Carlos Loures
Não gosto do Natal. É uma época desagradável para mim. Não sou crente e, portanto, a face religiosa da festa, não me diz nada. Festa da família? A minha família não precisa de dias especiais para se reunir, nem de datas certas para manifestarmos os sentimentos que nos unem. Porém, não consigo fugir totalmente aos tentáculos do polvo comercial que, em Dezembro, esbraceja para sacar às pessoas em geral, crentes ou não, tudo o que possa.
E depois é o sortilégio da comida. Não gosto do Natal, mas gosto de algumas iguarias a ele associadas - a começar pelo bolo-rei. E assim, todos os anos nos reunimos no almoço dia 25. Em 1977, eu e minha mulher e os filhos, com os meus pais estávamos à mesa, embora já tivéssemos almoçado.
Ainda fumava e estava a contas com uma cigarrilha, acompanhado pelo meu pai que só fumava em ocasiões especiais. A televisão estava acesa, mas com o som desligado, e ninguém lhe prestava atenção. Começaram a dar filmes e fotografias do Charlot e pensámos que era mais um programa natalício. Porém, estranhámos a frequente intervenção do locutor que, com ar grave, falava entre os pequenos filmes que estavam a emitir. Como todos, dos mais novos aos mais velhos, éramos seus admiradores, subi o som. Então percebemos – Charles Chaplin tinha morrido.
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sábado, 25 de dezembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Música Romântica do Século XX - 8
City Lights (Luzes da Cidade, em português) é um filme mudo da chamada comédia romântica norte-americana (1931), interpretado, escrito e realizado por Charles Chaplin. No elenco brilhavam ainda estrelas como Virginia Cherrill e Harry Myers.
Apesar de a produção de filmes mudos ter diminuído com o advento do «sonoro», City Lights tornou-se imediatamente popular, sendo hoje recordado como uma das maiores realizações da carreira de
Charles Chaplin.
O tema musical do filme (tocado nos pianos das salas de projecção) é também da autoria de Chaplin. Em 1958, a espanhola Sara Montiel, interpretava em "La Violetera" uma versão cantada. Preferimos a genuína.
Apesar de a produção de filmes mudos ter diminuído com o advento do «sonoro», City Lights tornou-se imediatamente popular, sendo hoje recordado como uma das maiores realizações da carreira de
Charles Chaplin.
O tema musical do filme (tocado nos pianos das salas de projecção) é também da autoria de Chaplin. Em 1958, a espanhola Sara Montiel, interpretava em "La Violetera" uma versão cantada. Preferimos a genuína.
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Esta madrugada ficamos a pé para acompanhar quem gosta da noite;
e então temos à uma hora poemas magníficos para lhe oferecer, às duas um texto sobre recursos marinhos e, como não há duas sem três, às três a continuação do artigo sobre os factores de risco. E agora vamos sorrir ou mesmo rir com Charlot e Jack Coogan numa cena de «The Kid».
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