o brilho para mim, pois acredito que o gênero é para ser devorado em no máximo dois dias, quando demoro mais que isso sei que não vou ter uma opinião muito boa, pois a leitura não foi capaz de ser avassaladora.

Contudo, muitos são os elogios que já li sobre RITUAL, então não posso dizer que esse vai para minha lista de NÃO RECOMENDO, afinal, acredito ser mesmo uma questão de gosto, que comigo não rolou.